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GOSPEL

Pastores do Acre revoltados com ataque da esquerda a evangélicos no Carnaval: “A gente sabe o motivo do ódio”

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O ataque em escala internacional aos evangélicos brasileiros feito na Sapucaí, o sambódromo do Rio de Janeiro visto pelo mundo interior no Carnaval, faz parte de um projeto da esquerda desde seu nascedouro. Essa é, em média, a opinião de diversos pastores ouvidos pelo AcreNews.

A avançada contra o protestantismo se deu na noite de domingo, 15, durante o desfile da Escola Acadêmicos de Niterói, que retratou e exaltou a história do atual presidente do Brasil, Lula da Silva (PT), comentando duas supostas infrações: uma ante a legislação eleitoral, uma vez que antecipou a disputa eleitoral de outubro e uma outra de intolerância religiosa. Nesse último caso, uma ala com com evangélicos sendo representados dentro de uma lata de conserva. A oposição em Brasília e pelo Brasil todo está, inclusive, se manifestando com falas e ações na Justiça.

A zombaria provocou cristãos do Acre, também. Pastores disseram, entre outras coisas, ao AcreNews, que esse ódio vem do nascedouro da esquerda e no momento é mais em função da rejeição dos crentes a Lula. “O segmento evangélico cresceu muito e têm incomodado a esquerda, porque há uma natural rejeição dos crentes à política deles, que não bate com nossas regras”, diz o pastor Alzemir Batista “Zeme”, assembleiano.

O presidente de um dos maiores ministérios denominacionais do Acre, a Assembléia de Deus Rio Branco, pastor Luiz Gonzaga de Lima, disse ter ocorrido “um verdadeiro desrespeito para com os evangélicos e cristãos de modo geral e uma afronta a uma parte considerável da sociedade”. E seguiu com sua opinião: “Este povo que foi despeitado e afrontado, tem feito muito pelo bem desta nação, e, independentemente de qualquer coisa, continuará fazendo. Exigimos respeito da mesma firma como sempre respeitamos”.

O pastor Rogélio Luiz é outro bem conhecido no Acre por ter liderado a igreja com maior número de membros no interior do Acre, a Assembléia de Deus em Feijó, que tem opinião sobre o ataque aos evangélicos. Hoje ele está na igreja de Cruzeiro do Sul. “A recente campanha política antecipada, disfarçada de homenagem a Lula, levanta questionamentos legítimos. Homenagens públicas devem simbolizar consensos amplos e valores que unam a sociedade.

Quando parte significativa da população discorda da condução política, econômica ou ética de um governo, transformar essa liderança em objeto de exaltação oficial soa como desrespeito ao pluralismo e à diversidade de opiniões que caracterizam uma democracia. Além disso, é extremamente preocupante qualquer atitude que relativize ou ataque as famílias tradicionais. A família é base da formação moral, social e afetiva dos indivíduos; sem ela, nada do que existe seria possível. Tratá-la como obstáculo ideológico ou reduzir sua importância é uma afronta aos princípios estabelecidos por Deus (Gn 2:18).

Desdenhar dos evangélicos por serem de expressão conservadora, não lhes dá o direito de tamanho descaso, tampouco justifica a tentativa de descaracterizar um segmento que traz contribuições relevantes à sociedade”, escreveu.

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