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Picanha, massagem e helicópteros: Os bastidores da caminhada de Nikolas Ferreira rumo a Brasília
Comitiva que pede a liberdade de Jair Bolsonaro e anistia para presos do 8 de janeiro conta com estrutura robusta e apoio de empresários; chegada ao DF está prevista para domingo.
BRASÍLIA – O que começou como um protesto “simbólico” do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) transformou-se em um evento com estrutura digna de grandes produções. A caminhada de mais de 200 km entre Paracatu (MG) e a capital federal, iniciada na última segunda-feira, tem chamado a atenção não apenas pelo tom político, mas pelos mimos e pela logística de apoio aos manifestantes.
Estrutura de “Primeiro Mundo”
Diferente de marchas tradicionais, o grupo liderado por Nikolas conta com um suporte de peso. Relatos e imagens das redes sociais mostram que a comitiva é acompanhada por helicópteros que monitoram o trajeto e dão suporte logístico.
Nos pontos de parada, o cansaço dos caminhantes é aliviado por uma equipe de massagistas voluntários, prontos para tratar as bolhas e dores musculares dos políticos e influenciadores que aderiram ao movimento, como Eduardo e Carlos Bolsonaro, além do senador Magno Malta.
A “Picanha do Bolsonaro”
A alimentação também virou assunto. Empresários do agronegócio e donos de frigoríficos montaram pontos de apoio ao longo da BR-040. O destaque fica para os churrascos fartos, apelidados pelos apoiadores de “Picanha do Bolsonaro”, servidos para manter o ânimo da tropa. O clima é de “acampamento de luxo”, com tendas climatizadas e internet via satélite (Starlink) para que as lives não caiam.
Os Objetivos do Movimento
Apesar do clima de descontração em alguns momentos, Nikolas Ferreira reforça que a pauta é séria e foca em cinco pilares principais:
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Liberdade para Jair Bolsonaro (atualmente preso no Distrito Federal);
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Anistia para os condenados pelos atos de 8 de janeiro;
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Instalação da CPI do Banco Master;
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CPI do INSS;
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Protesto contra decisões do STF.
Desfecho em Brasília
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) monitora o deslocamento, que já ultrapassou a marca dos 120 km. A previsão é que o grupo chegue à Esplanada dos Ministérios no próximo domingo (25), onde uma grande manifestação está sendo convocada pelos aliados do ex-presidente.
Até lá, a caminhada segue dividindo opiniões: enquanto apoiadores veem um ato de “resistência e esperança”, críticos classificam a estrutura como “ostentação política”.
Por: Natacha Ferreira Montanha


















