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POLÍTICA

Lula prometeu livrar Cunha do STF se ele não levasse o impeachment de Dilma a plenário, diz ex-deputado

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Há cerca de um ano, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha saía da penitenciária Bangu 8 para sua casa na Barra da Tijuca, beneficiando-se do direito à prisão domiciliar. De volta ao lar, mesmo assolado por alguns problemas de saúde, Cunha se dedicou obsessivamente a uma tarefa que iniciou ainda na cadeia: passar a limpo um dos capítulos mais importantes da história recente da política brasileira. Em outras palavras, sua participação — fundamental e decisiva — na queda de Dilma Rousseff.

Com a ajuda da filha mais velha, Danielle Cunha, de 33 anos, ele colocou no papel boa parte do que fez, falou e ouviu durante a ação que comandou. Esse relato materializou-se nas 797 páginas de Tchau, Querida — O Diário do Impeachment, que será lançado pela editora Matrix no dia 17 de abril, de forma a coincidir com o aniversário de cinco anos da sessão da Câmara que expulsou Dilma do Palácio do Planalto. Embora seja uma narrativa obviamente enviesada (o autor tende a ser benevolente com seu comportamento e crítico com a maioria dos outros personagens), é inegável o valor do documento. Cunha foi o grande protagonista do movimento e, agora, disseca sua versão sobre os acontecimentos daquele período.

Rico em detalhes e bile, o relato de Cunha lança suspeitas sobre integrantes do Judiciário e, obviamente, expõe episódios nada edificantes de alguns dos principais nomes da política e do empresariado nacional.

Arrependimento de Lula

O ex-presidente da Câmara detalha, por exemplo, a reunião secreta em que Lula confessou o arrependimento por ter patrocinado a reeleição de sua pupila e prometeu a Cunha tentar interferir no STF para ajudá-lo.

Lista de propostas indecorosas

Traz ainda à baila uma lista de outras propostas indecorosas que, segundo ele, foram feitas por ministros de Estado e pela própria inquilina do Palácio do Planalto à época, na tentativa de barrar o impeachment, assim como por deputados que pediram alguns milhões de reais para salvar-lhe o mandato no Conselho de Ética, o que não aconteceu.

Narrativa nua e crua do jogo político

Cassado por seus pares, o ex-deputado passou três anos e cinco meses preso e, ao longo desse período, teve as negociações visando a uma delação premiada interrompidas porque os investigadores tinham convicção de que ele não contava tudo o que sabia.No livro, ainda que não admita os crimes pelos quais responde a dez processos (já com duas condenações), ele elabora uma narrativa nua e crua do jogo político que resultou no impeachment da presidente petista.

“Não se trata de uma dinâmica doce, delicada”, atesta Danielle Cunha. Essa transparência no relato fica evidente quando trata das motivações que o levaram a trair o PT, de quem era aliado, dando início ao processo. Para o autor, além da vingança pela falta de apoio em sua eleição à presidência da Câmara, foi um ato de preservação. Na sua visão, o avanço da Lava-Jato contra ele era um complô liderado por Dilma, apoiada por grão-petistas como o então Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o procurador-geral da República à época, Rodrigo Janot. “

Todo mundo iria atirar. Todo mundo iria morrer”, escreve o político, que dedica especial atenção a alguns atores — normalmente os que mais odeia — como o ex-juiz Sergio Moro, Janot, Cardozo e outro ex-ministro, Jaques Wagner (Casa Civil). Sobre Moro, diz o seguinte: “Ele era o seu próprio líder. Para ele, bastava ele. Moro era e será candidato a presidente”.

Cunha x PT

A batalha que provocaria a queda de Dilma e, pouco tempo depois, a do próprio Cunha, poderia ter sido evitada? Na visão do ex-deputado, sim. Se o PT não tivesse tentado derrotá-lo na Câmara, ele jura que jamais teria detonado o impeachment. Por sua vez, Cunha também faz um mea-culpa, afirmando que o rompimento por parte dele foi um erro que o obrigaria a administrar as consequências disso.

Mesmo em meio à guerra já declarada contra os ex-aliados, o autor conta ter tido a disposição de voltar atrás, caso cessassem os ataques. Como era de esperar, Cunha refuta a tese de golpe, não sem antes fazer uma ironia com o histórico do PT, que defendeu arduamente os afastamentos de presidentes anteriores.

O ex-deputado lembra que o partido comemorou como se fosse sua vitória a derrocada de Fernando Collor de Mello e tentou fazer o mesmo com Fernando Henrique Cardoso e Itamar Franco. “Quem com golpe fere, com golpe será ferido”, estoca Cunha.

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Deputado Gonzaga participa da entrega de equipamentos agrícolas que vai beneficiar ribeirinhos e produtores rurai

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O deputado Luiz Gonzaga (PSDB), primeiro-secretário da Assembleia Legislativa do Acre, participou na manhã desta terça-feira (13) da entrega de equipamentos agrícolas e de transporte que potencializarão a produção rural do município de Porto Walter.

Gonzaga representou a Aleac e foi convidado a participar do evento a convite do vice-prefeito de Porto Walter, Guarsonio Melo.

“Após as entregas, visitaremos para acompanhar de perto algumas obras que estão em execução no município. Na oportunidade, contamos também com a presença do nosso amigo e vereador Márcio da Farinha”, disse o parlamentar.

O deputado tucano tem como uma de suas bandeiras de mandato o apoio ao desenvolvimento econômico do estado por meio da produção agrícola.

Gonzaga parabenizou o prefeito da cidade, César Andrade, pela boa gestão e ao senador Sérgio Petecão e deputada federal Jessica Sales pela destinação das emendas que possibilitaram a compra dos equipamentos.

“Parabéns ao prefeito César Andrade pela competente administração e a deputada Jéssica Sales e ao Senador Sérgio Petecão pelas emendas pela irá beneficiar nossos ribeirinhos e a população rural.”

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Deputado pede que Gladson reúna os prefeitos para cobrar sobre vacinação e reclama de possível ‘estoque’

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Da redação do Acre News / Foto: Reprodução

O deputado Roberto Duarte (MDB) fez um pedido especial ao Governador Gladson Cameli (PP). Ele quer que o governo tome a iniciativa de fiscalizar as prefeituras que não estão vacinando contra a Covid-19. Duarte frisou que o estado parou de receber as doses das vacinas enviadas pelo Ministério da Saúde porque têm 85 mil doses em estoque.

A fala do deputado durante o pequeno expediente da Aleac, nessa terça-feira (13), foi usada para sensibilizar os próprios pares para que possam cobrar os prefeitos que possuem mais afinidade sobre a vacinação.

“Segundo consta, nós temos hoje 85 mil doses que estão em locais que talvez, ainda, não temos conhecimento de onde estão estocadas. Inclusive, o Secretário de Saúde de Rio Branco, pediu que o governo entregasse essas vacinas, pois a prefeitura faria a vacinação (…) Nós observamos na imprensa nacional e local, que o Acre não vai receber, por enquanto, novas vacinas porque têm 85 mil em estoque. Peço ao governador que tome as rédeas para que saiba como está essa situação! Convoque os prefeitos para uma reunião! E nós, deputados, também devemos cobrar os prefeitos que temos afinidades”, discursou.

FALHAS DE COMUNICAÇÃO

Nesta segunda-feira (12), o deputado reclamou em sua rede social sobre falhas de comunicação da Prefeitura para com a população. Ele apresentou em seu perfil vídeos e fotografias da qual classificou como “caos” no episódio em que pessoas foram buscar a vacina na URAP Roney Meireles mas que não conseguiram a imunização.

“A Prefeitura de Rio Branco divulgou a vacinação para os idosos com faixa etária a partir de 61 anos, nesta segunda-feira. Porém, foram encaminhadas quantidades insuficientes para os Postos de Vacinação. Na URAP Roney Meireles a Prefeitura de Rio Branco encaminhou 60 doses; na URAP Cláudia Vitorino foram apenas 50, por exemplo. Vários pontos já acabaram as vacinas para a 1ª dose e as pessoas estão voltando pra casa revoltadas com a falta de planejamento”, reclamou.

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Pedro Longo quer criar a Frente Parlamentar de Apoio ao Cooperativismo: “Uma luz no fim do túnel”

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Da redação do Acre News / Foto: Reprodução

Durante a sessão da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) dessa terça-feira (13) foi apresentado um requerimento de autoria do deputado, Pedro Longo (PV), que objetiva a obtenção de Registro da Frente Parlamentar de apoio ao Cooperativismo no Acre.

Segundo o autor, o cooperativismo no Acre tem ganhado notoriedade nas mais diferentes áreas como transporte, trabalho, crédito, agropecuário, saúde e que fortalecer este movimento pode ser uma saída para os problemas econômicos causados pela pandemia.

Ao apresentar o dispositivo, o líder do governo na Casa de Leis frisou que a frente é suprapartidária e possibilita a criação de um Marco Regulatório no setor possibilitando a destinação de emendas parlamentares e outros projetos inspirados nas ideias do cooperativismo do país.

Para justificar ainda o movimento, Pedro Longo destacou que existem 68 cooperativas ativas no Acre, sendo 18 mil associados, quase 700 empregos nas mais diferentes cooperativas. Segundo ele, todas as cooperativas movimentaram R$ 620 milhões de reais em ativos e R$ 274 milhões de reais em ingressos e receitas brutas.

“Estamos entrando na fase de ver uma luz no final do túnel, e nós precisamos pensar na reativação da economia e dar visibilidade para isso. Mais no Acre, a grande maioria dos que trabalham na agronomia, tem dificuldades de aquisição de maquinário, e o cooperativismo pode ajudar nessa saída por meio da liberação de créditos. Precisamos tirar as cooperativas da invisibilidade e ajudar a enaltecer esse setor”, comentou.

Na ocasião, o parlamentar pediu ajuda dos pares para aprovar a matéria.

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