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SAÚDE

Pós-Carnaval: fazer exame no tempo certo é essencial para detectar ISTs

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Entender a janela imunológica evita falsos negativos e garante diagnóstico seguro após situações de risco

Passado o Carnaval, o alerta das autoridades de saúde se volta para um ponto fundamental: a realização de exames no tempo adequado para detectar infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Segundo o enfermeiro e docente da Afya Cruzeiro do Sul, Mateus Torquato, fazer o teste imediatamente após uma relação desprotegida pode não ser suficiente para descartar uma infecção.

O motivo é a chamada janela imunológica, período entre o momento da infecção e o tempo necessário para que o organismo produza anticorpos ou apresente carga viral detectável nos exames. “A janela imunológica é o intervalo em que a pessoa pode já estar infectada, mas o exame ainda não consegue identificar a infecção. Por isso, um resultado negativo logo após uma exposição de risco não significa, necessariamente, que está tudo bem”, explica Mateus.

De acordo com o enfermeiro, o organismo precisa de tempo para reagir ao agente infeccioso. Antes desse período, os testes podem não detectar a presença do vírus ou da bactéria. “O corpo ainda não produziu anticorpos suficientes ou não atingiu níveis detectáveis da infecção. Isso pode gerar um falso negativo, trazendo uma falsa sensação de segurança”, alerta.

Por essa razão, a orientação é repetir o exame após algumas semanas, conforme indicação do serviço de saúde, para garantir um diagnóstico confiável.

Após o período festivo, aumentam as buscas por testes rápidos para:

* HIV
* Sífilis
* Hepatite B
* Hepatite C

Os testes rápidos podem ser realizados nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) e até farmácias, com resultado disponível em cerca de 30 minutos. “Os testes rápidos são práticos, seguros e indicados para triagem. Para pessoas sexualmente ativas, recomenda-se testagem ao menos uma vez por ano ou cerca de 30 dias após uma relação desprotegida”, orienta Mateus. Em casos de maior vulnerabilidade, o intervalo pode ser reduzido para três a seis meses.

*Teste rápido x exame laboratorial: qual a diferença?*

A principal diferença está na agilidade e na estrutura necessária para a realização. Enquanto os testes rápidos utilizam uma pequena amostra de sangue coletada por punção no dedo e fornecem resultado em poucos minutos, os exames laboratoriais tradicionais exigem coleta venosa e análise em laboratório, com prazo maior para liberação do resultado. “Para triagem, os testes rápidos são altamente eficazes e facilitam o acesso ao diagnóstico”, destaca o docente.
Além da testagem de rotina, algumas situações exigem busca imediata por atendimento, mesmo antes do período ideal para repetição do exame. “Relações desprotegidas, rompimento do preservativo, aparecimento de corrimentos ou lesões genitais são sinais claros de que a pessoa deve procurar um serviço de saúde”, afirma.

O acompanhamento profissional é essencial para avaliação clínica, orientação sobre novos exames e, quando necessário, início de tratamento.

*Afya Amazônia*

A Afya tem uma forte relação com a Amazônia, com 16 unidades de graduação e pós-graduação na Região Norte. O estado do Acre conta com uma instituição de graduação (Afya Cruzeiro do Sul). Tem ainda onze escolas de Medicina em outros estados da Região: Amazonas (2), Pará (4), Rondônia (2) e Tocantins (3). Além delas, a Afya também está presente na região com 4 unidades de pós-graduação médica nas capitais Belém (PA), Manaus (AM), Palmas (TO) e Porto Velho (RO).

*Sobre a Afya*

A Afya, maior ecossistema de educação e tecnologia em medicina no Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior em todas as regiões do país, 33 delas com cursos de medicina e 20 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde. São 3.653 vagas de medicina autorizadas pelo Ministério da Educação (MEC), com mais de 23 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil, e “Valor 1000” (2021, 2023 e 2024) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações em http://www.afya.com.br e ir.afya.com.br.
Mais informações em http://www.afya.com.br e ir.afya.com.br.

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