POLÍTICA
Presidente do PRD, Pedro Valério grava vídeo que viraliza ao dizer que Brasil vive sob “juristocracia”

Uma publicação feita nas redes sociais pelo presidente estadual do PRD no Acre, Pedro Valério, gerou repercussão ao trazer críticas diretas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao Supremo Tribunal Federal e à condução da política externa brasileira.
O vídeo foi publicado na quinta-feira (8). Na gravação, Valério afirma que o país vive hoje sob uma “juristocracia” e sustenta que o poder estaria concentrado no Judiciário, especialmente no Supremo. “O país hoje é governado pelo STF e, estranhamente, na pessoa de um único ministro”, afirma no vídeo.
Segundo o dirigente partidário, o discurso de defesa da democracia usado por Lula durante a campanha de 2022 não se confirmou na prática. Ele alega que há perseguição a adversários políticos, jornalistas e plataformas digitais, além de prisões e decisões judiciais sem o devido processo legal.
Valério também cita casos de jornalistas e ex-integrantes do Judiciário que teriam deixado o país por se considerarem perseguidos, além de episódios envolvendo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. Entre os exemplos mencionados está o do ex-assessor Felipe Martins, citado como vítima de prisões e condenações que ele classifica como arbitrárias.
No campo econômico, o presidente do PRD no Acre afirma que a corrupção voltou a crescer, critica o desempenho das estatais e menciona denúncias envolvendo benefícios previdenciários. Ele também aborda o caso do Banco Master, alegando interferência política para frear investigações e pressões sobre o Banco Central após a liquidação da instituição.
A publicação ainda dedica parte do discurso à política externa. Valério critica a reação do governo brasileiro à captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos em território venezuelano e questiona o uso do argumento da soberania nacional. “Essa é a democracia que Lula prometeu”, diz, ao comparar o episódio com outras ações internacionais que, segundo ele, não receberam o mesmo tipo de condenação.
Ao final do vídeo, o dirigente defende mudanças no comando da Justiça Eleitoral e afirma que o país precisa de eleições “limpas” em 2026 para afastar a esquerda do poder. A fala se encerra com críticas ao que chama de narrativas oportunistas e um apelo político e religioso.










