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ANTÔNIO FURTADO

Professor doutor Antônio Furtado escreve sobre a água em abundância que existe no Brasil

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em

Senhora H2O

Bendita água! Prodígio da vida. Essência principal de nossa sobrevivência. E, como bênção primorosa de DEUS, a temos em abundância, aqui, no nosso Brasil.

Uma riqueza essencial e consumível; o que os Árabes não podem dizer da sua maior riqueza: o Petróleo. Ninguém bebe um copo de petróleo.

Esta nossa Riqueza é quase esquecida ou não lhe damos a devida importância. Quase nenhuma atenção. Só lembrando quando falta.

Temos muita!… às vezes, até nos queixamos desta abundância. Quando das chuvas intensas, no período do Inverno brasileiro, é um caso.

Veja-se o que ocorre, agora, na Bahia. O estado todo tem a ocorrência de precipitação pluviométrica da ordem de 100mm, em 6 horas de chuvas (23/12). Situação atípica como fora de regra tem sido muitos eventos naturais nos últimos dias próximos passados neste 2021.

O quadro agrava-se em razão de que metade (50%) da cidade de Salvador tem suas residências em situação de risco. E a terceira capital neste triste ranking. Nestes dias de muitas chuvas “ tem mais de 1000 pontos considerados de riscos de desmoronamentos” (Diretor Geral Sosthenes Macedo/Codesal/Ba).

Mas se nós fizermos breve reflexão sobre de quem é a culpa desses desastres, que tantos prejuízos materiais e, até mais graves, ceifando vidas humanas, veremos que não se deve a essas chuvas sazonais. A culpa está em decisões desastradas e/ou em razão de conchavos políticos para proveito de uns poucos em detrimento de muitos.

Não são culpadas as chuvas pelas autorizações para construir em Encostas/ barrancos ou em fundo de vales (quando estão secos), mas quando chove, a água segue seu caminho natural. Pois aquele sempre foi o seu secular caminho de escoar.

Ou, também, quando no Inverno, os níveis de água chegam a esses pontos ocupados que foram, muitas vezes, com alvará público. Vindo as águas inundam tudo.

Na nossa Rio Branco, não é exceção. Não há como se ter surpresa, com as águas invadindo a Baixa da Habitasa ou o Bairro do Taquari (inteiro). Pois aos dois aglomerados urbanos permitiu-se a construção em níveis abaixo do nível de cheia do Rio Acre, onde todos os anos chegam as águas. Tendo-se a cota de inundação 13,5m, quando estes locais estão (Baixada da Habitasa e Taquari) na cota 12,5m, em média. Assim, todos os anos estarão sempre 1,5m dentro d’água!

A verdade é que: quando o Rio Acre chega no seu nível regular anual de enchimento, aquelas populações “já estão no fundo” – como se diz “estão alagados”!

Isso não é culpa do período invernoso Amazônico, é sim, culpa de administrações canhestras que nunca se mobilizaram, seriamente, para mudar a situação. No sentido de atender às demandas daquelas pessoas que se vêm sequeladas por esta mazela periódica.

Similar à Seca do Nordeste – aqui, a Cheia do Rio Acre – rendendo supostas compaixão, empatia e acolhimentos, por políticos e/ou outros interesses, às vezes inconfessáveis e, quase sempre, não republicanos.

No caso dos ocupantes das encostas, Brasil afora, a situação está massificada e parece estar consolidada nessa irregular e perigosa ocupação territorial. O que é uma bomba relógio armada e pronta para a explosão, sempre no próximo inverno. E está explodindo, sempre … sempre!

Para fixar números, na região metropolitana de Salvador, há cerca de 375.291 residências subnormais (IBGE, dez/2019). Isto é, moradias penduras nos barrancos.

Em Belo Horizonte outro tanto de residências está na mesma situação. Sem falar em São Paulo e Rio de Janeiro (capital), esta campeã, sem concorrência na malsinada sina de uso irregular de morros e ocupação em barracos, espaços terrosos de alta instabilidade estrutural.

Deste modo, não vamos culpar as abençoadas chuvas que reabastecem os nossos reservatórios e mantêm as condições de vida nas cidades.

Culpados mesmo são os que, sem considerar as normalizações técnicas e as regulares e óbvias orientações da Mãe Natureza, decidem a seus gostos e interesses pessoais.

Perdão, Senhora H20, eles não sabem o que dizem e estão fazendo!..

Autor: Antônio Furtado

Matemático, Engenheiro Civil

Professor Universitário e Cidadão Acreano (Feijó)

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ANTÔNIO FURTADO

Professor doutor Antônio Furtado escreve no AcreNews sobre as mulheres engenheiras

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As Engenheiras

As mulheres são prodígios – são MÃES… Em dupla jornadas, diuturnas, se desincumbem com desenvoltura ímpar de todas as missões que lhes são dadas.

Transformadoras da sociedade – por sua especial gentileza, nos acolhem em seus abençoados ventres, durante nove meses -, e nos protegem a vida toda. Para elas, as nossas Mãezinhas, seremos eternas crianças, não importando a idade que tenhamos. Ai!.. de nós – os filhos – se não fossem elas a nós cuidar, incondicional e em regime de dedicação exclusiva.

E, igualmente competentes e responsáveis, quando atuam nas áreas técnicas percebem pormenores com olhos de lince que nós, os homens, não conseguimos perceber.

Hoje, 24.02.2022 – temos dupla razão para comemorar a presença destas musas – nas nossas vidas e na sociedade. Primeiro, está completando 100 anos que as mulheres brasileiras conquistaram o direito de VOTAR. Direito que há 100 anos lhes fora negado pelo Parlamento, em assembleia composta apenas por homens.

Aplaudimos a perseverança e aguerrida caminhada até a Vitória saída das mãos do Presidente Getulio Vargas, nos idos de 1932.

Segundo, a vitória profissional de estarmos contabilizando 200.000 profissionais mulheres com registro no Sistema CONFEA/CREA’s/ Mútua – neste ano de 2022.

Na prática profissional são imbatíveis no detalhamento dos Projetos Executivos de Engenharia – sempre superando os homens. Orçamentistas de alto desempenho não deixam escapar o mais sútil detalhe, que importante, não seria percebido pelos Engenheiros e que nos pareceria insignificante.

Oportuno, neste ato, nos reportar, reprovando à Programação canhestra e tristemente desvirtuada do jornalismo isento e de qualidade.

Jornalismo de referência que o saudoso jornalista Roberto Marinho impôs à Empresa Globo para torná-la o que foi até recentemente. Herança material monumental deixada, mas, infelizmente, incompatível com a dimensão dos intelectos dos herdeiros e só equiparada a arrogância destes mesmos sucessores. Dilapidam seu maior patrimônio: a credibilidade e audiência. Uma pena!

Neste sentido, repudiamos a estabanada ação de “deixar no ar” a novela “Um lugar ao Sol”, em horário nobre, fazendo apologia a quadro desabonador para as mulheres engenheiras. Quando na novela apresenta quadro ideológico de gênero. Focando em estória de Engenheira – a personagem Maria Ruth – que, em atuação desfocada da realidade, se aproveita ( segundo a narrativa) de sua figura de mulher bonita ofertando favores sexuais para se manter e crescer na Empresa em que trabalha. Uma malsinada e inaceitável insinuação difamante para a categoria.

Em legítima indignação com este fato, levanta a voz a Presidente do CREA/DF – Engenheira Maria de Fátima Ribeiro Có – publicando Nota de Repúdio, ação que aplaudimos, de pé!

Embates que sempre serão enfrentados e vencidos por nossas profissionais de Engenharia, como tem sido ao longo desta bem sucedida caminhada.

Parabéns!… parabéns para as nossas inspiradoras musas da Engenharia!

Boa Sorte e Vida longa, pra nós!

Autor: Antônio Furtado

Engenheiro Civil

Professor   Universitário

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ANTÔNIO FURTADO

Professor Furtado escreve sobre a lagarta de fogo: “Toda aquela beleza é um engodo”

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Lagarta de Fogo

Todos nós, os amazônidas, conhecemos muito bem este animal: a Lagarta de Fogo ( megalopyge lanata). Bicho belíssimo, aparência absolutamente encantadora e pacífica. Muitas cores, matizes de excepcional arranjo, no quadro geral de sua figura. Toda está estonteante beleza é um engodo. É para ser vista de longe. Na aproximação, mesmo um leve toque físico, o resultado é péssimo. A surpresa é desagradável. Queimadura certa na pele. As cerdas lindíssimas soltam toxinas venenosas que “queimam” – assim, a “lagarta de Fogo”.
Tal situação me remete aos nossos Aeroportos – os Aeroportos do Brasil – quase um caso de polícia. Nestes moldes: belos de longe, mas na aproximação e uso “queima” – o Bolso e a Paciência dos quantos necessitam usá-los.
São edifícios magníficos. Arquitetura e acabamentos de obras de excelente qualidade. Só isto. Para, aí!…pois as condições de usos e frutos são de baixa qualidade. Muitas regras e poucas garantias ….O usufruto destes palácios ( arquitetônicos e superior qualidade dos materiais usados), numa escala de 0 a 10 – certamente – às avaliações não passariam de 4 pontos, com muita generosidade.
Por questões de estratégia e segurança os Aeródromos são construídos afastados dos centros urbanos. Tudo bem. Neste contexto, ficam os usuários à mercê dos espaços comerciais disponíveis dentro dos Aeroportos. Aí, outro problema. Por razões desconhecidas, os preços praticados são abusivos. Tudo extremamente caro. Parecem todos serem folhados a ouro. Como se para viajar de avião o usuário devesse ser milionário. Os abusos vão de uma água mineral ( 300ml) custar R$7,00, quando, do lado de fora, tem preço médio de R$ 2,00.
Cito uma experiência pessoal, no nosso Aeroporto de RBR, na sala de embarque, na lanchonete – nossa magnífica Farinha de Cruzeiro do Sul. Resolvi comprar, o pacote de 1 kg( exposto na prateleira) – mas, depois, vi o preço R$25,00. Cujo o valor no mercado é R$ 5,00. Claro, mudei de ideia!
Qualquer modesto lanche nos Aeroportos é “uma grana” – nunca menos de R$ 30,00.
E o PROCON?!… o nosso zeloso órgão de Defesa do Consumidor, nunca o vi, por lá!… a menos quando seus servidores viajam.
A ANAC – Agência de Viação Civil, esta,…então, atuação pro consumidor é inexistente. Inépcia total. Exceto quando para constranger algum passageiro em vistoria de bagagem.
Não fossem só estas quase mazelas, as Companhias de Aviação, agravam o quadro, reinando absolutas. Os funcionários, raras exceções, se consideram juízes. Se disser “NÃO” – Sentença com Trânsito em Julgado. O passageiro – “tá lascado” – não embarca. São extremamente corporativos e só vislumbram a defesa dos interesses da empresa e dos seus empregos. Não raro, cumprindo instruções sobre a prática de OVERBOOKING, responsabilidade das empresas aéreas.
Viajar, no nosso país, perdeu o ENCANTO para ser ENCARGO e EXERCÍCIO de sobrevivência. E, repito, a ANAC, nem aí!… nem tchum!… e quanto estamos pagando para sua existência ?!…qual o custa dela ao estado brasileiro?!..
O mobiliário- bancos e cadeiras e outros assentos – um desastre. São inapropriados, despropositados mesmo. Não serve, minimamente, a projetos ergométricos ( uso humano) de média e longa permanência.
E os nossos Aeroportos, dado a ineficácia do planejamento de logística das movimentações nestes espaços, tem se apresentado como ambientes de longa permanência. Às vezes, de 6 a 8 horas ou até dia inteiro.
Problemas que pendem de atenção e solução. Cujas ações, neste sentido, por quem é responsável, são pífias.
Uma sugestão (malvada): colocar os projetistas destes mobiliários de Aeroportos ( bancos, cadeiras e outros assentos) sentados, por mais de hora, neles . Para que “sintam na pele” as máquinas de torturas que produziram. Verdadeiras “lagartas de Fogo”!… lindos de ver, torturantes ao conviver.
Como usuário destes espaços, registro minha irresignação com esta realidade, que reputo INACEITÁVEL!
Urgem soluções para tal estado de coisas!..

Autor: Antônio Furtado
Engenheiro, Advogado
Professor Universitário
Cidadão Insatisfeito

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ANTÔNIO FURTADO

Artigo do professor Furtado: o mundo moderno está cheio de faculdades

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PÓS-Verdade

O mundo, dito moderno, está cheio de facilidades. Atalhos para que nós, os humanos, possamos viver melhor. O homo sapiens( ele mesmo assim se nominou: “ homem sabido”) sempre fomos pretensiosos.
Ninguém há de “se queixar” das vantagens que as múltiplas tecnologias ( em especial a Transmissão de Dados) nos trouxeram, facilitando a vida.
Porém , havemos de convir, adveio junto com este “combo” de facilidades o desvirtuamento do processo evolutivo, ardis, arapucas, armadilhas travestidos de vantagens/melhorias. A rapidez e, o quase, anonimato são dois destes elementos muito ativos nestes caminhos das “facilidades perigosas”.
Os menos ambientados com tais Tecnologias/APPs, são na maioria pessoas que já viveram muito. E que nas suas épocas mais produtivas – “fazia-se diferente” – são estas as que sentem mais profundamente estas mudanças.
No descaminho de uso regular da Transmissão de Dados veio uma “ erva daninha” com potencial de arrasar quaisquer “pastagens” – as malsinadas “FAKES NEWS”. Uma grande tragédia!…
Mortal por conta da possibilidade de – divulgação rápida e devastadora – apelidada de “viralização”. Que, de fato, age como VÍRUS. Uma verdadeira “PANDIFAMAÇÃO”!…
Houve um desgraçado nazista, na Segunda Guerra Mundial, que teria dito: “ uma mentira repetida mil vezes, passa a ser verdade. Até o mentiroso acreditará nela.”
Uma filosofia torpe, maldita e canalha com poder destrutivo dos moldes da infeliz doutrinação, como tudo, de origem nazista. Sementes do mal.
Por outro lado, o filósofo francês Charles Boudelaire – ensina: “(…) caluniai, caluniai que alguma coisa ficará “.
A “Pós-Verdade” está fundada em preceitos assim – se apresentando com o viés da, hoje, chamada “Fakes News”.
O fenômeno é neologismo dialético que descreve os fatos na conveniência de dominar a opinião pública, influenciando os apelos e as crenças pessoais. Onde os fatos reais tem menos valor que as narrativas, emoções e convicções individuais. Verdade fabricada. Onde os fatos ficam sem valor, num segundo plano. Tudo visando uma opinião pública manipulável.
Sendo esta a gênese das “Falsas Notícias” , divulgadas como “Fakes News”. Ideia que, aliada à rapidez da Internet e anonimato do autor, causa estrago monumental à informação séria. Assim, qualquer mal-intencionado pode difamar, caluniar ou injuriar alguém de mérito e sumir. Prática da essência da torpeza e vilania da tristemente famosa “Fakes” – “dançam e rolam” na maledicência e impunidade. Fabricam notícias, publicam e desaparecem!
Aí, o estrago está feito. Quase impossível de ser reparado, totalmente. Na política, então, é uma tragédia!… destruindo reputações e confundido as mentes.
Alguém disse, algures: “ Nunca se justifique. Os amigos não precisam, os inimigos não acreditarão “.
Vamos torcer para que a verdade ( verdadeira) não tenha como sucessora – a “Pós-Verdade” – com lume tão infame quanto se tem apresentado nestes dias atuais de controversas ideologias de dominação de massa.
Que DEUS nos proteja de mais esta mazela!

Autor: Antônio Furtado
Matemático, Advogado
Professor Universitário
Engenheiro do DNIT

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