RAIMUNDO FERREIRA
Professor e arquivista Raimundo Ferreira de Souza coloca a paca na ordem do dia em sua coluna desta quinta-feira, 9
A PACA NA ORDEM DO DIA
Não vamos debater, nem tampouco discorrer em longas discussões acerca da preservação do meio ambiente e da sustentabilidade dos recursos naturais — fauna e flora —, até porque os seres humanos e os poderes constituídos, por meio das instituições que atuam nessa área, especialmente na região amazônica, somente vieram estabelecer normas para punir os denominados culpados pela devastação depois que várias espécies já foram extintas e outras estão a caminho.
Nós, que conhecemos de perto essa realidade, podemos elencar várias espécies — animais e vegetais — que já não existem mais e outras que estão à beira da extinção. Ou seja, pelo que podemos constatar, em um passado não muito distante até os dias atuais, o que sempre prevaleceu, especialmente na região mais rica em recursos naturais (a Amazônia), foi a exploração sem controle, que funcionava de forma a atender aos interesses dos habitantes nativos e do poder público.
Na verdade, apenas um pequeno percentual de pessoas da Amazônia, residentes nas cidades mais populosas, alimentava-se de proteína animal oriunda da criação de gado, caprinos e outros animais e aves domésticas; o restante consumia, quase exclusivamente, proteína de animais silvestres.
Fazendo parte dessa lista, como os animais mais apreciados, estão: Tapirus terrestris, os cervídeos, Tayassu pecari, Cuniculus, Dasyprocta, Euphractus sexcinctus e até Sapajus nigritus.
Conforme estamos presenciando no momento, somente a Cuniculus entrou para as manchetes do momento. Kkkkkkkkk! Kkkkkkkkk!











