SAÚDE
REVOLUÇÃO NO ALZHEIMER: Ciência agora prevê a doença anos antes e novo remédio no Brasil promete retardar avanço em 35%
Pesquisadores da Mayo Clinic desenvolveram uma nova ferramenta capaz de estimar o risco de uma pessoa desenvolver problemas de memória e pensamento associados à doença de Alzheimer muito antes do aparecimento dos primeiros sintomas clínicos.

Por Redação Acre News 12 de Fevereiro de 2026
O combate à doença de Alzheimer acaba de entrar em uma nova era. Duas descobertas científicas monumentais, anunciadas neste início de 2026, prometem mudar o destino de milhões de famílias. Enquanto cientistas da Mayo Clinic desenvolveram uma forma de “prever” o risco da doença antes mesmo de qualquer esquecimento, um novo medicamento já aprovado pela Anvisa chega aos hospitais brasileiros com a promessa de “limpar” o cérebro e preservar a memória.
1. A Ferramenta do Futuro: Prevendo o Risco
Pesquisadores da Mayo Clinic (EUA) publicaram na revista The Lancet Neurology a criação de um modelo capaz de estimar o risco de Alzheimer anos antes do aparecimento dos sintomas.
Utilizando dados genéticos (como a variante APOE ε4), idade e exames de imagem que detectam a proteína amiloide, a ferramenta permite que médicos calculem a probabilidade de uma pessoa desenvolver demência em até 10 anos. “É como medir o colesterol para evitar um infarto”, explicam os especialistas. O objetivo é interceptar o processo biológico antes que os problemas de memória se instalem.
2. O Remédio que “Limpa” o Cérebro chega ao Brasil
Somando-se à capacidade de prever, a ciência agora entrega uma ferramenta para agir. O medicamento Kisunla (donanemabe), da Eli Lilly, já está disponível em clínicas e hospitais particulares do Brasil.
Diferente de remédios antigos que apenas mascaravam os sintomas, o Kisunla utiliza anticorpos monoclonais para ir direto na causa: ele ataca e remove as placas de beta-amiloide (proteínas tóxicas) que se acumulam no cérebro. Nos testes clínicos, o tratamento conseguiu retardar o declínio da memória e da autonomia em até 35% em pacientes no estágio inicial da doença.
Os Desafios: Custo e Acompanhamento
Apesar do otimismo, as notícias trazem pontos de atenção importantes:
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Custo Elevado: O tratamento no Brasil, por enquanto restrito à rede privada, pode ultrapassar os R$ 30 mil mensais, considerando as doses e o acompanhamento médico necessário.
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Segurança: O uso do novo medicamento exige monitoramento constante por ressonância magnética, devido ao risco de efeitos colaterais como micro sangramentos cerebrais.
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Diagnóstico Precoce é a Chave: Ambas as novidades — tanto a ferramenta de previsão quanto o remédio — funcionam melhor quando a doença ainda está no início.
💡 O que isso significa para o Acreano?
Embora essas tecnologias ainda estejam concentradas em grandes centros e na rede privada, elas abrem as portas para que, em um futuro próximo, o diagnóstico possa ser feito com simples exames de sangue nas UBS e o tratamento se torne mais acessível.













