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Rio Acre em crise nas três fronteiras: “Situação é crítica e pode piorar”, alerta Defesa Civil
O coordenador da Defesa Civil de Rio Branco, coronel Cláudio Falcão, visitou neste fim de semana a região das três fronteiras, entre Brasil, Bolívia e Peru, onde estão as nascentes do Rio Acre, e fez um alerta sobre a gravidade da situação do manancial.
“A situação é crítica e pode piorar. Em Brasileia, o nível do rio está entre 70 e 80 centímetros. Há trechos que já podem ser atravessados sem precisar nadar”, afirmou Falcão, ao relatar o baixo volume do rio.
O coronel participou, em Puerto Maldonado, no Peru, de um encontro que reuniu instituições brasileiras e peruanas para discutir as ameaças, problemas, causas, soluções e responsabilidades ligadas à degradação ambiental e às bacias hídricas que atravessam os três países.
Segundo os organizadores, foram definidos encaminhamentos de ações a serem implantadas em até seis meses, com o objetivo de mitigar os impactos das emergências climáticas que afetam diretamente a vida das populações da região trinacional.
Pelo lado brasileiro, participaram do encontro órgãos como CSA Civil, SEPI, Imac, Sema, Seagri, Saneacre, Cepdec, Comdec de Rio Branco, Saerb, ICMBio e a própria Defesa Civil estadual. Já o Peru esteve representado por instituições como Cenepred, Coer/MDD, Goremad, Indeci, além de autoridades regionais de Iñapari e Tahuamanu.
O Rio Acre é considerado vital para abastecimento, transporte e sustento de milhares de famílias. O alerta feito por Falcão reforça a necessidade de ações imediatas e coordenadas entre os três países para enfrentar a crise hídrica e ambiental que já atinge a região.