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Sem pistas: o drama da família do idoso que sumiu há dois meses no Acre e nunca mais voltou

Pedro Vilchez, de 87 anos, desapareceu no dia 18 de janeiro e buscas foram feitas pelas autoridades policiais nas semanas seguintes, que não o encontraram. Família segue sem novidades.

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RIO BRANCO – O que era para ser uma saída rápida até a mercearia do bairro se transformou em um pesadelo que já dura 60 dias. O idoso Pedro Vilchez, de 87 anos, , que desapareceu após sair para comprar um refrigerante, segue sem deixar pistas no Acre, deixando a família em estado de desespero.

Há exatos dois meses, em 18 de janeiro, o aposentado Pedro Vilchez, de 87 anos, desapareceu após sair de casa para comprar um refrigerante para o almoço da família no bairro Alto Alegre, em Rio Branco e não foi mais visto. Desde então, a família vive momentos de tensão e angústia em busca de notícias sobre o paradeiro dele.

Qualquer informação sobre o paradeiro do idoso deve ser comunicada à Polícia Civil (190), ao Corpo de Bombeiros (193) ou diretamente à família.

Ao g1, a neta do aposentado, Tauane Vilchez, afirmou nesta quarta-feira (18) que a família chegou a fazer buscas por conta própria. A última imagem que eles têm do aposentado é de uma câmera de segurança de um estabelecimento do Ramal do Mutum.

“Fizemos buscas por quase um mês inteiro pela cidade, distribuindo cartazes. Quando recebíamos pistas, íamos até o local. Nós também fizemos buscas de uma semana no Ramal do Mutum, atrás dele e nada”, detalhou.

Nas imagens anteriores ao desaparecimento, Pedro aparece caminhando pela estrada com a roupa que saiu de casa para comprar o refrigerante no dia 18 de janeiro: calça jeans, blusa e chapéu brancos.

Em entrevista, a neta do idoso desabafou sobre a falta de respostas e a rotina de buscas incessantes. “É uma angústia que não passa. Cada batida na porta, cada telefone que toca, a gente espera que seja uma notícia dele”, relatou emocionada.

Tauane também contou que não há nenhuma nova pista sobre seu avó e que o paradeiro do idoso ainda é desconhecido. Segundo ela, as informações que a família chegou a receber sobre ele não eram verídicas.

“Recebíamos ligações de pessoas que viam idosos parecidos com ele. Uma angústia“, disse.

Após a notificação do desaparecimento do aposentado, equipes do Corpo de Bombeiros iniciaram as buscas pelo idoso no dia 20 de janeiro e os trabalhos se concentraram, principalmente, nos ramais do Mutum e Plácido, região onde Pedro foi visto pela última vez. Após as buscas iniciais dos bombeiros, o caso mobilizou as forças de segurançaPedro tem problemas cardíacos e de audição.

O idoso mora em Boca do Acre, no Amazonas, mas veio para Rio Branco há mais de quatro meses para tratamento de saúde. Contudo, segundo a família, ele já havia morado na capital anteriormente, conhecia a região e não tinha como se perder.

Filha e esposa de Pedro Vilchez lamentam falta de resposta sobre o paradeiro dele

Filha e esposa de Pedro Vilchez lamentam falta de resposta sobre o paradeiro dele

Desaparecimento

A polícia acredita que o idoso se perdeu e que, por isso, não soube como retornar para casa. Foram feitas oitivas e, como não há indícios de crime, o trabalho é focado em obter informações para localizá-lo. Portanto, as oitivas geralmente são informais.

O delegado Pedro Paulo Buzolin, coordenador do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), disse à Rede Amazônica Acre no dia 28 de janeiro que todos os relatos de pessoas que teriam avistado Vilchez acabaram não se confirmando.

O major Ocimar Farias, do Corpo de Bombeiros, ressaltou que todos os equipamentos e esforços foram aplicados às buscas, incluindo cães farejadores e um veículo aéreo não tripulado (Vant), aeronave utilizada em operações de monitoramento de áreas sensíveis e ações estratégicas de inteligência da Sejusp.

Sem novas pistas, os bombeiros suspenderam as buscas nos ramais e estradas. No dia 4 de fevereiro, bombeiros voltaram à região do Ramal do Mutum para uma nova varredura a pedido da polícia, mas não acharam pistas.

Bombeiros fizeram uma varredura na região do Ramal do Mutum em busca do idoso — Foto: Arquivo pessoal/Tauane Vilchez

Bombeiros fizeram uma varredura na região do Ramal do Mutum em busca do idoso — Foto: Arquivo pessoal/Tauane Vilchez

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), continua investigando o caso, mas até o momento nenhuma linha de investigação trouxe o paradeiro do idoso. A família faz um apelo para que qualquer pessoa que tenha visto ou saiba de algo entre em contato imediatamente com as autoridades.

Com informações do G1 Acre.

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