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Seringal Novo Andirá, uma mistura de nostalgia e fé; jornalista Raimundo Fernandes volta ao passado na festa de São Sebastião

O Novo Andirá, aparentemente apenas um ex-seringal, foi outrora movimentado por muitas mãos. Com sede às margens do Rio Acre, ali muitas vidas se perderam e outras tantas se acharam. No Andirá, o respeito aos idosos era sagrado; um local de muitos compadres, afilhados e batismos de fogueira, com casamentos à moda antiga e sonhos compartilhados por jovens e crianças.
Com o tempo, o cenário mudou. Dos Dantas outrora ricos, nada restou; os famosos barões da borracha sucumbiram e a opulência de outrora se apequenou. Contudo, o carinho pelo local sobrevive graças ao amor de um grupo de filhos dos antigos habitantes. Todos os anos, eles se reúnem, dividem as despesas e retornam ao seringal para manter viva a procissão de São Sebastião, entre os dias 19 e 20 de janeiro.
Este ano, Barros, Lima, Manega, Totinha, Kid, Edilson, Keré, Duca e outros marcaram presença, cumprindo a promessa feita ao saudoso José Dantas: a de nunca deixarem essa saga morrer. O Andirá rendeu frutos nobres: formou militares, jornalistas, advogados, empresários, políticos e até um governador, o Dantinha. Hoje, o seringal que abrigava três mil famílias virou fazenda, mas a chama e o amor de seus filhos continuam iluminando a todos. Viva o eterno Novo Andirá!














