SAÚDE
Tá no G1: Acre deve registrar mais de 1,1 mil novos casos de câncer em 2026, diz estudo

Estimativas do Instituto Nacional do Câncer, divulgadas na quarta-feira (4), apontam maior concentração de diagnósticos em Rio Branco e reforçam alerta para diagnóstico precoce.
O Acre deve registrar 1.170 novos casos de câncer em 2026, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Os dados fazem parte da publicação ‘Estimativa 2026–2028: Incidência de Câncer no Brasil’, divulgada no Dia Mundial do Câncer, na última quarta-feira (4).
O número considera todos os tipos de cânceres, incluindo os tumores de pele não melanoma, que têm alta incidência, mas baixa letalidade.
A taxa bruta geral no estado é de 118,98 casos por 100 mil habitantes, enquanto a taxa específica de câncer de pele não melanoma é de 12,23 por 100 mil.
Segundo o Inca, os números ajudam a dimensionar o impacto da doença no estado, além de orientar ações de prevenção, diagnóstico e tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS).
“Esse instrumento [a Estimativa] é fundamental porque ele é um farol que guia a capacidade de planejar no território a intervenção, entendendo, inclusive, o conjunto dos equipamentos, das ofertas assistenciais, dos recursos humanos que precisam ser dimensionados e articulados parta responder os casos esperados”, disse Mozart Júlio Tabosa Sales, secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde.
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Câncer de pele é um dos tipos mais frequentes — Foto: Adobe Stock
Tipos mais incidentes no Acre
Entre os cânceres mais frequentes no estado, o câncer de pele não melanoma aparece isolado no topo, com 200 casos estimados. Em seguida, o grupo de outras localizações soma 120 registros.
Entre os tipos específicos, veja a quantidade no gráfico abaixo:
Outros tipos, como linfomas, câncer de pâncreas, esôfago, sistema nervoso central e bexiga, aparecem com estimativas menores, variando entre 20 e 30 novos casos no ano.
Do total estimado no Acre, 530 casos devem ocorrer em homens e 640 em mulheres. Entre eles:
- Homens concentram a maior parte dos casos de câncer de próstata, estômago, fígado, esôfago, cavidade oral e leucemias.
- Mulheres são maioria nos diagnósticos de câncer de mama, colo do útero, glândula tireoide e pele não melanoma.
No câncer de pulmão, as estimativas indicam mais casos em mulheres (50) do que em homens (40), cenário que acompanha a tendência nacional.
Gif mostra células de câncer escapando do sistema imunológico e explica como doença avança — Foto: Reprodução
Cenário regional e nacional
Na comparação regional, o Acre aparece com um volume intermediário de casos. As estimativas para os estados do Norte em 2026 são:
- Pará: 12.870 casos
- Amazonas: 5.580
- Tocantins: 3.140
- Rondônia: 2.930
- Acre: 1.170
- Amapá: 1.140
- Roraima: 1.040
Em todo o país, o Brasil deve registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano até 2028. Quando excluídos os tumores de pele não melanoma, a estimativa é de, aproximadamente, 518 mil casos anuais.
Segundo o Inca, o câncer vem se consolidando como uma das principais causas de adoecimento e morte no país, aproximando-se das doenças cardiovasculares.
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Câncer colorretal segue entre os mais incidentes no Norte do Brasil — Foto: Freepik
A publicação destaca que tipos com grande potencial de prevenção e detecção precoce, como o câncer do colo do útero e o colorretal, seguem entre os mais incidentes, especialmente no Norte e no Nordeste.
Outro alerta é para o câncer de estômago, que apresenta maior incidência entre os homens dessas regiões.
As estimativas são elaboradas a cada três anos pela Coordenação de Prevenção e Vigilância do Inca e servem de base para o planejamento das políticas públicas de saúde, com foco na redução das desigualdades regionais e no fortalecimento da prevenção e do diagnóstico precoce.













