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Tá no G1: exército do Irã adiciona 1.000 drones ao arsenal e promete ‘resposta esmagadora’ em caso de ataque dos EUA
O Exército do Irã integrou ao seu arsenal um novo lote de 1.000 drones em meio a tensões com os Estados Unidos, anunciou nesta quinta-feira (29) o chefe da pasta.
Os armamentos foram enviados para diferentes ramos das Forças Armadas iranianas, segundo a agência de notícias semioficial Tasnim.
“Conforme as ameaças perante nosso país, o Exército mantém e aprimora suas vantagens estratégicas para um combate rápido e uma resposta esmagadora contra qualquer agressor”, disse o chefe das Forças Armadas, Amir Hatami, em pronunciamento na TV estatal iraniana.
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Mísseis iranianos fotografados em ‘Cidade dos Mísseis’ da Guarda Revolucionária do Irã — Foto: IRGC/WANA (West Asia News Agency)/Handout via Reuters
O reforço no arsenal iraniano ocorre na iminência de um ataque dos EUA contra o território iraniano, algo que o regime Khamenei afirmou que iniciará uma guerra entre os dois países. A atual escalada de tensões começou por conta da repressão empregada pelo governo do Irã em protestos populares que tomaram as ruas do país neste mês.
Após pressionar o regime Khamenei por conta das mortes de manifestantes, agora Trump cobra a assinatura de um novo acordo para limitar o programa nuclear de Teerã. O presidente norte-americano ordenou o envio de uma “grande armada” para o Oriente Médio, incluindo o grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln, para pressionar o governo iraniano.
EUA X Irã
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Líder supremo do Irã, Ali Khamenei, e o presidente dos EUA, Donald Trump — Foto: WANA (West Asia News Agency) via Reuters; Nathan Howard/Reuters
A nova troca de ameaças entre EUA e Irã ocorre após Trump ordenar o envio de uma frota militar para o Oriente Médio.
Nesta quarta, ele usou uma rede social para se gabar da “enorme armada” que está a caminho do Irã e relembrou a grande operação realizada pelos EUA em parceria com Israel no país em junho do ano passado, quando três instalações nucleares do país foram bombardeadas.
Trump disse que um novo ataque ao país será “muito pior” e que o “tempo está se esgotando”:
“Esperamos que o Irã se sente à mesa de negociações o mais breve possível e chegue a um acordo justo e equitativo – sem armas nucleares – um acordo que seja bom para todas as partes. O tempo está se esgotando, é realmente essencial! Como eu disse ao Irã uma vez, façam um acordo! Eles não fizeram e houve a “Operação Martelo da Meia-Noite”, uma grande destruição do Irã. O próximo ataque será muito pior! Não deixem isso acontecer novamente”.
O Irã, então, devolveu as ameaças feitas pelo presidente americano. Em um post na rede social X, um alto funcionário do governo iraniano, o conselheiro sênior do khamenei Ali Shamkhani, disse que qualquer ataque dos EUA será considerado o início de uma guerra. No momento, uma frota militar americana está a caminho do Oriente Médio.
“Um ataque limitado é uma ilusão. Qualquer ação militar dos EUA , de qualquer origem e em qualquer nível, será considerada o início de uma guerra , e sua resposta será imediata, abrangente e sem precedentes, visando o agressor, o coração de Tel Aviv e todos os apoiadores do agressor”, declarou.
Antes dele, outros representantes de Teerã já haviam se pronunciado. O perfil oficial da missão do Irã junto à ONU disse que o país está pronto para o diálogo, mas não deixará de se defender:
“O Irã está pronto para o diálogo baseado no respeito mútuo e nos interesses comuns, mas se pressionado, se defenderá e responderá como nunca antes”.
Entenda sinais de ação militar iminente dos EUA no Irã
Antes do post de Trump, o chanceler do Irã já havia dito que Teerã não negociará com os Estados Unidos sob ameaças.
Aragchi também desmentiu o presidente dos EUA, Donald Trump, que havia dito na terça-feira que o Irã quer negociar e que o governo iraniano já teria “ligado várias vezes”. Em declarações transmitidas pela TV estatal, o chanceler afirmou que não houve “nenhum contato” nos últimos dias com o enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e que “o Irã não buscou negociações”.
“Conduzir a diplomacia por meio de ameaças militares não pode ser eficaz nem útil. Se eles querem que as negociações avancem, certamente precisam deixar de lado ameaças, exigências excessivas e a colocação de questões ilógicas”, disse Abbas Araghchi após os Estados Unidos deslocarem um porta-aviões para a região.
No dia 23, uma autoridade da alta cúpula do governo iraniano disse estar se preparando para o “pior cenário”, inclusive uma “guerra total”, diante do envio do porta-aviões dos Estados Unidos ao Oriente Médio.
No começo do mês, Trump já havia feito ameaças ao Irã devido ao grande número de mortes causadas pela repressão do governo aos protestos que estão acontecendo no país. Ele chegou a dizer que a ajuda estava “a caminho”, mas as tensões enfraqueceram após as autoridades iranianas desistirem das execuções de manifestantes presos que estariam sendo planejadas.
Na semana passada, Trump disse que navios de guerra americanos estavam sendo enviados “por precaução” e que acompanhava de perto a situação no país. “Vamos ver o que acontece”, afirmou à época.
Segundo ativistas, a repressão sangrenta do Irã contra protestos em todo o país matou pelo menos 6.159 pessoas até o momento.













