POLÍCIA
Triplo homicídio do Taquari: desembargadores negam revisão criminal a condenado a 77 anos de prisão

Rio Branco, Acre – O Tribunal Pleno do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) decidiu, por unanimidade, manter a condenação de Clenilton Araújo de Souza, sentenciado a 77 anos e 60 dias de reclusão pelo triplo homicídio ocorrido no bairro Taquari em 2018. A defesa buscava uma revisão criminal, alegando possuir novas provas que atestariam a inocência do réu.
No recurso, os advogados sustentaram que Clenilton não estaria no local do crime no momento das execuções. Para embasar a tese, apresentaram registros de geolocalização, vídeos de celular e o depoimento de Arlys Keuby de Oliveira — também condenado por homicídios — que afirmou estar com o réu em outro ponto da cidade na hora do ocorrido.
Falta de Credibilidade O relator do processo, desembargador Francisco Djalma, descartou os argumentos da defesa. Em seu voto, o magistrado destacou que os novos depoimentos, colhidos anos após o julgamento, carecem de força probatória e credibilidade.
O magistrado pontuou que os registros de geolocalização e as imagens não conseguem confirmar com precisão se o réu permaneceu afastado da cena do crime durante todo o tempo em que as vítimas foram mortas. Além disso, o relator frisou que Clenilton optou pelo silêncio durante seu julgamento no Tribunal do Júri, o que enfraquece a tentativa atual de justificação tardia.
Relembre o caso O crime, que gerou grande comoção social, aconteceu na madrugada de 5 de agosto de 2018. As adolescentes Amanda Gomes (14 anos), Isabele Silva Lima (13 anos) e o jovem Vitor Vieira Lima (18 anos) foram assassinados quando retornavam da Expoacre.
Além de Clenilton, Francimar Conceição da Silva também foi condenado pelo crime, recebendo uma pena de 89 anos de prisão por triplo homicídio e ocultação de cadáver.












