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CULTURA

Gestores de Assis Brasil recebem capacitação para valorização do patrimônio histórico e cultural

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O município fronteiriço de Assis Brasil, no Alto Acre, iniciou na manhã desta segunda-feira, 05, no auditório prefeito José Monteiro da Silva, a capacitação voltada para a valorização do patrimônio histórico e cultural, ministrado pela a equipe da Divisão de Patrimônio Histórico e Cultural, da Fundação Elias Mansour (DPHC/FEM).

Os gestores participaram neste primeiro dia de uma palestra com foco na articulação institucional voltada para a necessidade da implementação da legislação de proteção e preservação do patrimônio cultural do município e uma oficina sobre produção de vídeo com celular para registrarem as atividades.

Durante o encontro, foram promovidas rodadas de discussões na busca de identificar os bens culturais materiais e imateriais.

Durante a oficina que abordou as narrativas audiovisuais com foco na preservação do patrimônio cultural, ministrada pelo historiador e roteirista, Ney Ricardo, após a contextualização histórica sobre o uso do audiovisual para registro da história, os gestores foram postos em grupos de trabalho para elaborarem projetos com foco em documentários sobre os bens culturais de Assis Brasil.

O primeiro grupo elaborou um anteprojeto sobre o registro do sincretismo religioso da história da santa popular Santa Raimunda Alma do Bom Sucesso que possui romeiros dos três países (Brasil, Bolívia e Peru) e festa comemorativa no mês de agosto. Já a segunda equipe, trabalhou com o registro do ofício das lavadeiras do Igarapé da Cascata, bastante comum no município até a década de 1970. A ação é para incentivar os gestores a produzirem uma série de anteprojetos com o intuito de concepção do inventário dos bens culturais do município.

O prefeito do município, Jerry Correia agradeceu à equipe, e destacou a importância da Fundação está levando a instituição aos municípios para promover e valorizar as ações culturais.

“Fico muito feliz em ter a equipe da FEM aqui em nosso município, esse projeto é muito louvável, pois ele está indo até os gestores, algo totalmente diferente que se tem, o Estado está dando a mão aos municípios. Isto só tem a fortalecer a cultura local”, destaca o prefeito.

Para a diretora municipal de políticas culturais, Francicleia Serpa avalia como positivo o primeiro dia de encontro.

“Estamos muito felizes com esse momento enriquecedor para nosso município, esse primeiro dia foi muito produtivo para todos nós”, revela Francicleia.

A coordenadora do projeto avaliou o primeiro encontro como bastante produtivo e enriquecedor:

“A dimensão simbólica da cultura é tão imensa e complexa que em um primeiro momento os gestores identificaram as atividades mais comuns de seu calendário cultural, no decorrer do dia e no processo reflexivo de pertencimento da identidade, eles elencaram uma lista bastante intensa do que eles acreditam fazer parte da cultura e que pretendem trabalhar futuramente através do inventário dos seus bens culturais”, disse Elane Cristine.

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CULTURA

Heloy de Castro é destaque de programa especial da Rádio Senado

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Por Wanglézio Braga / Foto: Reprodução

O cantor e compositor mineiro e radicado no Acre, Heloy de Castro, é destaque do programa “Som Brasilis” da Rádio Senado que exibiu hoje (23) um pouco da história do cantor que traz na sua bagagem quatro discos com temas em defesa da natureza acreana e amazônica, crítica social com relevância às pessoas e o romantismo.

O radiofônico apresentou a melodia “Caro Jhon”, sucesso de Heloy de Castro e João Veras. A música foi apresentada no Festival Acreano de Música Popular (Famp) em 1991, ganhou repercussão nacional por abordar a temática social e ecológica. 

O episódio do programa pode ser acessado no site do senado e tem assinatura da jornalista Marluce Ribeiro com produção de Carlos Andrade. O Som Brasilis apresenta artistas de cada estado da federação, semanalmente, às sextas-feiras e domingos, no decorrer da programação.

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CULTURA

Jornalista acreano lança novo livro “Akyryanas” sobre o universo do pensamento livre

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Isaac Melo

Neste Akiryanas, Pitter Lucena nos conduz aos múltiplos varadouros e meandros que, pouco a pouco, aos se desnudar, do tempo e das amarras sociais, nos revela o seu ser, em sua plenitude e beleza.

Akiryanas, fragmentos de um tempo vazio é um livro que dialoga com o passado, o presente e o futuro. Com o passado, ao evocar akiryanas, palavra que, segundo os estudiosos, advém da língua indígena Apurinã, qual seja, Uwa’kürü, Uákiry, Aquiry/Akiry e, finalmente, Acre. O autor, portanto, retorna à ancestralidade, ao passado mais profundo, ao paraíso violentado e perdido. Por sua vez, “fragmentos de um tempo vazio” aplica-se, perfeitamente, aos nossos dias, de crise, econômica e moral, de pandemia, de obscurantismo… O futuro, aqui, é o que se apresenta como esperança, como sonho, que é o que permite, de certa forma, o ser humano a se reinventar e a seguir em sua caminhada.

Pitter Lucena (sentado), autor de “Akiryanas”, na foto com o cartunista Braga

A poesia de Pitter Lucena, a meu ver, é marcadamente voltada para as questões existenciais, ontológicas, até. Que dizer, voltada para o âmago das coisas, a evocar constantemente terminologias, tais como tempo, ser, sentido, nada, nudez, vazio. Sobretudo, ser e tempo, que, imediatamente, mutatis mutandis, nos faz vir à mente o ser e o tempo heideggeriano e o ser e o nada sartriano. Mas, deixando de lado o diletantismo, senão vejamos.

A poesia é um ato de “inventar palavras”, de criar sentidos, de fundar realidades, “onde o mínimo, / É o máximo do que precisamos.” Por isso o poeta, paradoxalmente, escreve: “Com roupas / Minha nudez / saiu por aí”. A nos dizer que, mesmo vestidos, continuamos nus. Com que podemos vestir nossa alma, com que podemos disfarçar nossas misérias? A nudez, aqui, se apresenta como uma metáfora da condição humana.

O livro está disponível na Amazon:

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ACRE

No Instagram, DJ Alok mostra gravação de álbum com índios do Acre

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Por Wanglézio Braga / Foto: Reprodução

O DJ e produtor musical Alok Petrillo não esconde a admiração pelos povos indígenas e o carinho por alguns originários do Acre. Hoje (20) o artista internacional postou um álbum de fotos no Instagram mostrando seu trabalho gravado em junho deste ano em Tarauacá. Ele gravou um álbum inspirado nas raízes sonoras dos povos originários brasileiros com representantes das etnias Yawanawá e Huni Kui.

No álbum que já tem quase 150 mil curtidas em pouco mais de três horas, o DJ classificou que o trabalho feito no Acre é um o “mais importante da sua carreira”. “O projeto mais importante da minha carreira. Contando os dias pra compartilhar com vocês o álbum e o documentário”, legendou o produtor.

Além da sonorização de músicas com temáticas indígenas, o DJ também lançará um documentário que mostrará os bastidores do seu primeiro álbum. O produtor reservou 30 dias para o trabalho com os colaboradores indígenas.  O intuito do DJ é reverter a renda gerada com o álbum para os povos indígena. “É importante criar acesso à sabedoria da cultura indígena, e a música é um excelente canal. É importante corrigir erros históricos, possibilitar que novas gerações a valorizem”, explicou.

O DJ Alok e o Estado do Acre mantêm, há anos, boa relação. Em 2015, o artista esteve na tribo indígena Mutum onde participou do documentário chamado ‘Yawanawá – A força’, de 21 minutos. Neste ano, o artista iniciou uma campanha para ajudar a população do Acre que foi atingida pela enchente.   

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