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SAÚDE

Posso pegar Covid-19 depois das duas doses da vacina? Por que alguns morrem? Entenda essas e outras questões

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Por Terra Brasil Notícias

Casos de pessoas que contraíram o coronavírus mesmo vacinadas contra a Covid-19 têm causado dúvidas acerca da eficiência das vacinas disponíveis. Afinal, estarei protegido contra a doença se tomar a vacina? Como explicar o caso de pessoas que foram internadas ou morreram mesmo após serem imunizadas?

Para entender essas e outras questões, é preciso saber, em primeiro lugar, que é possível contrair o coronavírus mesmo tendo tomado a vacina contra a Covid-19. Isso porque nenhum imunizante disponível no mundo atualmente tem eficácia de 100% contra o vírus Sars-CoV-2, o que significa que algumas pessoas podem ser infectadas mesmo depois de tomar as duas doses, afirma Flávia Bravo, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

No entanto, grande parte das vacinas disponíveis previne casos graves e óbito por Covid-19, desde que tomadas as duas doses e que haja tempo para o organismo desenvolver a imunidade necessária. Não dá para esperar eficácia semelhante ao divulgado nas pesquisas com apenas uma dose ou antes do tempo sugerido pelos pesquisadores, explica o infectologista Rodrigo Mollina, professor da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, e consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).

Um exemplo disso foi o experimento realizado pelo Instituto Butantan na cidade de Serrana(SP), onde quase 98% da população foi vacinada com a Coronavac. Do total de 27.150 voluntários imunizados com as duas doses da vacina, um morreu em decorrência do novo coronavírus. Isso indicou um índice de mortalidade pela pandemia em vacinados de 0,004%. Estudos mais recentes mostram ainda que pessoas vacinadas contra Covid-19 apresentam casos leves da doença e um risco extremamente baixo de contrair a Covid-19.

Entenda outras questões:

1. É possível ter Covid-19 mesmo após tomar a segunda dose da vacina?

Sim. Estudos mostram que a proteção contra o coronavírus acontece somente entre duas e quatro semanas depois da aplicação da segunda dose. Por isso, quem tomou a primeira dose ainda não está imunizado e pode contrair o vírus. E se recebeu a segunda dose, o efeito da vacina será pleno apenas após um mês – mesmo assim não totalmente, porque nenhuma vacina é 100% eficaz contra o coronavírus.

Nesse cenário, pode parecer que a vacina não faz efeito, mas o fato é que não houve tempo para o organismo desenvolver a imunidade esperada para evitar a doença. Se levarmos em conta que a grande maioria da população vacinada no Brasil ainda não tomou a segunda dose, isso significa que essa população continua desprotegida contra a Covid-19, ou seja, pode pegar o vírus, desenvolver a doença, e inclusive, transmiti-la para outras pessoas.

2. Se eu tomei a vacina, estou imune contra o coronavírus? 

Ninguém fica imunizado com apenas uma dose da vacina, e algumas pessoas nem com as duas doses, porque os imunizantes disponíveis no mercado não são 100% eficazes. Mas o que se sabe é que, em ambas as vacinas disponíveis no Brasil, a garantia de eficácia conforme dita nos estudos só ocorre de duas a quatro semanas após a segunda dose.

Mesmo quem tomou a vacina Oxford-AstraZeneca, que conferiu eficácia de mais de 70% na primeira dose, precisa receber a segunda dose para garantir uma imunidade mais duradoura contra o coronavírus, conforme descrito na bula da vacina. O prazo entre as doses da vacina da AstraZeneca é de 12 semanas.

No caso da Coronavac, mesmo com uma espera menor entre as doses – de 14 a 28 dias -, ainda assim é preciso levar em conta que a imunização deverá ocorrer somente depois de duas ou quatro semanas. E que, como a eficácia comprovada é de 50,7%, uma pessoa vacinada ainda tem 49,3% de chance de contrair o vírus.

Ainda segundo o estudo da Coronavac, quatro semanas após receber a segunda dose, no entanto, a eficácia para casos graves da doença sobe para 100%. Isso quer dizer que um mês após tomar a segunda dose da vacina, a chance de ter a forma grave da doença, de ser internado ou morrer, praticamente deixa de existir.

3. Com a vacina, estou imune às variantes?

As vacinas que temos atualmente no Brasil têm mostrado proteção contra as variantes que já surgiram, mas não se sabe a duração dessa proteção. Isso porque podem surgir variantes resistentes à imunidade que as vacinas vão gerar.

Como o vírus ainda está se disseminando sem controle em várias partes do mundo, podem surgir outras variantes que não terão cobertura das vacinas. O que a Ciência já sabe é que o vírus precisa parar de circular para as variantes pararem de surgir. É por isso que a recomendação de manter distanciamento social e o uso de máscara se mantém mesmo para quem já tomou as duas doses da vacina.

4. Se eu peguei Covid, devo tomar a vacina? 

Sim.  Todo mundo que teve Covid-19 tem que se vacinar. A imunização não impede uma reinfecção. Mas o ideal é esperar quatro semanas após a infecção para tomar a vacina. Isso porque se a pessoa ainda estiver se recuperando da Covid-19, tomar o imunizante, e sentir alguma coisa, não se saberá se foi por causa da vacina ou da doença, o que atrapalha o controle e um possível tratamento. Outro ponto importante é que não há dados concretos sobre a duração da proteção dos anticorpos produzidos pela doença, nem dos anticorpos produzidos pela vacina. 

5. Há problema se eu tomar a vacina estando com Covid-19?

Não. Na pessoa que já está contaminada, o sistema imunológico está respondendo ao vírus. As vacinas disponíveis não são feitas com vírus vivos, por isso não há plausibilidade biológica que cause alguma interferência no organismo de quem já contraiu o coronavírus. Muito pelo contrário, a vacina vai promover mais anticorpos contra a doença.

6. Posso transmitir Covid-19 mesmo vacinado?

Sim, porque a vacina não previne a infecção, mas as complicações resultantes dela, pelo fato de contribuir com a produção de anticorpos. Como a eficácia de nenhuma vacina disponível é total, isso significa que nem todo mundo que a recebeu estará livre de contrair o vírus. Mas isso não invalida a vacina, porque estudos realizados com pessoas imunizadas e que se infectaram mostram que a grande maioria apresenta sintomas leves ou fica assintomática.

7. Por que alguns adoecem mesmo após serem vacinados?

Como a vacina não previne a infecção, as pessoas podem ter Covid-19 e adoecerem mesmo vacinadas, porque não houve tempo hábil do organismo responder à vacinação. E, apesar dos estudos apontarem que os imunizados podem ter sintomas mais leves, os casos graves que aparecem entre eles, geralmente, estão relacionados com pacientes idosos, cujas doenças prévias são pioradas com a Covid-19, ou entre doentes crônicos com diabetes, problemas cardíacos ou pulmonares, que têm seus quadros agravados enquanto a vacina ainda não fez efeito.

8. Como explicar a morte de pessoas imunizadas?

As mortes por Covid-19 relatadas após a vacinação geralmente têm relação com outras doenças ou comorbidades existentes antes do diagnóstico de Covid-19. Pessoas com comorbidades costumam ter o sistema imune debilitado. Por isso, em casos de óbitos entre pessoas que tomaram a vacina, deve ser levado em conta o histórico médico e de doenças, além do tempo de imunização. É importante avaliar cada caso, investigar as comorbidades e a faixa etária.

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SAÚDE

Prefeitura de Rio Branco realiza mutirão de vacinação contra a covid-19 no Ginásio do Sesi

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Dircom

A Prefeitura de Rio Branco iniciou neste sábado, 19, um mutirão de vacinação contra a covid-19 que terminará às 10 horas da noite. No domingo, 20, a ação reinicia e vai, novamente, até às 10 da noite. 

Oito equipes realizam atendimento no ginásio do Sesi e, simultaneamente, em outras unidades de saúde do município nos primeiro e segundo distritos.

O posto de vacinação do ginásio terá o horário de funcionamento ainda maior, a unidade funcionará das 8h às 22 durante dois dias.

“A prefeitura, liderada pelo prefeito Tião Bocalom, está fazendo a coisa certa. Vacinar é salvar vidas”, observou a vereadora Lene Petecão.

“As pessoas estão precisando se vacinar. O mutirão realizado pela prefeitura é digno de elogios, boa estrutura e bom atendimento”, disse o vereador Emerson Jarude.


De acordo com a diretora da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) Sheila Andrade, o mutirão visa acelerar o processo de imunização da população.

“A estrutura foi montada com a ajuda de parceiros importantes, Sesi, Ufac e Uninorte. Tudo isso e para que a população não tenha medo de se vacinar. O imunizante é a única arma que temos contra o coronavírus”, explicou Sheila.

“Esperamos alcançar o maior número de pessoas, possível aqui e nos postos de vacinação”, destacou o secretário municipal da Casa Cívil, Valtim José.

Para a realização do mutirão, a prefeitura ampliou o número de atendentes em todos os postos de vacinação.

O açougueiro, José Carlos, saiu do posto de vacinação bem emocionado. “Eu estou emocionado, estou muito feliz! Isso aqui é vida, eu quero viver e quero que todos vivam também. Perdi familiares e amigos queridos estava orando para chegar a minha vez. Mesmo tomando a vacina sei que devo manter todos os cuidados para me proteger”, disse.

O sentimento da advogada Kelen Rejane é de esperança. “Estava ansiosa por esse momento tão importante da vida. Graças a Deus hoje foi a minha vez de tomar a primeira dose”, falou.

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SAÚDE

Presidente Nicolau Júnior cede prédio da Aleac para vacinação de gestantes contra a Covid-19

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Agência Aleac

A partir de um pedido feito pela Vigilância em Saúde do Estado, que solicitou um espaço climatizado para a realização da vacinação de grávidas sem comorbidades, a Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), por meio do seu presidente, deputado Nicolau Júnior (PP), cedeu um ambiente do prédio. A imunização já foi iniciada e vai durar até as 22 horas de hoje.

Para serem vacinadas, as grávidas devem apresentar o Cartão da Gestante e um documento com foto. No caso das puérperas, que são aquelas que deram a luz há menos de 45 dias, elas devem apresentar a certidão de nascimento do bebê e documento pessoal. Também entra nessa categoria as mães que tiveram a gravidez interrompida e ainda estão no período de resguardo.

Em abril deste ano, o Ministério da Saúde incluiu todas as grávidas e puérperas no Plano Nacional de Imunização. Os imunizantes que podem ser aplicados são da CoronaVac, do Instituto Butantan, ou Comirnaty, da Pfizer.

Carol Parente, técnica do Programa Nacional de Imunizações e também uma das coordenadoras do evento, frisou que as vacinas fabricadas pelo Instituto Butantan e Pfizer são as que estão sendo aplicadas no local, uma vez que geram menos efeitos colaterais. “Nós estávamos aguardando o envio desses imunizantes específicos, pois eles são os recomendados para essas mulheres, uma vez que dão o mínimo de efeitos possíveis. Então as gestantes podem vir sem medo tomar sua dose”.

Após o nascimento de bebês de mães vacinadas contra a doença antes do parto,  que apresentaram a presença de anticorpos IgG contra SARS-CoV-2, estudos estão sendo feitos para saber a quantidade de imunoglobulinas neutralizantes virais presentes no sangue dos recém-nascidos e a duração dessa proteção.

Kely Cristina, grávida de quatro meses foi a primeira a ser vacinada. Ela falou sobre a felicidade em saber que já poderia ser imunizada. “Cheguei cedo aqui pois estava ansiosa por esse momento. Com esse gesto não estou cuidando somente da minha vida, mas também da do meu filho que vai nascer. Não tenho receio em me vacinar, pois sei que os cientistas estudaram muito para que os imunizantes ficassem prontos. Estamos passando por um período difícil e o início da imunização nos traz esperança”, disse.

A servidora do Poder Legislativo, Priscila de Lima, que está grávida, também foi tomar a primeira dose do imunizante. Durante todo o dia as gestantes e puérperas poderão ir até o prédio da Aleac para serem vacinadas. O local é climatizado e possui poltronas para que elas possam ficar confortáveis enquanto aguardam sua vez.

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SAÚDE

Meta do Barral y Barral é vacinar ao menos 600 pessoas nesta sexta-feira

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Notícias da Hora

Iniciou nesta sexta-feira, 18, nas unidades de saúde do município da capital a vacinação da primeira dose contra a COVID-19 de pessoas com 40 anos ou mais. Na unidade de saúde Barral y Barral, localizada no conjunto Tangará, de acordo com o diretor do centro, Jorge Pimentel, mais de 500 pessoas já foram vacinadas contra o vírus. A meta, porém, é chegar a 600 pessoas.

Para ser vacinado basta comparecer ao local portando cartão do SUS, se houver, e um documento de identificação com foto.

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