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ESPORTE

Um chegado vascaíno

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Leonam (Manoel ao contrário), um chegado meu aqui do Rio de Janeiro, é vascaíno praticamente desde que nasceu. Filho de pai português, daí o nome e a paixão pelo Vasco da Gama, com uns poucos dias de vida ele ganhou de presente uma camisa do denominado Almirante de São Januário.

As glórias do passado do seu clube do coração fazem parte constante das suas conversas. E ele sabe muito sobre a história do tal Machão da Gama. Sabe tanto que vive a repetir o primeiro ataque do Expresso da Vitória, formado, nos idos de 1945, diz ele, por Ademir, Lelé, Isaías, Jair e Chico.

Quando a questão diz respeito ao melhor jogador do mundo de todos os tempos, Leonam não hesita. Crava seco Roberto Dinamite. E se alguém lembra Pelé, Garrincha, Didi ou Ronaldo Fenômeno, ele faz uma cara de desdém e afirma que todos estes seriam meros coadjuvantes do Dinamite.

Mas, como todo vascaíno nesses tempos obscuros para a Cruz de Malta, tem dia que ele chega ao trabalho exalando felicidade e tem dia que ele chega com o cenho franzido, olheiras fundas e sem querer dar muito papo para ninguém. Tudo de acordo com o desempenho do seu time querido.

Não existe meio termo. Quando o Vasco vence (raramente, eu sei), o técnico Diniz, nas palavras do Leonam, é uma espécie de gênio saído de uma lâmpada maravilhosa. Por outro lado, quando o Vasco leva uma surra (frequentemente, eu sei), o Diniz não passa sequer pela prova dos nove.

Por saber dessa oscilação do Vasco e do humor do Leonam, no começo deste ano eu lhe disse que ele deveria torcer por um segundo time. Alguma equipe que fizesse ele ter mais dias alegres do que tristes. Em princípio, ele não quis ouvir os meus conselhos, dizendo que só gostava do Vasco mesmo.

Aí eu indiquei o Vasco da Gama do Acre para ser uma espécie de segundo time dele. Disse-lhe que não teria problema porque o nome era o mesmo do seu clube do coração e que o Vasco acreano, cheio de jogadores do interior do Rio de Janeiro, tinha tudo para lhe dar grandes alegrias.

Meio desconfiado, o Leonam disse que ia seguir o meu conselho. Mas avisou que se o Vasco acreano vacilasse, ele largava de torcer pelo referido time na mesma hora. Garanti ao meu amigo que ele não se arrependeria, que ele poderia até cravar seco o Vasco acreano numa dessas casas de apostas.

Quatro rodadas do campeonato acreano depois, tudo que eu disse foi em vão. Dos quatro jogos disputados o Time da Fazendinha venceu somente umzinho. Parece sem forças para almejar alguma coisa melhor em 2026. O Leonam, por sua vez, disse que não quer mais nem ouvir falar disso.

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