POLÍTICA
PP, PL e União Brasil selam aliança no Acre e projetam disputa com Mailza, Gladson e Bittar; Flávio Bolsonaro presidente

Lideranças do Progressistas (PP), Partido Liberal (PL) e União Brasil (UB) anunciaram, na tarde desta segunda-feira, 9, a formação de uma aliança política com foco na próxima eleição geral, em outubro. O encontro ocorreu na sede estadual do PP, em Rio Branco, e reuniu dirigentes partidários, parlamentares e integrantes do governo estadual.
A articulação define, na prática, o esboço de uma chapa para disputar as duas vagas ao Senado que estarão em jogo no pleito. O senador Márcio Bittar deve buscar a reeleição com o apoio do bloco, juntamente com o governador Gladson Cameli. Anfitrião do encontro, ele destacou que a união entre os partidos fortalece o campo político que hoje compõe a base de seu governo e amplia a capacidade de articulação para as próximas eleições.
Durante a reunião, Cameli também deixou claro que o grupo pretende caminhar alinhado ao campo da direita na disputa presidencial de 2026. Ao ser questionado sobre qual nome o bloco apoiaria para o Palácio do Planalto, o governador afirmou que a preferência é pela pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro.
Segundo ele, as divergências políticas dos últimos anos trouxeram impactos diretos para a gestão dos estados. O governador afirmou que, em meio às crises institucionais e às disputas ideológicas no país, governadores enfrentaram dificuldades para manter estabilidade administrativa.
Apesar da definição da aliança entre PP, PL e União Brasil, Cameli ressaltou que o grupo segue aberto ao diálogo com outras siglas e citou conversas com diferentes partidos que podem integrar a base política para 2026. De acordo com ele, ampliar o arco de alianças é estratégico para fortalecer o projeto eleitoral.
Pré-candidata ao Governo do grupo, Mailza Assis afirmou que a união entre os partidos reforça a estrutura política do grupo e contribui para consolidar um projeto de continuidade administrativa no estado.
A vice-governadora também destacou a importância da presença feminina nos espaços de decisão e afirmou que políticas voltadas à proteção das mulheres e ao combate à violência de gênero continuarão entre as prioridades da gestão estadual.
Segundo ela, além da disputa majoritária, a aliança ainda possui espaço para acomodar novas forças políticas em diferentes posições da chapa, incluindo suplências e candidaturas proporcionais.
Durante o evento, o senador Márcio Bittar classificou o momento político do país como desafiador e afirmou que a aliança entre os partidos representa uma resposta do campo conservador diante do cenário nacional.
Bittar ressaltou que o grupo pretende levar ao debate no Congresso uma agenda voltada ao desenvolvimento da Amazônia, com foco em geração de oportunidades econômicas e ampliação das perspectivas para os jovens da região.
O parlamentar também destacou que o palanque político formado no Acre deve servir de base para o projeto nacional ligado ao grupo do ex-presidente Jair Bolsonaro, reforçando o alinhamento ideológico da aliança.
Mesmo com a sinalização de uma chapa ao Senado praticamente definida, lideranças do bloco afirmaram que o diálogo com outras legendas permanece aberto. Entre os partidos citados nas conversas está o MDB, que, segundo os articuladores, ainda pode integrar o projeto político em diferentes posições dentro da estrutura da aliança.
A estratégia do grupo é ampliar a base de apoio para fortalecer a disputa eleitoral, somando tempo de propaganda, estrutura partidária e presença política em diferentes regiões do estado.














