ESPORTE
Metáfora e outras ondas

Ao que tudo indica, pleno abril na Terra dos Papagaios (foi assim que os portugueses chamaram o Brasil um dia, lá nos idos do século XVI), o futebol acreano vai viver outro ano de resultados ruins. Até agora, nenhum dos clubes do Acre envolvidos em disputas nacionais mostrou nada de bom.
Essa trilha de insucessos começou logo em fevereiro, um dia depois do Carnaval (Quarta-feira de Cinzas), na Copa do Brasil: empate do Galvez contra o rondoniense Guaporé e derrota nas penalidades. E continuou no dia seguinte: derrota do Vasco da Gama nos pênaltis para o paulista Velo Clube.
Aí, depois disso, foi a vez do Independência, que ostentava o título de bicampeão acreano, privilegiado por entrar na segunda fase (ganhando, portanto, mais dinheiro), sair da disputa também em fevereiro (dia 25), depois de levar de 2 a 0 do Águia de Marabá. Todos jogaram só uma vez.
Não deu nem para sentir o cheirinho da disputa. E ainda com um agravante. No caso do Galvez e do Vasco da Gama, ambos foram desclassificados jogando nos seus próprios quintais, a Arena da Floresta, que alguns anos atrás já viu vitórias acreanas épicas, em dias pra lá de gloriosos.
E então, como “o tempo não para” (de acordo com aquela antiga canção do Cazuza, repetida à exaustão, via de regra, por boêmios apaixonados pela lua), eis que chegou a Série D do Campeonato Brasileiro e todos os três times acreanos levaram porrada já na primeira das dez rodadas.
O Independência foi à Rondônia, antiga Terra da Cassiterita (não tenho informação se ainda é), e perdeu para o Guaporé (1 a 0). Já o Galvez e o Humaitá perderam foi em casa mesmo. O primeiro foi derrotado pelo Araguaína-TO (2 a 1). E o segundo tomou de 5 a 1 do Porto Velho-RO.
Como não existe nada tão ruim que não possa sempre piorar, eis que na Copa Verde o Galvez perdeu suas três partidas: Amazonas (5 a 0), Porto Velho (4 a 0) e Águia de Marabá (3 a 2). Enquanto o Independência empatou duas e perdeu uma: Guaporé (0 a 0), Nacional (0 a 0) e Trem (4 a 0).
Fato curioso nesse calvário recente dos times acreanos: o Independência não marcou sequer um mísero gol nas cinco partidas jogadas até aqui. Como se dizia antigamente, “está com o dedo enfiado nas partes pudendas” (metaforicamente falando, pois não) e não dá sinais de tirar.
De repente (mas não tão de repente assim), parece que no Acre se está jogando o pior futebol do Brasil. São os resultados que apontam nessa direção. Pode ser que sim, pode ser que não. Eu é que não sei. Com a palavra, os universitários. Eu não tô nem aqui. Que venham os próximos capítulos!








