ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Instabilidade na Bolívia pode afetar circulação e comércio na fronteira do Acre
O alerta emitido pelo Ministério das Relações Exteriores nesta quinta-feira, 28, para que brasileiros evitem viagens a regiões da Bolívia acendeu um sinal de atenção também no Acre, estado que mantém forte ligação comercial, cultural e de circulação de pessoas com o país vizinho. A recomendação do Itamaraty ocorre em meio a uma onda de protestos e bloqueios de estradas bolivianas, principalmente nos departamentos de La Paz, Oruro e Potosí.
Para os acreanos, a situação preocupa especialmente quem costuma utilizar rotas terrestres em direção à Bolívia para turismo, compras ou conexões internacionais. Municípios acreanos que fazem fronteira com o país, como Epitaciolândia, Brasiléia, Assis Brasil e Capixaba, historicamente registram intenso fluxo de pessoas e mercadorias.
Segundo o comunicado oficial, os bloqueios têm dificultado o acesso a destinos turísticos bastante procurados, como o Salar de Uyuni e Copacabana, além de comprometer deslocamentos rodoviários em várias regiões. Em alguns casos, a saída de cidades afetadas estaria sendo realizada apenas por via aérea.
Os protestos na Bolívia já duram semanas e envolvem reivindicações relacionadas ao abastecimento de combustível, políticas agrárias e críticas ao governo do presidente Rodrigo Paz. Há registros de confrontos entre manifestantes e forças policiais, com uso de bombas e gás lacrimogêneo.
O Itamaraty orienta que brasileiros evitem viagens terrestres não essenciais e acompanhem a situação das estradas por meio dos canais oficiais das autoridades bolivianas. O governo brasileiro também recomenda que cidadãos mantenham contato frequente com familiares, informem a localização e evitem aceitar ajuda de desconhecidos devido ao risco de golpes, furtos e roubos.










