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POLÍTICA

Aleac realiza audiência pública para debater sobre privatização do saneamento básico no Estado

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Por Andressa Oliveira/ Agência Aleac

Na manhã desta quinta-feira (21), o deputado Jenilson Leite (PSHB) promoveu uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), com a presença de representantes do governo, Prefeitura de Rio Branco, Departamento Estadual de Pavimentação e Saneamento (DEPASA), Sindicato dos Urbanitários e vereadores de diversos municípios, para debater os riscos e prejuízos da privatização do saneamento básico de água e esgoto no Estado.

O deputado Jenilson Leite falou sobre a importância do debate e como a privatização do saneamento básico vai afetar a vida de pessoas mais carentes. Ele também pontuou que a eficiência esperada pelo sistema de privatização não tem dado bons resultados, além de terem valores mais altos. Que ao final deste encontro tenhamos um bom resultado acerca dos rumos que esse serviço está tomando no Brasil e no mundo.

“Água é vida! Não podemos entregar mais um serviço essencial para a iniciativa privada. Precisamos discutir, melhorar o serviço, para que ele continue público e de qualidade, com preço acessível a todos. A alegação é que a responsabilidade de saneamento e distribuição de água precisa ser dividida entre os poderes, defende o governo. Caso seja aprovada a privatização no país, as pessoas carentes serão as mais afetadas, já que não vão ter condições de pagar pela água e esgoto”, justifica Jenilson Leite.

Durante a audiência foi ministrada uma palestra sobre a lei n° 14.026/20, que trata do saneamento básico e seus impactos no Estado. O preletor, Edson Aparecido, destacou que ter direito a saneamento básico é um direito humano fundamental, portanto, não pode ser visto como um presente oferecido por um governante.

“Saúdo o deputado Jenilson Leite pela iniciativa, assim como todos os presentes. Poder contribuir com esse debate tão estratégico para o futuro do povo acreano é muito bom. É fundamental que entendamos que saneamento básico não pode ser encarado como política de infraestrutura, mas sim de saúde e vida. Ter água de qualidade 24h por dia, coleta e tratamento de esgoto e lixo é um direito e não dádiva de nenhum governante”, afirmou.

O deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB), presidente da Comissão de Serviço Público, agradeceu a presença dos representantes das instituições e Câmaras de Vereadores e pontuou que o momento é desafiador. “Minha primeira palavra é de agradecimento pelas instituições que acolheram esse chamamento. Esse é um momento desafiador no Brasil para os que defendem a bandeira do saneamento como instrumento de garantia da saúde do nosso povo. Realço a importância desse assunto. A vinda de vereadores de diversos municípios acreanos demonstra a importância do tema”.

A vice-presidente da Câmara de Vereadores da capital, Michele Melo (PDT), falou sobre as doenças provenientes da falta de saneamento básico e seu posicionamento negativo à privatização do sistema. “É muito bom que a população esteja aqui representada. Como médica, sei que o saneamento básico tem um impacto direto na saúde, existem doenças diretamente veiculadas pela água e elas prevalecem justamente nos vulneráveis, na população onde o saneamento básico não chega. Cada real investido no saneamento corresponde a uma economia de R$ 4 reais na saúde pública. A população não precisa da privatização da água”.

Janaína Dantas, atual presidente do Saerb, pontuou o compromisso do prefeito Tião Bocalom com a não privatização do saneamento em Rio Branco. “É muito bom ver a preocupação da sociedade e dos parlamentares com a água. A gestão do Tião Bocalom está trabalhando para que não haja privatização da água em Rio Branco. O Saerb está passando por uma transição interna, terá um novo presidente, mas posso afirmar que a partir do dia primeiro de janeiro de 2022 teremos o orçamento da prefeitura para o saneamento”.

Atualmente, as cidades firmam acordos direto com empresas estaduais de água e esgoto pelo chamado contrato de programa, que contém regras de prestação e tarifação, mas permitem que as estatais assumam os serviços sem concorrência. O novo marco extingue esse modelo, transformando-o em contratos de concessão com a empresa privada que vier a assumir a estatal, e torna obrigatória a abertura de licitação, envolvendo empresas públicas e privadas.

Os que criticam a proposta dizem que a privatização vai encarecer a conta para os consumidores e as regiões periféricas continuarão desassistidas, pois oferecem pouco lucro para as empresas. Além do que, colocar a água como uma mercadoria fará dela um bem que pode ser negociado pelo seu potencial de lucro e não por sua função social.

 Ao final da sessão, foi dado como encaminhamento a criação de um grupo de trabalho do saneamento, que será acionado para discutir sobre o tema. O posicionamento contrário à privatização, adotado por todos os que debateram durante a sessão, será transformado em posicionamento da ata da audiência.

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POLÍTICA

David Hall sobre apoio: “Entre Moro e Ciro, eu fico com a Marina Silva pra não me arrepender”

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Por Wanglézio Braga / Foto: Reprodução (Rede Social)

Pré-candidato ao governo do Acre pelo Cidadania, o professor David Hall escolheria Marina Silva (REDE) caso fosse candidata à presidência da república e enfrentasse o ex-ministro Sérgio Moro (Podemos) e o também ex-ministro Ciro Gomes (PDT).

Nas redes sociais, mais precisamente no Twitter, ele declarou a sua escolha caso o cenário fosse entre os três políticos. “Entre Sérgio Moro, Ciro Gomes eu fico com a Marina Silva (de novo) que é pra não correr o risco de me arrepender”, escreveu.

Na postagem, ele compartilhou ainda uma reportagem da revista Veja intitulada: “Marina aperta as feridas de Ciro Gomes e Sérgio Moro”. Na matéria, a ex-ministra fala da parceria do pedetista com João Santana e dos desvios do ex-juiz da Lava-Jato na condução dos processos da operação.

1% NA PESQUISA

Na última pesquisa publicada pela TV Gazeta, através da Realtime/Big Data, David Hall apareceu com 1% da preferência dos eleitores acreanos, na pesquisa estimulada. Já Gladson Cameli teria 45%; Jorge Viana, 21%; Petecão, 12%; seguido por Jenilson Leite, 2%. Brancos e nulos somam 10%, e pessoas que não souberam ou não opinaram representaram 9% do total.

Na pesquisa espontânea, que é quando o nome do candidato não é mencionado, Hall não obteve nenhuma menção.

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POLÍTICA

MDB de Flaviano escolhe Simone Tebet como pré-candidata à presidência da República

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Por Wanglézio Braga / Foto: Reprodução

O MDB de Flaviano Melo oficializou hoje (08), em Brasília, o nome da senadora do Mato Grosso do Sul, Simone Tebet como pré-candidata à presidência da república. Simone é a única mulher, até o momento, a figurar na corrida ao Palácio do Planalto para 2022.      

Durante a oficialização, fazendo uso da palavra, a senadora apostou em temas como economia como foco de plano de governo. Ela também fez críticas ao atual governo, afirmando que se trata de um governo sem responsabilidade social, ao mesmo tempo em que evitou ataques a outros nomes postos.

O ex-presidente Michel Temer não participou da agenda, mas enviou um vídeo pedindo a pacificação entre os emedebistas. “Sugerir aos colegas e amigos do MDB que preguem a pacificação do país, preguem a harmonia do Brasil. O povo brasileiro quer isso. Tenho absoluta convicção de que o povo não quer pessoas que dividem o país. Nós, do MDB, sempre pregamos isso e espero que a senadora Simone continue nessa linha, que é fundamental para revelar a história do MDB, as posições do MDB”, afirmou Temer no vídeo.

Com a oficialização, ela se juntará a presidenciáveis como Lula (PT), Jair Bolsonaro (PL), Ciro Gomes (PDT), Sérgio Moro (Podemos), João Doria (PSDB), Luiz Henrique Mandetta (DEM), Rodrigo Pacheco (PSD), Alessandro Vieira (Cidadania), Luiz Felipe D’Ávila (Novo), entre outros.

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POLÍTICA

Escolas indígenas de Feijó recebem uniformes escolares do Governo

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Agência AC

O governo do Estado, por meio da Secretaria de Educação, Cultura e Esportes (SEE) dá continuidade à distribuição de uniformes escolares da rede pública. Agora, os contemplados são os mais de 1,1 mil alunos das escolas indígenas localizadas no município de Feijó.

Na escola Huni Kui Siã, localizada na Aldeia Paroá, no baixo rio Envira, 194 alunos, desde o pré-escolar até o nono ano do ensino fundamental, receberam os uniformes escolares doados pelo governo do Estado.

Mais de mil estudantes indígenas já receberam uniformes do governo, em Feijó. Foto: Cedida/Núcleo da SEE

Ao todo, foram entregues, até agora, 1.146 uniformes aos estudantes das escolas indígenas, das mais diversas aldeias e etnias. Entre as escolas contempladas estão a Alto Bonito, a Benjamin Kampa, a Sete Voltas, a Huni Kui Nia Ibu Isaka, a Txana Huni Keneya, a Txana Tuwe, Bena Isaka e a Yube Tue Bena Keneya.

A distribuição dos uniformes escolares irá acontecer, ainda, aos estudantes das escolas Shanenawa, como a Teyu, a Tekahaine, a Shetehu, a Pekuruni, a Keshuani, a Sayavani. As etnias Shanenawa, Huni Kui e Madua e Ashaninka estão contempladas com a política do governo.

De acordo com o coordenador do núcleo da SEE em Feijó, Everly Damasceno do Nascimento, nos últimos dois meses já foram entregues mais de mil fardas para os estudantes indígenas das três etnias que residem no município.

Alunos beneficiados são de três etnias diferentes. Foto: Cedida/Núcleo da SEE

“É a primeira vez que as escolas indígenas estão recebendo fardas para os alunos e durante as entregas a gente tem visto a alegria e a gratidão não somente dos alunos, mas também que as famílias tem tido”, afirmou o coordenador.

Além da farda aos estudantes, a SEE também realiza a entrega de computadores às escolas indígenas. Até o dia 20 de dezembro, mais duas escolas estarão sendo contempladas com os equipamentos.

“Para se ter uma ideia, temos mais de 2 mil alunos somente de escolas indígenas e é um público que o governo do Estado, por meio do governador Gladson Cameli, tem tido um olhar bastante interessante para trazer um ensino de qualidade para todos esses alunos”, disse.

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