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ARTIGO | A Serra do Divisor

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Ocorrência rara e presente da mãe Natureza a nossa Serra do Divisor.

Região formada pelo resultado de movimentos tectônicos (divisor de águas das bacias do Ucayali/Peru e Rio Juruá/Acre) premia a todos com sua quase infinita biodiversidade!

Área transformada em Parque Nacional da Serra do Divisor (1989) é um ambiente aprazível de grande valor natural e ambiental. Dotada de grandes valores geológicos – complexo montanhoso dividido entre o Acre/BR (8.375 km2) e Ucayali e Loreto/Peru (13.545km2) -, uma província mineral (quase intocada pela ação humana) detentora de enormes jazidas de Calcário, formações graníticas, gás natural e outros minerais estratégicos.

Biodiversidade amazônica, com ecossistemas endêmicos e formações geomorfológicas acolhedoras/ mantenedoras de espécies de: plantas, peixes, aves, répteis, anfíbios e mamíferos de importância primordial para o Planeta.

Área magnífica em dimensões. Inicialmente, tinha 1,4 milhões de hectares (1.450.000 ha) – haja zeros para demonstrar as grandeza desta superfície – mas com o evento do acolhimento dos campesinos e outras comunidades tradicionais não indígenas e empreendedores privados, foi reduzida em 100 mil hectares ( 100.000 ha) – lado peruano- passando a ter 1,35 milhões de hectares, uma área espetacular.

Pois bem! Mais de um terço do total deste território está em solo brasileiro (no Acre), cerca de 837.500ha). Territórios da Holanda e Suíça, juntos!

A grande diferença no controle, cuidado e uso destes territórios (Peru/Brasil) produz uma fenomenal injustiça e gera subdesenvolvimento na região. É que no lado do Brasil –  a PROTEÇÃO É INTEGRAL!… não se pode fazer uso/ retirada de quaisquer riquezas deste território pátrio pelos nossos nativos/ empresários. Nem mesmo a União, estados ou municípios podem usar nada, nada mesmo, deste imenso território; exceto bucólicos e esparsos passeios turísticos. O conceito é contemplativo ambiental, não de sustentabilidade ambiental.

Do lado peruano, não é assim!… há movimentação de exploração econômica dentro do Parque Nacional da Sierra del Divisor. Lá, no Peru, explora-se petróleo, gás e outros minerais que lhes servem economicamente. Isto, até dentro de terras das etnias indígenas estão liberados e em extração Petróleo e Gás. Há o aproveitamento dos valores naturais de forma econômica e são preservados os Direitos Adquiridos pelas Comunidades Tradicionais (índias/ não índias) e se realiza Fiscalização Ambiental para minimizar os impactos antropizantes e da degradação ambientais oriundas destas intervenções econômicas. Aproveitam as Riquezas Naturais em prol dos seus nacionais.

Belo exemplo para o Brasil seguir.  Aqui, não é desta forma!..

Aliás, não há nenhum problema para que assim fosse, à exceção do viés ideológico que sempre dominou esta temática e prejudicou todos.

O futuro não vem pronto… é necessário conhecer para intervir…indiscutível!

Mas, agora, aparece uma “luz no fim do túnel” com edição do PL n. 6024/19. Projeto de Lei da lavra de uma Parlamentar acreana primeiro mandato, mas já deixando suas impressões digitais de proatividade e cidadania). O projeto toca no ponto mais sensível do “engessamento” da Serra do Divisor (lado do Brasil) –  A PROTEÇÃO INTEGRAL – enquanto Parque Nacional (5,48% do Acre) – que se deseja mudar para Área de Proteção Ambiental (APA), onde se permite flexibilização no uso/ frutos para fins econômicos.

Neste momento – por inoportuno e incrível que se apresente – surgem vozes dos “ambientalistas do ar-condicionado e bares elegantes das grandes metrópoles” promovendo Petição em desfavor do PL 6024/19. Na real, são contra mesmo, sem razões razoáveis para tal oposição… Santa insensibilidade e insensatez!

Desconsideram que estamos numa região onde a pedra, para as nossas modestas obras, que é insumo essencial para o desenvolvimento, está vindo de outro estado, a 400km de distância (em média) – (se retiradas da Serra do Divisor reduziria esta distância à metade). Cujo custo, nas Pedreiras, hoje, é de R$ 75/90,00/m3 e chegando, no mercado, a R$ 420,00/m3 (referência das obras das BRs 317/364). Um preço proibitivo à aquisição das quantidades e usos essenciais para melhores resultados das obras.

Tudo por se impedir retirada destes materiais pétreos daquela imensa área montanhosa – 837.500 há (maior do que: Holanda e Suisse, juntas, repito). Libere-se: 200ha para extração de pedras, ao final, reponha-se a camada vegetação – e, em dez anos, não se saberá mais de onde foi retirado o material.

É uma ação contraproducente obstar/ empatar a exploração econômica na área. Cuja liberação, com a devida cautela e rigor fiscal, traria grandes soluções para o nosso desenvolvimento e insipiente degradação ambiental.

Menos ideologia e mais cidadania!… pois precisamos prosperar!…

Autor: Antônio Furtado

Professor Universitário

Mestrado em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente

Acreano de Feijó

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Jornalista e apresentadora Beth Passos escreve sua ‘Crônica de domingo’

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Existem pessoas admiráveis andando em passos firmes nesse mundo. Grandes homens, grandes mulheres, pessoas exemplares que superam toda desesperança. Tenho a sorte de conhecer várias pessoas assim, de ter muitas dessas pessoas como amigos e amigas. Tento entender como conseguem levar a vida de forma tão superior à maioria, procuro saber onde está o mistério, tento ler seus gestos e aprendo muito com elas.

De tanto observar, consegui descobrir alguns pontos em comum entre todas essas pessoas e o que mais me impressiona é que são felizes. A felicidade, essa meta por vezes impossível, é parte dessas pessoas, está intrínseco. Vivem um dia após o outro desfrutando de uma alegria genuína, leve, discreta, plantada na alma como uma árvore de raízes que força nenhuma consegue arrancar.

Das pessoas felizes que conheço, nenhuma delas leva uma vida perfeita. Não são famosas, nenhuma é milionária e algumas até vivem com muito pouco. Nenhuma tem saúde impecável ou uma família sem problemas. Todas enfrentam e enfrentaram dissabores de várias ordens. Mas continuam discretamente felizes.

O primeiro hábito que todas elas têm em comum é a generosidade. Elas têm prazer em ajudar, dividir, doar. Ajudam com um sorriso imenso no rosto, com desejo verdadeiro e sentem-se bem o suficiente para nunca relembrar ou cobrar o que foi feito e jamais pedir algo em troca.

As pessoas felizes costumam oferecer ajuda antes que se peça. Ficam inquietas com a dor do outro, querem colaborar de alguma forma. São sensíveis e identificam as necessidades alheias mesmo antes de receber qualquer pedido. As pessoas felizes doam o próprio tempo, suas horas de vida, às vezes dividem o que têm, mesmo quando é muito pouco.

Eu também observo as pessoas infelizes e já observei que elas costumam ser egoístas. Negam qualquer pequeno favor e reagem com irritação ao mínimo pedido. Quando fazem um favor ou atendem a um pedido, não perdem a oportunidade de relembrar, quase cobram medalhas e passam recibo. Não gostam de ter a rotina perturbada por solicitações dos outros. Se fazem uma bondade qualquer, calculam o benefício próprio e seguem assim, cada vez mais infelizes.

O segundo hábito notável das pessoas felizes é a capacidade de explodir de alegria com o sucesso dos outros. As pessoas felizes vibram com o sorriso alheio e costumam dizer: estou tão contente como se fosse comigo. Talvez seja um segredo de felicidade, até porque as pessoas infelizes fazem o contrário. Tratam rapidamente de encontrar um defeito no júbilo do outro ou ignoram a boa nova que acabaram de ouvir. E seguem infelizes.

O terceiro hábito das pessoas felizes é aceitar o outro, com todas as suas imperfeições. Sabem ouvir sem julgar, opinar sem diminuir e sabem a hora de se calar. Sabem rir do jeito de ser de seus amigos. Sorrir é uma forma sublime de dizer: amo você e todas as suas pequenas loucuras.

Grata e emocionada, relembro o rosto dos homens e mulheres sublimes que passaram e que ainda estão na minha vida e entoo seus nomes com a devoção de quem reza. Ainda não sou uma das pessoas felizes, mas sigo tentando. Sigo buscando aprender com elas a acender a luz genuína e perene de alegria na alma. Sigamos as pessoas felizes, pois elas sabem o caminho… tente conviver com pessoas dispostas a se tornarem felizes com o que tem, onde quer que estejam e como sejam!!!!

Beth Passos

Jornalista

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ACRE

Acre: Uma Nova Ordem no Estado

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Por Valdir Perazzo

Ontem, dia 13 de outubro, fui recebido pelo Secretário de Estado de Produção e Agronegócio – SEPA, José Aristides Junqueira Franco Júnior (Nenén Junqueira), na sede da Secretaria, em Rio Branco.

A minha ida à Secretaria foi uma articulação feita pelo Senador Márcio Bittar, com quem eu já tinha trocado umas ideias sobre o agronegócio como estratégia de desenvolvimento do nosso Estado.

Fui muito bem recebido pelo ilustre Secretário, como por seus assessores que assistiram à conversa, de cunho absolutamente de interesse público. 

Com o Secretário falei do empenho que venho tendo, há alguns anos, no sentido da integração do Nordeste com o Acre.

Defendo a tese de um voo, saindo de Recife, agregando os passageiros do Nordeste, diretamente para o Acre.

O Acre seria uma nova rota dos nordestinos aos países da Comunidade Andina, especialmente para os que buscam fazer turismo histórico no Peru. No contra fluxo, os passageiros estrangeiros que fazem turismo no Peru, poderiam demandar as praias do Nordeste.

Falei também que, havendo esse voo, muitos nordestinos poderiam investir em agronegócio no Acre. Algo similar como fez Wanderley Dantas, atraindo investidores nos anos 70, no Sul do Brasil.

Desta feita, os nordestinos poderiam vir como investidores, e não mais como extrativistas, trabalho, julgado por Euclides da Cunha, como o mais penoso que conhecera.

A conversa foi proveitosa! O Secretário é um construtor dessa nova ordem de progresso que está acontecendo no Acre.

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ARTIGO | SANEAMENTO

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                                                      “Cave canem”

Cuidar de Saneamento no nosso Brasil, não é missão fácil. Há muitas variáveis: dimensões continentais, condições regionais desiguais entre Municípios e Estados – destacam-se entre as incógnitas mais relevantes. Inúmeros desafios para se entender ou dominar o tema.

Sendo comum se perder nos labirintos das estatísticas ou da titularidade dos poderes/responsabilidades inerentes ao encargo.

No Governo Militar foi instituído o PLANASA- Plano Nacional de Saneamento. Obrigação de investir em saneamento – foco na expansão do atendimento à distribuição de Água Potável e recolhimento e tratamento de esgotos sanitários ( doméstico, hospitalar e industrial) nas grandes e médias cidades.

Incumbências constitucionais (art. 241 da CF/88) da União, Estados, Distrito Federal e Municípios. Que deverão operar gestão associada entre estes mesmos entes federativos. Sempre visto mais uma titularidade dos Municípios (primo pobre) do que dos outros entes.

Disciplinando tal obrigação, há muitas leis, hoje, concentrada na lei n. 11.445/2007.

Entendido o Saneamento Básico como a Bolsa de Serviços de: abastecimento de água, esgotamento sanitário, drenagem, coleta e manejo de resíduos sólidos e água de chuva.

Hoje, tal regramento, reforçado com a lei n. 14.026/2020, o recém aprovado Marco do Saneamento – uma espécie de retorno ao velho e eficaz PLANASA.

Tudo tendo como objetivo a ambiciosa: universalização destes serviços. Tendo em vista a preservar ou alterar o Meio Ambiente, adequando-o ao uso humano e prevenindo doenças. Daí, melhorando a qualidade de vida das comunidades dentre outros benefícios.

Mas, no caso acreano – nosso interesse maior – vale um breve histórico.

Os serviços foram implantados em 1957, passando a autarquia em 1969, que virou Cia de Saneamento Estadual em 1971 – a SANACRE. Retorno ao Município em 1997, quando 2012 virou DEPASA – autarquia estadual – novamente….é isto!

A essencialidade destes serviços públicos nunca foi questionada. O problema sempre foi: a QUALIDADE e o CUSTO!… nesta ordem. Pois bons serviços não seriam considerados caros e teriam respostas imediatas na redução da mortalidade (infantil), valorização imobiliária, na educação, na despoluição de mananciais e manutenção de nascentes. Resultados importantes para nosso desenvolvimento.

Há tempos faz-se ranking do Saneamento no Brasil. Isto numa amostra das 100 maiores cidades/ municípios – dentre as quais está nossa Rio Branco. Tudo com estimativa populacional- base 2018. Dados também tomados do SNIS – Sistema Nacional de Informações do Saneamento (2018). Nesta avaliação a nossa RBR tem posição 84 (na rabeira). Porém na frente de Belém (95), Manaus (96), Porto Velho (98) e Macapá (99). À frente apenas, está a capital de Roraima – Boa Vista (38).

Nosso índice pior, na avaliação (do Instituto Trata Brasil, na sua Nota Total) – com as perdas de Água Tratada (distribuição) de 60,33% – que resultou na Nota Total de 3,71 (numa escala de 0 a 10). Outros índices também desaprovam os nossos serviços de saneamento básico, que esperamos ver melhorar com o evento do novo Marco do Saneamento.

Desafios que o amigo Prefeito Bocalom e sua Equipe Técnica se propõe a enfrentar e superar.

Uma monumental missão a universalização do Saneamento Básico (dez.2033).

A população de Rio Branco, certamente, vai agradecer!

Não dá para tratar tudo de uma só vez!… cansaria!… mas assunto importante, ao meu sentir!

Autor: Antônio Furtado

Engenheiro Civil e Sanitarista

Professor de Engenharia da UFAC

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