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ARTIGO | ÁGUA III

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A maior riqueza dos árabes não é consumível: o petróleo. Ninguém bebe um copo de petróleo!… mas estão ricos e dominantes. Não têm água!

Diferentemente do Brasil – cuja a água – de tão abundante parece inesgotável, de pouca importância e baixo valor comercial.

Embora abastecer as populações das cidades brasileiras não tenha se mostrado coisa fácil. Mais, muito mais, por desatenção dos Gestores públicos e falta de planejamento do que por escassez. A água é tão farta que chega a não nos parecer justo se cobrar por ela.  Situação mais presente no Setor Público. Embora água potável, de qualidade, tenha custos altos. Mas, por outra ótica, sempre há grana para água mineral e ninguém reclama!..

Vejo na TV e nas conversas de bares porque o Prefeito Bocalom está propenso a operar a REVERSÃO da Concessão dos Serviços de Saneamento Básico (água potável e a Coleta e Tratamento de Esgotos), retornando-os à sua condição originária: o Município.

Penso, cá com os meus botões, que os encorajadores de tal providência parecem não ter ideia, muito clara, da empreitada em que estão metendo a Prefeitura de Rio Branco/AC.

Mas o nosso Prefeito Tião Bocalom é homem afeito a desafios. Aplaudo!…

Assim, torcendo pelo sucesso de sua administração, faço sugestão producente, ao meu sentir. Pois para ter sucesso nesta reversão será preciso INOVAR.

Pois bem!…vamos à sugestão!

Em episódio recente (30.04.2021), a CEDAE – Cia de Água e Esgotos do Rio de Janeiro operou um tipo novo de Concessão (com base no novo Marco do Saneamento Básico), onde somente parte da operacionalização das etapas de: produção de água potável e coleta e tratamento de esgotos, continua sendo responsabilidade da empresa (operador estatal).

Com o evento e base na lei n. 14.026/2020 – onde são estimulados: a concorrência, eficiência, eficácia (baseado no desempenho), regionalização e no cumprimento de metas, boas novas. Muda muita coisa. Tudo com vistas a um ambicioso objetivo: universalização do Sistema de Saneamento Básico (dez/2033), à exceção da coleta de lixo e drenagem pluvial urbanos com menores mudanças nesta lei. Põe desafios nisso!…

Isto é muito sério e urgente, o Brasil urbano vive situação ambiental muito grave.

Em outras palavras, o que este tipo de Concessão propõe, no caso do Acre, seria assim: a Empresa (DEPASA ou Sucessora) faria a Captação e o Tratamento da água (fazendo-a potável). Ato seguinte, venderia está água a uma Concessionária (selecionada em licitação) que a distribuiria e cobraria.

O BNDES acha que é o “pulo do gato” para solver o problema crônico destes serviços públicos.

E tem muita grana para financiar este programa!… grana não é o problema!

E onde está o mérito/eficácia desta operação?… simples! A estatal (DEPASA ou Sucessora) se obrigaria a entregar um produto de qualidade (água potável) e a Concessionária (empresa que compra/vende) responsável pela Distribuição, entregaria ao usuário final (cidadão consumidor), um produto de qualidade. Quanto às perdas, a Distribuidora faria tudo para não perder o seu produto, claro!…Este é o Foco!

Tipo a Energia Elétrica. A Energisa não gera nada, só (compra/vende) distribui e cobra. E o Sistema funciona.

O resto são detalhes. Conversas longas e técnicas que não cabem num texto rápido e sugestivo desta natureza.

Mas o nosso hábil e empreendedor Prefeito Bocalom pode promover um debate com seus Técnicos, a Categoria da Engenharia e a Sociedade.

Certeza, que o resultado será o melhor possível para todos!

Minha modesta contribuição para o caso!…

Autor: Antônio Furtado

Engenheiro Civil e Sanitário

Professor de Engenharia da UFAC

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ARTIGO

Jornalista e apresentadora Beth Passos escreve sua ‘Crônica de domingo’

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Existem pessoas admiráveis andando em passos firmes nesse mundo. Grandes homens, grandes mulheres, pessoas exemplares que superam toda desesperança. Tenho a sorte de conhecer várias pessoas assim, de ter muitas dessas pessoas como amigos e amigas. Tento entender como conseguem levar a vida de forma tão superior à maioria, procuro saber onde está o mistério, tento ler seus gestos e aprendo muito com elas.

De tanto observar, consegui descobrir alguns pontos em comum entre todas essas pessoas e o que mais me impressiona é que são felizes. A felicidade, essa meta por vezes impossível, é parte dessas pessoas, está intrínseco. Vivem um dia após o outro desfrutando de uma alegria genuína, leve, discreta, plantada na alma como uma árvore de raízes que força nenhuma consegue arrancar.

Das pessoas felizes que conheço, nenhuma delas leva uma vida perfeita. Não são famosas, nenhuma é milionária e algumas até vivem com muito pouco. Nenhuma tem saúde impecável ou uma família sem problemas. Todas enfrentam e enfrentaram dissabores de várias ordens. Mas continuam discretamente felizes.

O primeiro hábito que todas elas têm em comum é a generosidade. Elas têm prazer em ajudar, dividir, doar. Ajudam com um sorriso imenso no rosto, com desejo verdadeiro e sentem-se bem o suficiente para nunca relembrar ou cobrar o que foi feito e jamais pedir algo em troca.

As pessoas felizes costumam oferecer ajuda antes que se peça. Ficam inquietas com a dor do outro, querem colaborar de alguma forma. São sensíveis e identificam as necessidades alheias mesmo antes de receber qualquer pedido. As pessoas felizes doam o próprio tempo, suas horas de vida, às vezes dividem o que têm, mesmo quando é muito pouco.

Eu também observo as pessoas infelizes e já observei que elas costumam ser egoístas. Negam qualquer pequeno favor e reagem com irritação ao mínimo pedido. Quando fazem um favor ou atendem a um pedido, não perdem a oportunidade de relembrar, quase cobram medalhas e passam recibo. Não gostam de ter a rotina perturbada por solicitações dos outros. Se fazem uma bondade qualquer, calculam o benefício próprio e seguem assim, cada vez mais infelizes.

O segundo hábito notável das pessoas felizes é a capacidade de explodir de alegria com o sucesso dos outros. As pessoas felizes vibram com o sorriso alheio e costumam dizer: estou tão contente como se fosse comigo. Talvez seja um segredo de felicidade, até porque as pessoas infelizes fazem o contrário. Tratam rapidamente de encontrar um defeito no júbilo do outro ou ignoram a boa nova que acabaram de ouvir. E seguem infelizes.

O terceiro hábito das pessoas felizes é aceitar o outro, com todas as suas imperfeições. Sabem ouvir sem julgar, opinar sem diminuir e sabem a hora de se calar. Sabem rir do jeito de ser de seus amigos. Sorrir é uma forma sublime de dizer: amo você e todas as suas pequenas loucuras.

Grata e emocionada, relembro o rosto dos homens e mulheres sublimes que passaram e que ainda estão na minha vida e entoo seus nomes com a devoção de quem reza. Ainda não sou uma das pessoas felizes, mas sigo tentando. Sigo buscando aprender com elas a acender a luz genuína e perene de alegria na alma. Sigamos as pessoas felizes, pois elas sabem o caminho… tente conviver com pessoas dispostas a se tornarem felizes com o que tem, onde quer que estejam e como sejam!!!!

Beth Passos

Jornalista

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ACRE

Acre: Uma Nova Ordem no Estado

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Por Valdir Perazzo

Ontem, dia 13 de outubro, fui recebido pelo Secretário de Estado de Produção e Agronegócio – SEPA, José Aristides Junqueira Franco Júnior (Nenén Junqueira), na sede da Secretaria, em Rio Branco.

A minha ida à Secretaria foi uma articulação feita pelo Senador Márcio Bittar, com quem eu já tinha trocado umas ideias sobre o agronegócio como estratégia de desenvolvimento do nosso Estado.

Fui muito bem recebido pelo ilustre Secretário, como por seus assessores que assistiram à conversa, de cunho absolutamente de interesse público. 

Com o Secretário falei do empenho que venho tendo, há alguns anos, no sentido da integração do Nordeste com o Acre.

Defendo a tese de um voo, saindo de Recife, agregando os passageiros do Nordeste, diretamente para o Acre.

O Acre seria uma nova rota dos nordestinos aos países da Comunidade Andina, especialmente para os que buscam fazer turismo histórico no Peru. No contra fluxo, os passageiros estrangeiros que fazem turismo no Peru, poderiam demandar as praias do Nordeste.

Falei também que, havendo esse voo, muitos nordestinos poderiam investir em agronegócio no Acre. Algo similar como fez Wanderley Dantas, atraindo investidores nos anos 70, no Sul do Brasil.

Desta feita, os nordestinos poderiam vir como investidores, e não mais como extrativistas, trabalho, julgado por Euclides da Cunha, como o mais penoso que conhecera.

A conversa foi proveitosa! O Secretário é um construtor dessa nova ordem de progresso que está acontecendo no Acre.

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ARTIGO

ARTIGO | SANEAMENTO

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                                                      “Cave canem”

Cuidar de Saneamento no nosso Brasil, não é missão fácil. Há muitas variáveis: dimensões continentais, condições regionais desiguais entre Municípios e Estados – destacam-se entre as incógnitas mais relevantes. Inúmeros desafios para se entender ou dominar o tema.

Sendo comum se perder nos labirintos das estatísticas ou da titularidade dos poderes/responsabilidades inerentes ao encargo.

No Governo Militar foi instituído o PLANASA- Plano Nacional de Saneamento. Obrigação de investir em saneamento – foco na expansão do atendimento à distribuição de Água Potável e recolhimento e tratamento de esgotos sanitários ( doméstico, hospitalar e industrial) nas grandes e médias cidades.

Incumbências constitucionais (art. 241 da CF/88) da União, Estados, Distrito Federal e Municípios. Que deverão operar gestão associada entre estes mesmos entes federativos. Sempre visto mais uma titularidade dos Municípios (primo pobre) do que dos outros entes.

Disciplinando tal obrigação, há muitas leis, hoje, concentrada na lei n. 11.445/2007.

Entendido o Saneamento Básico como a Bolsa de Serviços de: abastecimento de água, esgotamento sanitário, drenagem, coleta e manejo de resíduos sólidos e água de chuva.

Hoje, tal regramento, reforçado com a lei n. 14.026/2020, o recém aprovado Marco do Saneamento – uma espécie de retorno ao velho e eficaz PLANASA.

Tudo tendo como objetivo a ambiciosa: universalização destes serviços. Tendo em vista a preservar ou alterar o Meio Ambiente, adequando-o ao uso humano e prevenindo doenças. Daí, melhorando a qualidade de vida das comunidades dentre outros benefícios.

Mas, no caso acreano – nosso interesse maior – vale um breve histórico.

Os serviços foram implantados em 1957, passando a autarquia em 1969, que virou Cia de Saneamento Estadual em 1971 – a SANACRE. Retorno ao Município em 1997, quando 2012 virou DEPASA – autarquia estadual – novamente….é isto!

A essencialidade destes serviços públicos nunca foi questionada. O problema sempre foi: a QUALIDADE e o CUSTO!… nesta ordem. Pois bons serviços não seriam considerados caros e teriam respostas imediatas na redução da mortalidade (infantil), valorização imobiliária, na educação, na despoluição de mananciais e manutenção de nascentes. Resultados importantes para nosso desenvolvimento.

Há tempos faz-se ranking do Saneamento no Brasil. Isto numa amostra das 100 maiores cidades/ municípios – dentre as quais está nossa Rio Branco. Tudo com estimativa populacional- base 2018. Dados também tomados do SNIS – Sistema Nacional de Informações do Saneamento (2018). Nesta avaliação a nossa RBR tem posição 84 (na rabeira). Porém na frente de Belém (95), Manaus (96), Porto Velho (98) e Macapá (99). À frente apenas, está a capital de Roraima – Boa Vista (38).

Nosso índice pior, na avaliação (do Instituto Trata Brasil, na sua Nota Total) – com as perdas de Água Tratada (distribuição) de 60,33% – que resultou na Nota Total de 3,71 (numa escala de 0 a 10). Outros índices também desaprovam os nossos serviços de saneamento básico, que esperamos ver melhorar com o evento do novo Marco do Saneamento.

Desafios que o amigo Prefeito Bocalom e sua Equipe Técnica se propõe a enfrentar e superar.

Uma monumental missão a universalização do Saneamento Básico (dez.2033).

A população de Rio Branco, certamente, vai agradecer!

Não dá para tratar tudo de uma só vez!… cansaria!… mas assunto importante, ao meu sentir!

Autor: Antônio Furtado

Engenheiro Civil e Sanitarista

Professor de Engenharia da UFAC

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