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ARTIGO | Beth Passos

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Dominguemos

Ah… mais um Domingo, e mais um dia de abrir a janela, sacudir a poeira da alma e deixá-la exposta ao sol ou à chuva, ao vento ou à calmaria, conforme o clima tempo. Após alguns momentos, aconselho recolher a alma restaurada para vesti-la como quem se prepara para uma grande festa.

Domingo é dia para comemorar. Celebrar a reposição de energias porque domingo não é o dia do descanso. É dia de movimento, de muito movimento interno.

Domingo é dia de responder cartas através do correio eletrônico, de mandar notícias, de dar recados nas redes sociais da internet.

Domingo é dia de almoço com a família. É burburinho de vozes entrelaçadas de adultos e crianças que se encontram para usufruir do simples prazer de estarem juntos.

Domingo é o dia do abraço. Daquele abraço gostoso que se consegue dar a si mesmo e que se estende em longos desdobramentos de ternura acumulada.

Domingo é dia de repensar, revisitar, redescobrir. Ah! Quantas sensações fantásticas nos invadem quando reavemos pedaços esquecidos, deixados para um depois que raramente acontece.

Domingo é dia de reler o livro que nunca saiu da mesa de cabeceira, de rever o filme que marcou presença, de ouvir de novo aquela mesma canção preferida.

Domingo é o dia de caminhar, “sem lenço e sem documento, nada no bolso ou nas mãos”. Caminhar bastante. O suficiente de que o corpo necessita para harmonizar os contratempos de uma semana cansativa com a esperança de uma semana seguinte mais tranquila.

Domingo é dia de dar tempo ao tempo porque “não há mal que sempre dure ou bem que nunca se acabe” e “nem de tanto madrugar tão cedo se levanta”. Tudo chega na hora certa, no instante exato, do jeito que não se espera.

Aliás, domingo é o dia de surpreender a vida com alegrias tiradas lá do fundo do baú, é dia de dar risadas em boa companhia. Principalmente, em nossa própria companhia. Quem consegue fazer companhia a si mesmo é capaz de ser companhia para outros.

Domingo é dia de escrever a crônica de um cotidiano pleno de cores, luzes e sombras, construções e desmoronamentos. É dia de levantar o astral da tropa, de animar, de colocar a alma na vitrine transparente sem máscaras ou disfarces numa coragem despretensiosa.

Domingo é o dia do encontro com quem, fielmente, me segue nessas linhas. E que, por incrível que pareça, desconheço quem sejas. Só sei que me acompanhas silenciosamente, buscando em cada palavra o eco do que sentes, do que pensas.

Por essas e por outras, o domingo é dia de dar as mãos, de esticar os braços e tocar na alma, de sussurrar consigo mesmo segredos e confissões.

Domingo é o dia de principiar, é o dia repleto de perspectivas que se refletem e se concretizam no correr dos outros dias da semana.

Que o nosso domingo se espalhe pela nossa semana com muita luz e sabedoria.

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ARTIGO | A Árvore

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Neste dia 21 de setembro – denominado Dia da Árvore (início da Primavera no hemisfério Sul) – me remete a saudosas e benfazejas lembranças.

Ex-aluno de Colégios Agrícolas (Colégio Agrícola do Amazonas- “PAREDÃO” – e o Agrícola de Jundiaí/RN-Macaíba) – neste dia se tinha grandes festejos. Todos destinados às Árvores. Plantava-se muitas e muitas árvores. Dando-se aos alunos a obrigação de cultivá-las.

Como amazônida – acreano de Feijó – e os meus conterrâneos somos acostumados com as árvores. Vivemos na Floresta. Embora, no nosso dia-a-dia, vejamos a MATA,  mais como problema do que solução.

Fomos acostumados que, para produzir, é necessário desmatar. Uma tradição ancestral. Hoje bem mudada, mas pouco esclarecida ao homem do campo; que somos, acima de tudo, grandes preservacionistas. Ninguém desmata por prazer ou lazer!… só faz “derrubadas” para produzir, sobreviver! Isto porque não nos chegou a informação de que “árvore em pé” dá dinheiro!… não sabendo do SEQUESTRO DE CARBONO (CO2). A vassoura do mundo. Limpeza que a fazem muito bem: o mar, a floresta e o solo. Todos a seu tempo, tendo as árvores como essenciais neste processo pela fotossíntese (retirada do carbono), absorvendo o dióxido de carbono (CO2) da atmosfera e armazenando o carbono (C) como amido, açúcares (carboidratos) e celulose no processo de desenvolvimento florestal.

E as árvores estão,… ali, de plantão!…para fazer este serviço ambiental da maior importância para o planeta.

É quase um mantra dizer: “ a Amazônia é o pulmão do mundo” (a produção de oxigênio (O2) pela floresta é equilibrada – consumo/produção), mas a FLORESTA é mesmo o RIM do mundo. Fazendo uma limpeza que todos aproveitam e quase ninguém reconhece ou fala!… usufruem e ficam quietos!

Assim agem as montadoras de carros, todas estrangeiras (não temos carros brasileiros), que poluem, degradando o ar e a FLORESTA, ali, limpando!…

Produtores da maior geração de GEE’s (gases de efeito estufa) e, sutilmente, estes macros poluidores colocam ou deixam colocar a culpa nas nossas “queimadas”, as dos produtores locais. Até num lixinho do quintal!

Temos que, de modo sereno, técnico e fundamentado, opor argumentação coerente e defesa para a remuneração deste Serviço Ambiental, que está aí, no 0800, desde sempre!

A árvore de pé, com olhos no SEQUESTRO DE CARBONO – é tão rentável quanto outras atividades econômicas tradicionais que degradam. Precisa-se esclarecer e implementar ações neste sentido.

Os Gestores que dominam o assunto e conhecem esta realidade, alguns sentados em cima da “MINA”, precisam descer de seus pedestais e disporem-se a contar aos legítimos interessados, os proprietários rurais, como proceder para entrar no negócio.

Vamos mudar!… as árvores continuarão em pé e o Mundo agradece!

Autor: Antônio Furtado

Professor Universitário

Mestrado em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente

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ARTIGO | O menino mineiro

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Um menino do interior de Bambui/MG – vendo a roça da Família sempre minguada, decidiu estudar Agronomia para melhorar as condições de vida na propriedade de seus pais.
Uma bênção de decisão!…Formou-se na Universidade de Lavras/MG – e voltou para casa. Sua intervenção na produção familiar foi tão exitosa que chamou a atenção da Comunidade e do Governo Federal.


Naquela época, o agora, Dr. Alysson Paulinelli, já bastante conhecido, virou Secretário de Agricultura/ MG e, logo em seguida, Ministro da Agricultura.


Um dos precursores e incansável estimulador da Embrapa, tirou o Cerrado Brasileiro da situação de pré-desertificação para transformá-lo em celeiro prodígio de produção de alimentos, que é hoje. Alimentando, segundo muitos estudos sérios, cerca de 1,0 a 1,5 bilhão de pessoas no mundo!…um feito memorável!


Cícero – grande tribuno romano – disse: “ A gratidão não é a maior das virtudes humanas, é sim, a mãe de todas as outras. Pois a ausência da gratidão desqualifica ou anuvia quaisquer das outras “… grande verdade!


Então façamos jus ao Menino Mineiro – hoje octogenário ( 85 anos) Dr. Alysson Paulinelli – agrônomo da melhor safra que, muito justamente, está indicado para Prêmio Nobel da Paz de 2021!… a Paz com o estômago, a Paz da Barriga Cheia.


Homem que com o seu trabalho, inteligência, perseverança e visão de futuro – ajudou na caminhada de matar a fome do Mundo.


Veja-se que com o evento da criação da Embrapa o Brasil saiu da condição de importador de alimentos para mega- exportador destes produtos!


O Agronegócio produziu 263,4 milhões de toneladas de grãos (soja, milho,feijão, arroz, café, etc…) safra/2020. Tudo em região com pré- diagnóstico de virar deserto- o Cerrado do Brasil.
A Embrapa – feito da Intervenção Militar/64 – criada em 1973 (Governo Medici) demonstra, a médio e longo prazos, a eficácia do Planejamento Estratégico Militar , casado com a inteligente e participação meritória civil.


Há de se fazer justiça a planejamentos deste naipe que fazem o Brasil prosperar.
Um legado que faz o país estar e continuar prosperando!…


Vitória da Agronomia do Brasil!


O mundo agradece!…

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Artigo Beth Passos | Crônica de domingo

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Crer é ser motivada (o) por uma crença, algo que apenas sentimos, não se pode provar materialmente. Motivação é importante, mas sem as condições materiais não leva a nada. Religião é quando organizamos a vida com base na crença. Por exemplo, o amor é uma crença, casamento por amor é religião.

Crer é bom, amar também, já organizar a vida com base em uma crença não vai trará bons resultados, porque motivação sem condições materiais não muda nada. Se as condições materiais de qualquer relação não forem favoráveis, o amor não resolverá.

Para a mulher quase nunca as condições materiais do casamento são favoráveis em razão da desigualdade de gênero. A mulher é responsável pelo objetivo principal do casamento, os serviços reprodutivos e sexuais e hoje ainda se espera dela que tenha uma posição no mercado de trabalho. Dificilmente o homem conseguirá recompensar tais serviços de forma justa, exemplo: quanto vale gerar um filho?

“Casar por amor”, é algo que favorece aos homens, não deve ser objetivo de uma mulher que pretende ter seu valor reconhecido. Ter filho por amor, sem as condições materiais necessárias, é religião. Aumenta a pobreza da mãe e obriga crianças a nascerem e viverem na miséria.

Meu conselho as mulheres é ame quem quiser, mas se não for um excelente negócio, não se case. Tenha filhos, se for do seu desejo, mas antes tenha as condições materiais necessárias para criá-los sozinha. Já que pai não é garantia de nada, especialmente pai pobre, e o Estado quase nunca a atende de fato e de direito. E lembre-se que casar e/ou ter filhos é um obstáculo na hora de entrar e se manter no mercado de trabalho. Creia, mas evite a religião, elas não são inventadas para favorecer mulheres.

O amor romântico é narcísico e ecolálico, parte de si e olha para o que é seu. Somente a partir da fissura narcísica e da sua análise é possível ouvir e saber quem está falando, o outro real ou o eco narcísico. Sem escuta, “já sei o que o outro vai dizer”, não há encontro real, apenas um que cola no outro como sombra ou espelho e se relaciona com o eco de si mesmo. Não é amargura, nem decepção é a realidade de quem aprendeu a observar.

Beth Passos

Jornalista

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