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ARTIGO | SANEAMENTO

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                                                      “Cave canem”

Cuidar de Saneamento no nosso Brasil, não é missão fácil. Há muitas variáveis: dimensões continentais, condições regionais desiguais entre Municípios e Estados – destacam-se entre as incógnitas mais relevantes. Inúmeros desafios para se entender ou dominar o tema.

Sendo comum se perder nos labirintos das estatísticas ou da titularidade dos poderes/responsabilidades inerentes ao encargo.

No Governo Militar foi instituído o PLANASA- Plano Nacional de Saneamento. Obrigação de investir em saneamento – foco na expansão do atendimento à distribuição de Água Potável e recolhimento e tratamento de esgotos sanitários ( doméstico, hospitalar e industrial) nas grandes e médias cidades.

Incumbências constitucionais (art. 241 da CF/88) da União, Estados, Distrito Federal e Municípios. Que deverão operar gestão associada entre estes mesmos entes federativos. Sempre visto mais uma titularidade dos Municípios (primo pobre) do que dos outros entes.

Disciplinando tal obrigação, há muitas leis, hoje, concentrada na lei n. 11.445/2007.

Entendido o Saneamento Básico como a Bolsa de Serviços de: abastecimento de água, esgotamento sanitário, drenagem, coleta e manejo de resíduos sólidos e água de chuva.

Hoje, tal regramento, reforçado com a lei n. 14.026/2020, o recém aprovado Marco do Saneamento – uma espécie de retorno ao velho e eficaz PLANASA.

Tudo tendo como objetivo a ambiciosa: universalização destes serviços. Tendo em vista a preservar ou alterar o Meio Ambiente, adequando-o ao uso humano e prevenindo doenças. Daí, melhorando a qualidade de vida das comunidades dentre outros benefícios.

Mas, no caso acreano – nosso interesse maior – vale um breve histórico.

Os serviços foram implantados em 1957, passando a autarquia em 1969, que virou Cia de Saneamento Estadual em 1971 – a SANACRE. Retorno ao Município em 1997, quando 2012 virou DEPASA – autarquia estadual – novamente….é isto!

A essencialidade destes serviços públicos nunca foi questionada. O problema sempre foi: a QUALIDADE e o CUSTO!… nesta ordem. Pois bons serviços não seriam considerados caros e teriam respostas imediatas na redução da mortalidade (infantil), valorização imobiliária, na educação, na despoluição de mananciais e manutenção de nascentes. Resultados importantes para nosso desenvolvimento.

Há tempos faz-se ranking do Saneamento no Brasil. Isto numa amostra das 100 maiores cidades/ municípios – dentre as quais está nossa Rio Branco. Tudo com estimativa populacional- base 2018. Dados também tomados do SNIS – Sistema Nacional de Informações do Saneamento (2018). Nesta avaliação a nossa RBR tem posição 84 (na rabeira). Porém na frente de Belém (95), Manaus (96), Porto Velho (98) e Macapá (99). À frente apenas, está a capital de Roraima – Boa Vista (38).

Nosso índice pior, na avaliação (do Instituto Trata Brasil, na sua Nota Total) – com as perdas de Água Tratada (distribuição) de 60,33% – que resultou na Nota Total de 3,71 (numa escala de 0 a 10). Outros índices também desaprovam os nossos serviços de saneamento básico, que esperamos ver melhorar com o evento do novo Marco do Saneamento.

Desafios que o amigo Prefeito Bocalom e sua Equipe Técnica se propõe a enfrentar e superar.

Uma monumental missão a universalização do Saneamento Básico (dez.2033).

A população de Rio Branco, certamente, vai agradecer!

Não dá para tratar tudo de uma só vez!… cansaria!… mas assunto importante, ao meu sentir!

Autor: Antônio Furtado

Engenheiro Civil e Sanitarista

Professor de Engenharia da UFAC

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Jornalista e apresentadora Beth Passos escreve sua ‘Crônica de domingo’

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Existem pessoas admiráveis andando em passos firmes nesse mundo. Grandes homens, grandes mulheres, pessoas exemplares que superam toda desesperança. Tenho a sorte de conhecer várias pessoas assim, de ter muitas dessas pessoas como amigos e amigas. Tento entender como conseguem levar a vida de forma tão superior à maioria, procuro saber onde está o mistério, tento ler seus gestos e aprendo muito com elas.

De tanto observar, consegui descobrir alguns pontos em comum entre todas essas pessoas e o que mais me impressiona é que são felizes. A felicidade, essa meta por vezes impossível, é parte dessas pessoas, está intrínseco. Vivem um dia após o outro desfrutando de uma alegria genuína, leve, discreta, plantada na alma como uma árvore de raízes que força nenhuma consegue arrancar.

Das pessoas felizes que conheço, nenhuma delas leva uma vida perfeita. Não são famosas, nenhuma é milionária e algumas até vivem com muito pouco. Nenhuma tem saúde impecável ou uma família sem problemas. Todas enfrentam e enfrentaram dissabores de várias ordens. Mas continuam discretamente felizes.

O primeiro hábito que todas elas têm em comum é a generosidade. Elas têm prazer em ajudar, dividir, doar. Ajudam com um sorriso imenso no rosto, com desejo verdadeiro e sentem-se bem o suficiente para nunca relembrar ou cobrar o que foi feito e jamais pedir algo em troca.

As pessoas felizes costumam oferecer ajuda antes que se peça. Ficam inquietas com a dor do outro, querem colaborar de alguma forma. São sensíveis e identificam as necessidades alheias mesmo antes de receber qualquer pedido. As pessoas felizes doam o próprio tempo, suas horas de vida, às vezes dividem o que têm, mesmo quando é muito pouco.

Eu também observo as pessoas infelizes e já observei que elas costumam ser egoístas. Negam qualquer pequeno favor e reagem com irritação ao mínimo pedido. Quando fazem um favor ou atendem a um pedido, não perdem a oportunidade de relembrar, quase cobram medalhas e passam recibo. Não gostam de ter a rotina perturbada por solicitações dos outros. Se fazem uma bondade qualquer, calculam o benefício próprio e seguem assim, cada vez mais infelizes.

O segundo hábito notável das pessoas felizes é a capacidade de explodir de alegria com o sucesso dos outros. As pessoas felizes vibram com o sorriso alheio e costumam dizer: estou tão contente como se fosse comigo. Talvez seja um segredo de felicidade, até porque as pessoas infelizes fazem o contrário. Tratam rapidamente de encontrar um defeito no júbilo do outro ou ignoram a boa nova que acabaram de ouvir. E seguem infelizes.

O terceiro hábito das pessoas felizes é aceitar o outro, com todas as suas imperfeições. Sabem ouvir sem julgar, opinar sem diminuir e sabem a hora de se calar. Sabem rir do jeito de ser de seus amigos. Sorrir é uma forma sublime de dizer: amo você e todas as suas pequenas loucuras.

Grata e emocionada, relembro o rosto dos homens e mulheres sublimes que passaram e que ainda estão na minha vida e entoo seus nomes com a devoção de quem reza. Ainda não sou uma das pessoas felizes, mas sigo tentando. Sigo buscando aprender com elas a acender a luz genuína e perene de alegria na alma. Sigamos as pessoas felizes, pois elas sabem o caminho… tente conviver com pessoas dispostas a se tornarem felizes com o que tem, onde quer que estejam e como sejam!!!!

Beth Passos

Jornalista

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ACRE

Acre: Uma Nova Ordem no Estado

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Por Valdir Perazzo

Ontem, dia 13 de outubro, fui recebido pelo Secretário de Estado de Produção e Agronegócio – SEPA, José Aristides Junqueira Franco Júnior (Nenén Junqueira), na sede da Secretaria, em Rio Branco.

A minha ida à Secretaria foi uma articulação feita pelo Senador Márcio Bittar, com quem eu já tinha trocado umas ideias sobre o agronegócio como estratégia de desenvolvimento do nosso Estado.

Fui muito bem recebido pelo ilustre Secretário, como por seus assessores que assistiram à conversa, de cunho absolutamente de interesse público. 

Com o Secretário falei do empenho que venho tendo, há alguns anos, no sentido da integração do Nordeste com o Acre.

Defendo a tese de um voo, saindo de Recife, agregando os passageiros do Nordeste, diretamente para o Acre.

O Acre seria uma nova rota dos nordestinos aos países da Comunidade Andina, especialmente para os que buscam fazer turismo histórico no Peru. No contra fluxo, os passageiros estrangeiros que fazem turismo no Peru, poderiam demandar as praias do Nordeste.

Falei também que, havendo esse voo, muitos nordestinos poderiam investir em agronegócio no Acre. Algo similar como fez Wanderley Dantas, atraindo investidores nos anos 70, no Sul do Brasil.

Desta feita, os nordestinos poderiam vir como investidores, e não mais como extrativistas, trabalho, julgado por Euclides da Cunha, como o mais penoso que conhecera.

A conversa foi proveitosa! O Secretário é um construtor dessa nova ordem de progresso que está acontecendo no Acre.

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Crônica de domingo | Beth Passos

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A vida é tão, mas TÃO! CHEIA DE ESCOLHAS, que eu fico boba que exista gente que sempre escolha a opção que dê mais raiva. Não sei se é masoquismo, não. Pode ser que tenha um componente químico nisso, um vício em algum tipo de hormônio que a raiva faça circular mais pelo corpo. Pode ser. Mas eu acho que tem mesmo é toda uma estética dominante por trás disso. Uma coisa cultural. Essa estética da indignação, que é usado tradicionalmente como sinônimo de honestidade. Uma concepção de que “quem passa raiva é o que está certo”, é a vítima. Mas, como eu NÃO SOU desse tipo de escolha, nunca fui e até fico pasma com ela, já parei por aqui. Senão, capaz dessa reflexão acabar me irritando também.

A vida é uma caixinha de surpresas, onde num ápice as peças mudam, as circunstâncias alteram-se e estamos de novo lutando.

Tantas vezes questionamos o porquê das provas. Por que eu? Por que agora? Porquê tanto? Todas questões sem resposta imediata. Inquietações que nos deixam em sobressalto. Fatos que nos deixam em suspense. E onde o incerto e a fragilidade parecem tomar conta.

Perante os medos, os receios, as incertezas. Felizmente existe uma sempre uma luz, uma esperança, um novo fôlego, que aponta para a pós tempestade, a pós luta, pós cinzas, pós tocar o fundo do poço, é quando vem a esperança.

A esperança de que vai passar. Que será breve e contamos com a compaixão dos que gostam de nós. 

A gente simplesmente é o que a gente é. Se as pessoas não gostarem de como a gente é, existirão outras pessoas para elas gostarem e outras para gostarem da gente.

Beth Passos

Jornalista

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