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CULTURA

Governo realiza exposição para celebrar aniversário do Estado

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Desembarque de animais de aeronave, década de 1940 (Acervo Digital: Dept° de Patrimônio Histórico e Cultural – FEM)

Ascom/FEM

O Governo do Estado do Acre, com curadoria da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM) realiza, de 15 a 27 de junho, uma exposição celebrando o aniversário de 59 anos da emancipação do estado. A abertura da exibição ocorrerá no Memorial dos Autonomistas a partir das 16h.

Intitulada “1936: A trajetória – um voo pela história da aviação no Acre”, ela exibe uma réplica da aeronave Caça F-39, de propriedade da Força Aérea Brasileira (FAB). O aeroplano estará localizado na Praça dos Seringueiros, entre o Memorial e o Palácio Rio Branco. A exposição também conta a história da aviação no estado e sua participação fundamental no desenvolvimento político-econômico.

Às 17h o Theatro Hélio Melo exibirá um documentário sobre o tema e curtas sobre a história do cinema acreano.

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CULTURA

Heloy de Castro é destaque de programa especial da Rádio Senado

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Por Wanglézio Braga / Foto: Reprodução

O cantor e compositor mineiro e radicado no Acre, Heloy de Castro, é destaque do programa “Som Brasilis” da Rádio Senado que exibiu hoje (23) um pouco da história do cantor que traz na sua bagagem quatro discos com temas em defesa da natureza acreana e amazônica, crítica social com relevância às pessoas e o romantismo.

O radiofônico apresentou a melodia “Caro Jhon”, sucesso de Heloy de Castro e João Veras. A música foi apresentada no Festival Acreano de Música Popular (Famp) em 1991, ganhou repercussão nacional por abordar a temática social e ecológica. 

O episódio do programa pode ser acessado no site do senado e tem assinatura da jornalista Marluce Ribeiro com produção de Carlos Andrade. O Som Brasilis apresenta artistas de cada estado da federação, semanalmente, às sextas-feiras e domingos, no decorrer da programação.

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CULTURA

Jornalista acreano lança novo livro “Akyryanas” sobre o universo do pensamento livre

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Isaac Melo

Neste Akiryanas, Pitter Lucena nos conduz aos múltiplos varadouros e meandros que, pouco a pouco, aos se desnudar, do tempo e das amarras sociais, nos revela o seu ser, em sua plenitude e beleza.

Akiryanas, fragmentos de um tempo vazio é um livro que dialoga com o passado, o presente e o futuro. Com o passado, ao evocar akiryanas, palavra que, segundo os estudiosos, advém da língua indígena Apurinã, qual seja, Uwa’kürü, Uákiry, Aquiry/Akiry e, finalmente, Acre. O autor, portanto, retorna à ancestralidade, ao passado mais profundo, ao paraíso violentado e perdido. Por sua vez, “fragmentos de um tempo vazio” aplica-se, perfeitamente, aos nossos dias, de crise, econômica e moral, de pandemia, de obscurantismo… O futuro, aqui, é o que se apresenta como esperança, como sonho, que é o que permite, de certa forma, o ser humano a se reinventar e a seguir em sua caminhada.

Pitter Lucena (sentado), autor de “Akiryanas”, na foto com o cartunista Braga

A poesia de Pitter Lucena, a meu ver, é marcadamente voltada para as questões existenciais, ontológicas, até. Que dizer, voltada para o âmago das coisas, a evocar constantemente terminologias, tais como tempo, ser, sentido, nada, nudez, vazio. Sobretudo, ser e tempo, que, imediatamente, mutatis mutandis, nos faz vir à mente o ser e o tempo heideggeriano e o ser e o nada sartriano. Mas, deixando de lado o diletantismo, senão vejamos.

A poesia é um ato de “inventar palavras”, de criar sentidos, de fundar realidades, “onde o mínimo, / É o máximo do que precisamos.” Por isso o poeta, paradoxalmente, escreve: “Com roupas / Minha nudez / saiu por aí”. A nos dizer que, mesmo vestidos, continuamos nus. Com que podemos vestir nossa alma, com que podemos disfarçar nossas misérias? A nudez, aqui, se apresenta como uma metáfora da condição humana.

O livro está disponível na Amazon:

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ACRE

No Instagram, DJ Alok mostra gravação de álbum com índios do Acre

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Por Wanglézio Braga / Foto: Reprodução

O DJ e produtor musical Alok Petrillo não esconde a admiração pelos povos indígenas e o carinho por alguns originários do Acre. Hoje (20) o artista internacional postou um álbum de fotos no Instagram mostrando seu trabalho gravado em junho deste ano em Tarauacá. Ele gravou um álbum inspirado nas raízes sonoras dos povos originários brasileiros com representantes das etnias Yawanawá e Huni Kui.

No álbum que já tem quase 150 mil curtidas em pouco mais de três horas, o DJ classificou que o trabalho feito no Acre é um o “mais importante da sua carreira”. “O projeto mais importante da minha carreira. Contando os dias pra compartilhar com vocês o álbum e o documentário”, legendou o produtor.

Além da sonorização de músicas com temáticas indígenas, o DJ também lançará um documentário que mostrará os bastidores do seu primeiro álbum. O produtor reservou 30 dias para o trabalho com os colaboradores indígenas.  O intuito do DJ é reverter a renda gerada com o álbum para os povos indígena. “É importante criar acesso à sabedoria da cultura indígena, e a música é um excelente canal. É importante corrigir erros históricos, possibilitar que novas gerações a valorizem”, explicou.

O DJ Alok e o Estado do Acre mantêm, há anos, boa relação. Em 2015, o artista esteve na tribo indígena Mutum onde participou do documentário chamado ‘Yawanawá – A força’, de 21 minutos. Neste ano, o artista iniciou uma campanha para ajudar a população do Acre que foi atingida pela enchente.   

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