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Ezio Gama: Petróleo e gás e a ascensão do Catar na disputa pelo mercado europeu

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A extensa guerra contra a Ucrânia afeta diretamente as TV relações comerciais de gás e petróleo no mundo. Haja a vista a Europa ainda ser dependente dessas commodities vindas da Rússia, além do fornecimento de energia.

A entidade ucraniana que faz a gestão do gasoduto em Kiev afirmou que os carregamentos russos através da central em uma área controlada por separatistas apoiados por Moscou serão cortados. Trata-se da primeira medida que pode afetar o fornecimento de gás natural russo, desde o início da invasão russa. Tal medida não deve ter impacto no mercado doméstico ucraniano, segundo afirmou o chefe da central de energia da Ucrânia.

Segundo autoridades de Kiev, a central recebe cerca de um terço do gás russo que passa pela Ucrânia em direção à Europa Ocidental.

Como resultado, isso abriu espaço (até antes de estourar a guerra) para, tanto os Estados Unidos, quanto países árabes, aproveitar a oportunidade para negociar suas commodities com a Europa.

Enquanto a guerra se prolonga, quem está de olho nesse imenso e urgente mercado europeu são os Estados Unidos, Austrália, a Arábia Saudita e o Catar. Ocidente e Oriente disputam agora uma corrida econômica como principal fornecedor para a Europa.

A União Europeia, com seus 27 Estados-membro, acelera para sair das dependências russa, principalmente a Alemanha, que consome 55% do gás consumido vem da Rússia. O inverno está se aproximando e começa a preocupar a Europa, pois o gás se torna cada vez mais necessário.

É nesse cenário de urgência e ainda dependência que o Catar leva certa vantagem na mesa de negociações. O plano do Catar para aumentar suas exportações de GNL (Gás Natural Liquefeito) em 64% até 2027 foi anunciado em 2019. Com a guerra na Ucrânia, o país aproveita para anunciar que já havia feito volumosos investimentos para aumentar a produção de gás e a infraestrutura.

Um país pequeno, com menos de 3 milhões de habitantes, porém rico em reservas naturais e finanças, tende a se enriquecer mais ainda nesse cenário. Atualmente, a China é o maior importador de GNL do Catar. Agora, abre-se as possibilidades de grandes e vultuosos contratos com a Europa.

Muitas mudanças e surpresas temos visto no mundo, tanto em termos de economia, geopolítica, de saúde e agora militar. Eu poderia me arriscar a dizer que seria uma “pangeia” geopolítica e econômica mundial se ajustando a novos cenários. Muitas águas ainda rolarão. Quem viver verá!

*Ezio Gama é acreano, sociólogo e comentarista de geopolítica internacional

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O caminho para fortalecer a família: venha fazer parte dessa grande família de Deus

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Sou família

A chave para fortalecermos nossa família é termos o Espírito de Deus presente em nosso lar. Nossa meta em família deve ser a de estarmos no caminho estreito e apertado.

Há infinitas coisas que podem ser feitas entre as paredes de nosso lar para fortalecer a família. Quero mencionar algumas idéias que poderão ajudá-los a identificar os pontos que precisam ser fortalecidos em nossa própria família. Falarei deles a título de incentivo sabendo que não há duas famílias iguais e que cada pessoa da família é única.

Façamos de nosso lar um lugar seguro onde cada um dos membros da família sinta-se amado e aceito. É preciso considerar que cada filho tem dons e habilidades diferentes; cada um deles exige amor e carinho especial.

 “Se você alterar a voz com ira, o Espírito deixará seu lar”. Nós não devemos nunca, com raiva, trancar a porta da casa ou do coração para nossos filhos. Assim como o filho pródigo, nossos filhos precisam saber que quando caírem em si, poderão vir a nós em busca de amor e conselho.

Dediquemos tempo a nossos filhos e deixemos que eles escolham as atividades e assuntos sobre os quais queiram falar. Devemos evitar interrupções.

Estimulemos nossos filhos a terem um comportamento religioso: fazer oração pessoal, estudar as escrituras e jejuar por necessidades específicas. Meça o crescimento espiritual deles observando seu comportamento, linguajar e atitudes em relação aos outros.

Oremos com nossos filhos diariamente.

Leiamos as escrituras juntos. Lembro-me de minha mãe e meu pai lendo as escrituras em quando nós, os filhos, sentávamo-nos no chão e ouvíamos. Às vezes, eles perguntavam: “O que essa escritura significa para vocês?” ou “o que sentem a respeito?” Então, eles ouviam as respostas que formulávamos com nossas próprias palavras.

Leiamos, nas revistas da Igreja, as palavras dos profetas vivos e outros artigos inspiradores dedicados às crianças, jovens e adultos.

Podemos encher nossa casa com o som de boa música cantando juntos um hino do hinário ou de Músicas para Crianças.

Façamos noites familiares todas as semanas. Como pais, às vezes, sentimo-nos inibidos de ensinar e testificar aos nossos próprios filhos. Isso já aconteceu comigo. Nossos filhos precisam que lhes falemos de nossos sentimentos espirituais, que os ensinemos e lhes prestemos testemunho.

Reunamos a família em conselho para discutirmos nossos planos e preocupações. Alguns dos conselhos de família mais eficazes são realizados individualmente com cada familiar. Ajudemos os filhos a perceber que suas opiniões são importantes.

Demonstremos nosso apoio aos líderes da Igreja Para faze parti do ministério sou Família

Façamos refeições juntos sempre que possível e aproveitemos a ocasião para termos conversas proveitosas.

Procuremos realizar tarefas em conjunto com a família, mesmo que seja mais rápido e mais fácil fazê-las sozinhos. Conversemos com nossos filhos à medida que trabalhamos juntos. Todo sábado, eu tinha a oportunidade de fazer isso com meu pai.

Ajudemos nossos filhos a aprender como desenvolver boas amizades e façamos com que seus amigos se sintam à vontade em nossa casa. Procuremos conhecer os pais deles.

Ensinemos nossos filhos pelo exemplo a administrar bem o tempo e os recursos. Ajudemo-los a aprender a autossuficiência e a ver a importância da preparação para o futuro.

Ensinemos aos filhos a história de nossos antepassados e de nossa família.

Escute a história da sua família porque sua essência tem tudo a ver com sua família.

Pr.ALEX CARVALHO

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ARTIGO | Israel sob ataque do Hamas e ameaças da Rússia

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Por Ezio Gama

Que Israel como nação tem poucos amigos, isso a história claramente nos mostra. Agora, que tem muitos inimigos, isso nem precisaria relatar. Basta olhar primeiro para a região onde está localizado, depois, para seus vizinhos.

Considerada a maior democracia no Oriente Médio, Israel vive em constantes conflitos e ataques. Em todo o período de suas festas, desde maço/abril de 2022, Israel vem sofrendo ataques. A organização terrorista Hamas, que defende a Faixa de Gaza, atacou novamente, agora com um foguete. Israel respondeu interceptando o foguete e atacando vários alvos terroristas e bases na Palestina.

Somado a isso, a Rússia resolve preparar uma resolução da ONU condenando Israel por ataque ao Aeroporto de Damasco. Isso aconteceu em junho de 2022. Após um ataque da Síria na fronteira de Israel, o exército israelense atacou bases terroristas e afetou a operação russa no país.

Durante a guerra da Rússia contra a Ucrânia, Vladimir Putin recebeu a visita do Primeiro-Ministro Naftali Bennett e Israel ficou cotado como um dos possíveis mediadores do conflito. Não se concretizou. Agora, Israel sofre ameaças russas por contra-atacar a Síria e bases do Hezbollah na região.

Outro fator importante é evitar confrontos diretos com a Rússia. Há muitos ucranianos de ascendência judaica na Ucrânia, assim como, tanto ucranianos, quanto russos em Israel, que são também eleitores.

Israel operou fortemente na Síria nos últimos anos contra as milícias apoiadas pelo Irã, incluindo o Hezbollah e com certo apoio da Rússia. No entanto, precisa fazer um grande exercício de equilíbrio nas relações com a Rússia, tanto em relação à Síria, quanto em relação à Ucrânia.

Contudo, Bennett tem a tarefa de manter a aliança com seu maior parceiro e aliado, os Estados Unidos, que desde sua criação em 1948 recebe de Washington um extenso apoio financeiro, que perdura até hoje.

Israel criticou a invasão da Ucrânia pela Rússia, embora d­e maneira tímida, não como o fizeram outros países. O grande desafio de Israel agora é se irá se manter mais cauteloso ou mais contundente em relação à Rússia diante da extensão da guerra na Ucrânia.

Agora, só não está ainda declarada uma oposição frontal russa contra Israel. É questão de tempo. Uma guerra de cada vez.

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ARTIGO | Valdir Perazzo: ‘O Cristão pode e deve fazer Política’

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Eu fiz questão de aguardar a chegada do Pastor e deputado federal Marcos Feliciano à Rádio e TV Boas Novas ontem. Veio representar o Presidente Jair Bolsonaro na “Marcha para Jesus”. Tenho admiração pela atuação parlamentar do Pastor e Político de São Paulo.

Assisti sua entrevista ao jornalista Edvaldo Souza dada à Rádio e TV Boas Novas.  Uma das inúmeras que deu em sua breve passagem por Rio Branco, para motivar os participantes da Marcha para Jesus. Diga-se de passagem, que foi um sucesso!

Sigo o ilustre parlamentar nas redes sociais. Na breve conversa que mantivemos, revelou-me que se tornou um discípulo do saudoso filósofo Olavo de Carvalho. Por sua vez, eu disse-lhe que já havia lido várias obras do professor. Mostrou-me uma fotografia quando o visitou nos Estados Unidos.

Marcos Feliciano estava saindo da Rádio e TV Boas Novas para dar uma entrevista na TV Cultura, ao programa X-da Questão, apresentado pelo ex-deputado federal Dr. José Aleksandro da Silva. Pedi que atendesse o jovem jornalista Ronan Matos, do site conservador “Diário do Acre”, que acabava de chegar. Prontamente aceitou e me atendeu!

O jornalista fez uma única pergunta ao ilustre visitante, pelo que, mesmo à distância, percebi. Perguntou se dava para misturar política e religião. Creio que a pergunta foi motivada por questionamentos que surgiram nas redes sociais, em que se fazem censuras aos políticos que estão prestigiando a Marcha para Jesus.

Aproximei-me já quando Marcos Feliciano estava concluindo sua resposta. Mas, pelo que pude ouvir, relatou que no início do seu ministério como Pastor, defendia a tese – equivocada e que ele mesmo admitiu – de que religião e política não se misturavam. Era a visão de seu pai.

Mudou e se tornou um grande parlamentar. Hoje se apresenta como um político liberal conservador, importantíssimo na base de sustentação de Jair Bolsonaro, cujo governo vem obtendo sucessivas vitórias no campo econômico, político, social e dos costumes. Uma referência internacional!

Acho que Marcos Feliciano tem completa razão! Política e Religião (registro as duas palavras com P maiúsculo), são complementares. Não se excluem.

Podem observar. Os que afetam convicção de que política e religião se excluem, são todos adversários de Jair Bolsonaro. Alegam que política e religião são excludentes, porque os evangélicos perceberam que, não se pode ser cristão e defender as pautas da esquerda.

Os evangélicos acordaram! O grande inimigo do marxismo não é o capitalismo; e sim o Cristianismo. Claro que essa compreensão, para uma liderança do porte de um Pastor da estatura de Marcos Feliciano, é cristalina. Líder como Marcos Feliciano, exerce um papel civilizador. Não interessa aos progressistas que os evangélicos sejam iluminados por verdades eternas.

Os que acham que política e religião são excludentes (afetando convicção), dizem que o Estado é laico. Portanto, não se pode misturar política e religião. Errado! O Estado pode ser laico, mas o homem não deixa em casa sua cosmovisão quando passa a integrar um parlamento, como político.

Na Ética a Nicômaco aprendemos como fazer o bem pela prática das virtudes. Fazer o bem de forma individual. Na “Política” de Aristóteles, aprendemos a fazer o bem de forma coletiva, como cidadãos da Pólis.

Em a “Política”, o filósofo grego investiga a forma de governo e as instituições que seriam capazes de promover a felicidade humana.  Portanto, Ética e Política se complementam.

Não existe outra ética, senão a Cristã. Logo, Cristianismo e Política são ideias complementares. Não se excluem.

Já faz duas ou três semanas que vejo nas redes sociais Eduardo Moreira anunciando uma live com Leonardo Boff. Apresenta-o como o maior teólogo Católico do mundo. Pois bem, Leonardo Boff, ao longo dos últimos 50 (cinquenta) anos, escreveu centenas de livros defendo a Teologia da Libertação.

O modelo de sociedade defendido pela Teologia da Libertação é o modelo socialista. Eis o que diz Boff no seu livro “Igreja, Carisma e Poder”, 3ª edição., de 1981, página 192: “O capitalismo como sistema de convivência dissimétrica se apresenta como um empecilho à universalidade da Igreja na medida em que ele realiza somente os interesses de uma classe. Uma sociedade democrática e socialista ofereceria melhores condições…”.

Nessa e em inúmeras passagens do referido livro de Leonardo Boff, o maior teólogo Católico do mundo, segundo Eduardo Moreira, condena o capitalismo e defende o socialismo como modelo ideal para o Brasil e América Latina.

O acima referido “teólogo”, ao defender o socialismo como modelo superior ao capitalismo está fazendo política. Faz 50 anos que faz isso. Suas ideias tiveram consequências. Muitas consequências.

Leonardo Boff não só defende no livro referido a mudança da sociedade brasileira para o socialismo, mas, defende mesmo que o cristão se torne um militante político. Boff acha que o Católico se santifica pela militância política. Disse: “Entretanto, nas comunidades de base criou-se a situação para um outro tipo de santidade, aquela do militante”.

Essa Teologia da Libertação, diga-se de passagem, reprovada pelo Magistério da Igreja Católica, existe desde 1968. Há mais de meio século. Teve importância decisiva na vida política do país, afinal, ideias têm consequências.

Em um vídeo que circula na internet, Lula da Silva diz que, na Polônia, Lech Walesa, apoiado pelos católicos conservadores, se elegeu presidente daquele país. E ele (Lula), apoiado pela Teologia da Libertação se elegeu presidente do Brasil. Essa teologia teria sido decisiva para sua chegada ao poder.

As comunidades eclesiais de base foram fundamentais. 

Nunca ouvi os que hoje se opõem que os cristãos evangélicos façam política, tenham feito qualquer oposição aos militantes da teologia da libertação em favor de candidatos progressistas, em passado bem recente. Ao contrário! Aplaudiam.

Ao fim e ao cabo, os evangélicos, ao fazerem política, se colocam como atalaias contra o aborto, contra ideologia de gênero, contra doutrinação nas escolas, a favor da liberdade de expressão, em defesa de que os homens de bem se armem contra o banditismo etc.

Enfim, os evangélicos cristãos hoje saem às ruas para defenderem aquilo que a esquerda progressista tenta destruir, como base do Cristianismo, ou seja, a Família e os valores judaico-cristãos, especialmente o direito de propriedade, fundamento da Civilização Ocidental.

Enfim, querem destruir o Direito Romano, a Filosofia Grega, e os valores judaico-cristãos. Isso é o querem os que afetam a defesa do Estado laico, se opondo que os cristãos evangélicos façam política.

Meus parabéns aos Cristãos Evangélicos e Católicos que participaram da Marcha Para Jesus! Meus parabéns aos líderes que organizaram o importante e civilizador evento religioso (Político).

E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”.

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