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“Ele nos ensinou o caminho para buscar Jesus”, diz líder do centro mais antigo do Daime nos 50 anos da morte do mestre Irineu Serra

Reginaldo Ferreira herdou o Centro de Luz Raimundo Ferreira

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O professor e contador Reginaldo Ferreira, líder do Centro Luz do Firmamento Raimundo Ferreira, localizado na estrada do Barro Vermelho, lembrou esta manhã de terça-feira, 6, dos 50 anos da morte do fundador da doutrina do Santo Daime, Irineu Serra, por meio das redes sociais. Ao AcreNews, Reginaldo disse que toda homenagem aos 50 anos da morte do fundador da doutrina será pouca pela importância dele no mundo da atualidade. Reginaldo é herdeiro do centro de Luz mais antigo, o primeiro autorizado pelo próprio Irineu, pouco antes de sua morte. “O mestre nos ensinou a busca do caminho de Jesus Cristo, e por onde andou com seus profetas”, diz Reginaldo.

Mestre Irineu com seguidores, pouco tempo antes de sua morte

Os 50 anos da morte de Irineu Serra são lembrados em boa parte do mundo, mas o centro da doutrina, onde esta foi fundada, é a capital do Acre, numa região alta que leva o nome do próprio fundador. Mas a satisfação das lideranças do Centro de Luz Raimundo Ferreira, segundo Reginaldo, é que esse foi o primeiro centro liberado pelo mestre, fora de seus domínios, em 1970, o Alto Santo. “Ele liberou meu avô, o Raimundo Loredo, para tomar o santo daime em casa e a casa do vovô virou um centro, graças a Deus”, conta Reginaldo, que depois da morte de Raimundo Loredo se tornou o chefe do centro no Barro Vermelho.

Hoje é um dia especial, segundo Reginaldo, pois lembra uma data que será recordada por longos anos. “É uma honra homenagear o Mestre nos 50 anos de sua morte. Ele é nosso líder espiritual e fundador da doutrina. Raimundo Irineu vem firmando e consolidando os princípios e ensinado por gerações”, diz Reginaldo.

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UDV: há 60 anos um marco de progresso e equilíbrio para a humanidade

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Há exatos 60 anos, no dia 22 de julho de 1961, em meio à Floresta Amazônica, na fronteira entre dois países, o Brasil e a Bolívia, se originou a União do Vegetal, sendo o resultado do pensamento de um seringueiro, denominado José Gabriel da Costa, que tinha como um de seus objetivos auxiliar o desenvolvimento espiritual de seus discípulos por meio do uso do Chá Hoasca, feito de duas plantas amazônicas: o cipó Mariri e as folhas de Chacrona.

Na continuidade dos trabalhos, José Gabriel da Costa, conhecido como Mestre Gabriel, desenvolveu atividades religiosas distribuindo este chá, inicialmente para sua família: a esposa Raimunda Ferreira da Costa (Mestre Pequenina) e seus filhos; bem como para alguns seringueiros e, posteriormente, para outras pessoas na cidade de Porto Velho (RO), onde foi residir com a família, em 1965. No ano de 1971, a UDV se organiza no Centro Espírita Beneficente União do Vegetal.

Tendo como símbolo, em seu sacramento, a Luz, a Paz e o Amor, a União do Vegetal é uma religião com fundamento cristão e crença na reencarnação, contando, atualmente, com mais de 22 mil associados, existente em 11 países. Desenvolve também trabalhos de apoio à sociedade por meio de diversos Departamentos alocados em sua Diretoria Geral, que trata do aspecto material do Centro. Apoia ainda a preservação do meio ambiente por intermédio da Associação Novo Encanto de Desenvolvimento Ecológico, entidade parceira da UDV.

A União do Vegetal vem, ao longo dos anos, sendo reconhecida pelas autoridades, portando o título de utilidade pública federal pelos serviços de beneficência prestados à sociedade em geral, numa demonstração clara de que os ensinos de Mestre Gabriel auxiliam os seus discípulos a se conduzirem no caminho do bem.

Ao inteirar 60 anos, a União do Vegetal traz em sua trajetória a presença deste Guia Espiritual, Mestre Gabriel, dos Mestres da Origem desta Sagrada Obra e de todas as pessoas que trabalham para que a UDV continue sendo um marco de progresso e equilíbrio para a humanidade.

Por udv.org

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Cantor Jota Neto e preletor Carvalho Júnior confirmam presença em Vigilhão dia 31

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O pastor Mayco Gomes anunciou hoje pelas redes sociais que o cantor Jota Neto e o preletor Carvalho Júnior confirmaram presença no Vigilhão Reconstruindo Vidas, o primeiro de 2021.

O evento acontecerá no Centro de Recuperação Reconstruindo Vidas, na estrada do Irineu Serra, dia 31 de julho, a partir das 21h.

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Cardeal Müller critica diferença no tratamento da missa tradicional e caminho sinodal alemão

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ACI Digital / Foto: Daniel Ibañez / CNA

O cardeal Gerhard Ludwig Müller, ex-prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, vê “desproporção” entre “o severo disciplinamento da minoria que utiliza o rito pré-conciliar” efetuado pelo motu proprio Traditionis custodes e “a resposta relativamente modesta aos ataques massivos à unidade da igreja” realizados por membros do caminho sinodal alemão. Em artigo publicado na segunda-feira, 19, no site inglês The Catholic Thing, sobre as restrições à missa tradicional em latim ordenadas pelo papa na sexta-feira 16 de julho, Müller desse que “em vez de apreciar o cheiro das ovelhas, o pastor aqui as golpeia forte com seu cajado”.

“Sem a menor empatia”, diz o cardeal, o papa “ignora os sentimentos religiosos dos participantes, muitas vezes jovens, de missas celebradas segundo o Missal de João XXIII”.

Müller diz que “em sua “Carta aos Bispos de todo o mundo”, que acompanha o motu proprio, o papa Francisco realmente “tentou explicar os motivos que o levaram, como portador da autoridade suprema da Igreja, a limitar a liturgia na forma extraordinária”. Entretanto, “além da apresentação de suas reações subjetivas, uma argumentação teológica estrita e logicamente compreensível também teria sido apropriada”. Segundo Müller, “a autoridade papal não consiste em exigir superficialmente dos fiéis a mera obediência, isto é, uma submissão formal da vontade, mas, muito mais essencialmente, em permitir que os fiéis também sejam convencidos”.

O cardeal, que foi bispo de Ratisbona antes de ser chamado por Bento XVI para servir na cúria romana em 2012, enfatizou que o papa deve ser “totalmente apoiado” em sua preocupação por evitar “resistência à autoridade do Vaticano II”. “O papa insiste com razão no reconhecimento incondicional do Vaticano II”, diz Müller. Ninguém pode se chamar católico e querer voltar para o tempo anterior ao Vaticano II (ou qualquer outro concílio reconhecido pelo Igreja) dizendo que aqueles foram os tempos da ‘verdadeira’ Igreja”, acrescentou. 

Entretanto, o cardeal destaca que vários “ensinamentos do Vaticano II” estão sendo negados “de maneira herética” por “uma maioria de bispos alemães”. Segundo Müller, “apesar de todo o aparente entusiasmo que expressam pelo papa Francisco”, os bispos que lideram do Caminho Sinodal “negam categoricamente a autoridade conferida a ele por Cristo como o sucessor de Pedro”.

O bispo menciona o fato de que alguns bispos alemães rejeitaram abertamente um documento publicado em março deste ano pela Congregação para a Doutrina da Fé, negando a possibilidade de a Igreja abençoar as uniões homossexuais, uma proposta feita por membros do Caminho Sinodal Alemão desde seu início em 2019.

“O documento da Congregação para a Doutrina da Fé (CDF) sobre a impossibilidade de legitimar atos sexuais e extraconjugais entre pessoas do mesmo sexo por meio de uma bênção foi ridicularizado por bispos, padres e teólogos alemães (e não apenas alemães) como meramente a opinião de funcionários subqualificados da cúria”. Para o cardeal, isso é “uma ameaça à unidade da Igreja na fé revelada” comparável ao “cisma protestante no século XVI”.

“Também parece simplesmente injusto abolir as celebrações do “antigo” rito só porque atrai algumas pessoas problemáticas: abusus non tollit usum (o abuso não tira o uso)”, continua o bispo.

Segundo Dom Ludwig Müller, “um pouco mais de conhecimento da dogmática católica e da história da liturgia poderia neutralizar a formação infeliz de partidos adversários e também salvar os bispos da tentação de agir de maneira autoritária, sem amor e mesquinha contra os partidários da “velha” Missa”.

O cardeal disse esperar que as Congregações para os Religiosos e para o Culto Divino, com sua nova autoridade, “não se embriaguem pelo poder e comecem a pensar que devem travar uma campanha de destruição contra as comunidades que utilizam o rito antigo”.

“Se Traditionis custodes está ao serviço da unidade da Igreja, isso só pode significar uma unidade na fé, que nos permite chegar ao conhecimento perfeito do Filho de Deus, ou seja, uma unidade na verdade e no amor”, conclui o cardeal.

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