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POLÍCIA

Justiça Federal do Acre nega prisão domiciliar para boliviano extraditado para o Brasil

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UOL / Foto: Reprodução

A Justiça Federal do Acre indeferiu todos os pedidos de prisão domiciliar para o boliviano Jesus Einar Lima Lobo Dorado, 54, o Dom Pulo, extraditado para o Brasil no mês passado e acusado de introduzir ao menos 500 kg de cocaína em território nacional no ano de 2014.

Segundo a Polícia Federal, Dom Pulo era o líder da associação criminosa Clã Lima Lobo, estabelecida no departamento de Beni, na Bolívia, e comandava a logística do transporte aéreo de grandes quantidades de drogas da Colômbia, Peru e Bolívia para o Brasil.

Criado nos anos 1990, o Clã Lima Lobo era dirigido pelo avô, depois pelo pai e também por quatro irmãos de Dom Pulo. Agentes federais brasileiros sustentam que a organização criminosa é herdeira do cartel de Medellín, do narcotraficante colombiano Pablo Escobar, morto em dezembro de 1993.

A defesa de Dom Pulo nega o envolvimento dele com o narcotráfico e alega que ele é réu primário, não tem sentença final condenatória, sofre de várias doenças, já testou positivo para covid-19 e necessita urgentemente de tratamento médico hospitalar.

Dom Pulo está preso na Penitenciária Masculina de Gameleira, em Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Ele teve a prisão preventiva decretada pela Justiça Federal do Acre em 12 de dezembro de 2017 e acabou preso em 26 de setembro de 2019 na região de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia.

Extradição

A Polícia Federal afirma que Dom Pulo tem uma frota de aeronaves. Ele é acusado de ter transportado 326 kg de cocaína de San Joaquin, na Bolívia, para uma fazenda em Poxoréu, em Mato Grosso, em 22 de junho de 2014. A droga foi apreendida, mas o boliviano não foi preso.

No mesmo ano, Dom Pulo foi acusado de ter introduzido ao menos 200 kg de cocaína na cidade de Porto Walter, município na região oeste do Acre. O entorpecente também foi apreendido. As investigações da PF apontaram que a aeronave usada no crime foi pilotada pelo filho do boliviano.

Justamente por causa dessas duas acusações de tráfico internacional em território brasileiro, Dom Pulo foi extraditado para Corumbá pelas autoridades bolivianas. Dias depois, ele acabou transferido para o presídio de Campo Grande.

Ao ser capturado na Bolívia, Dom Pulo foi levado para a Penitenciária de Palmasola, em Santa Cruz de La Sierra. No presídio, ele sofreu um infarto e foi levado para uma clínica médica, onde ficou sob escolta. Porém, teve mais dois ataques cardíacos.

Lágrimas

Por causa da doença grave, a Justiça boliviana o autorizou a cumprir prisão domiciliar. Dom Pulo ficou um ano e oito meses em casa, até ser extraditado para o Brasil no dia 7 de maio deste ano.

Dom Pulo pesa 170 kg. Laudos médicos aos quais o UOL teve acesso atestam que ele é portador de diabetes, pressão arterial alta, insuficiência cardíaca, obesidade mórbida e, também sofre de claustrofobia. No ano passado, o prisioneiro testou positivo para Covid-19.

Defensores do preso afirmaram ao UOL que Dom Pulo corre sério risco de morrer na prisão. Segundo os advogados, a Justiça brasileira não respeitou a decisão da Justiça boliviana, que autorizou o acusado a ficar em prisão domiciliar por causa das doenças.

Os advogados alegam ainda que Dom Pulo foi apresentado inusitadamente na fronteira do Brasil e que as autoridades brasileiras não obedeceram os canais internacionais de cooperação jurídica para cumprimento de prisão preventiva e desrespeitaram a Suprema Corte Boliviana, que determinou a permanência do acusado em prisão domiciliar.

Na terça-feira (22), durante quatro horas, Dom Pulo participou de uma audiência judicial virtual em uma sala na Penitenciária da Gameleira. Foram ouvidas as testemunhas de defesa no processo sobre tráfico internacional de drogas. Segundo advogados, o réu foi interrogado e chorou muito.

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POLÍCIA

Mulher tem prisão decretada por homofobia e injúria racial contra o delegado de Feijó

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Ao final da tarde da última quarta-feira, 29, a Polícia Civil em Feijó prendeu em flagrante M.A.S.C, de 22 anos de idade, pelo crime de homofobia, consubstanciado em injúria racial, praticado contra o delegado de Feijó, Railson Ferreira.

O crime ocorreu nas dependências da delegacia de polícia, logo depois que uma equipe da policial havia cumprido mandado de prisão contra o cunhado de M.A.S.C. pelo crime de tráfico de drogas.

De acordo com os autos do inquérito policial, durante o cumprimento do mandado de prisão do cunhado da flagranteada M.A.S.C, esta já praticou vários crimes contra os policiais civis, por meio de desacato, injúria e ameaça.

Em dado momento M.E.S.C, de 25 anos de idade, irmã da presa, passou a agredir fisicamente um agente de polícia civil, enquanto M.A.S.C. passou a ofender o delegado Railson, chamando-o de gay, entre outros adjetivos pejorativos, momento em que foi dado voz de prisão para M.A.S.C..

Nesta quinta-feira, 30, M.A.S.C. foi levada ao Poder Judiciário para audiência de custódia e sua prisão foi mantida pela Juíza de Direito da comarca de Feijó. A presa será encaminhada à penitenciária na data de amanhã.

“A Polícia Civil entende que os crimes de homofobia devem ser apurados e punidos com rigor”, pontuou Railson Ferreira.

[Ascom/PCAC]

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Valdecir Nicácio é liberado em audiência de custódia após ser acusado de importunação sexual

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O ex-ouvidor dos Direitos Humanos, Valdecir Nicácio de Lima, indiciado pelo crime de importunação sexual, foi liberado durante audiência de custódia na Vara de Plantão no Fórum Criminal, mas Nicácio, que foi Ouvidor-Geral da Secretária de Segurança Pública do Acre na gestão do PT, terá que manter afastamento da vítima e de seus familiares.

Valdecir Nicácio foi preso em flagrante na tarde de terça-feira, 28, dentro de uma operadora de telefonia da cidade. De acordo com testemunhas, ele, que esperava atendimento na empresa, teria tocando diversas vezes nas nádegas da vítima, que estava acompanhada da mãe. Ao ser questionado pela mulher, o advogado teria oferecido seu colo para a jovem sentar.

A Polícia Militar foi acionada e conduzido as partes à Delegacia de Flagrantes. Na Defla, Valdecir foi indiciado pelo crime de importunação sexual em flagrante, mas no dia seguinte foi liberado em audiência de custódia.

Esta não é a primeira vez que Nicácio se envolve em polemicas. Em 2018, quando foi candidato a Deputado Estadual, Nicácio teve áudios vazados em que falava de dinheiro, votos e ironizava que o número 12.171 não teria sido escolhido por acaso.

O artigo 171 do código penal brasileiro, disponibiliza sobre obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento, com pena de reclusão de um a cinco anos e multa.

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Polícia Civil investiga envolvido na morte de Dorothy Stang por ameaçar colonos em Sena Madureira

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O inquérito para investigar Amair Feijoli da Cunha (foto) foi instaurado por meio de portaria pela Polícia Civil de Sena Madureira. No início da semana a propriedade dele foi alvo de uma operação policial. O mandado de busca e apreensão foi cumprido por agentes da Delegacia de Sena Madureira e de Investigadores da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE).

Além de Amair, o filho dele, Patrick Coutinho, também era alvo da ação. Pai e filho não foram encontrados, mas os agentes apreenderam três armas de fogo, munições de uma escopeta calibre 12 de repetição e até um colete balístico.

Quatro funcionários da fazenda foram detidos e encaminhados à Delegacia da cidade. Um deles é natural do Pará e o outro do Maranhão. Os quatro trabalhadores prestaram depoimento e foram liberados.

Amair e o filho passaram a ser investigados por ameaçar moradores da região. De acordo com o delegado Marcus Frank, no local estaria ocorrendo conflitos agrários, ameaças de grileiros e até uma tentativa de homicídio é investigada.

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