Connect with us

Política & Economia

Outro 25 de março entra pra história é tema do artigo de desta quarta-feira, 26, do artículista Valterlucio Campelo

Publicado

em

Este dia 25 de março de 2025 será marcado na história como aquele em que juízes que não poderiam julgar iniciaram a condenação de quem não cometeu crimes. Algo que somente as histórias sobre a Inquisição, o jacobinismo, o bolchevismo, o nazismo e outros da espécie servem de exemplos. O Brasil assiste pasmado um teatro armado e sustentado na mídia, para transformar em réu e, mais tarde, condenar, o ex-presidente Jair Bolsonaro por um crime jamais cometido, porque jamais havido. Trata-se de uma quadra que envergonha a nação brasileira, atualmente governada por um conluio podre, amoral, antiético.

Parece um insulto a outro 25 de março, o de 1824, quando D. Pedro I outorgou a primeira Constituição do Brasil, que apesar de ter sido uma imposição, abriu as portas do Brasil para um regime de Leis e de um sistema que incluía o Legislativo, o Judiciário e o Executivo. Além disso, inaugurou a liberdade de expressão e os direitos de propriedade. Hoje, infelizmente, 201 anos depois, o poder instalado pretende esmagar o direito de manifestação dos brasileiros.

Neste teatro mal ajambrado, os advogados dos acusados mostraram uma a uma as incongruências, falhas, erros, parcialidades, nulidades etc., da peça acusatória. Os juízes-ministros, com seus votos escritos de antes, não demonstraram qualquer possibilidade de convencimento de qualquer coisa. Não há neste julgamento, uma verdadeira esgrima de argumentos. Em seus votos, os juízes nem sequer se dão ao trabalho de refletir, de sopesar, apenas desenvolvem sua hermenêutica fajuta, entraram no teatro com suas falas prontas, ou seja, seus votos já estavam decididos e acabados. É uma pantomima.

O troço é tão desavergonhado que em dado momento, um deles, o amigo e ex-advogado do Lula feito ministro do STF, Zanin, chamou os acusados de réus. Um ato falho, dado que somente após o julgamento poderão ser assim classificados, que denuncia a prévia condenação. Nada que fosse dito no tribunal poderia mudar uma vírgula em textos escritos na última semana, obedecendo um desiderato de anos.

Enquanto os ministros desfiam seus votos sabidos, cantados em verso e prosa desde antes, na plateia, o alvo principal, Jair Bolsonaro, presente os encara um a um. Altivamente, ciente do papel histórico que desempenha na vida nacional, apenas com sua presença, fez tremer as mãos de seu carrasco que mal seguravam o papel onde escreveu o calhamaço de vilezas.

Sim, caro leitor. Estamos em 2025 e você é testemunha de um fato singular na história desta nação. Não por causa de Bolsonaro que é apenas a representação momentânea de uma ideia coletiva, mas pela capacidade exibida ao vivo e em cores, que um poder ilegítimo e diabólico exerce, de mover a “justiça” para um lado e levar a termo um processo cujo desfecho é conhecido de antemão. Um verdadeiro golpe contra a verdade dos fatos, a consciência da nação, a vontade dos brasileiros e, principalmente, contra a própria justiça.

No futuro, seremos todos, em maior ou menor proporção, no atacado ou no varejo, referidos como aqueles que permitiram que um grupo nefasto, iníquo e imoral, tratorasse a república para aplainar o terreno sobre o qual se pretendeu erigir um regime plutocrata, assentado na dominação da justiça, no acabrunhamento do parlamento e na aquisição mesma da imprensa. Hoje, definitivamente, deu-se um passo importante para que o brasileiro se ajoelhe em definitivo perante o poder tirânico do conluio comuno-progressista.

Doravante, não se tratará mais do Direito, de seus princípios, de sua ética. Tudo aquilo que aprendemos nos bancos da faculdade sucumbiu à vontade dos donos do poder. Estamos prestes a sermos entregues ao subsolo da civilização, à “democracia relativa”, ao vergalhão juristocrata.

Acabou? Não. Tudo isso já era esperado. Este é um teatro sem novidades, muitos spoilers foram dados. Apesar de tudo, temos ainda um povo que se quiser pode, por insurgência ou por insistência na democracia, buscando aliados onde possam ser encontrados, lutar e barrar essa onda podre nascida no progressismo global e soprada por seus vassalos internos.

Valterlucio Bessa Campelo escreve às segundas-feiras no site AC24HORAS, terças, quintas e sábados no  DIÁRIO DO ACRE, quartas, sextas e domingos no ACRENEWS e, eventualmente, no site Liberais e Conservadores do jornalista e escritor PERCIVAL PUGGINA, no VOZ DA AMAZÔNIA e em outros sites.

 

 

 

Continue lendo

EXPEDIENTE

O Portal Acrenews é uma publicação de Acrenews Comunicação e Publicidade

CNPJ: 40.304.331/0001-30

Gerente-administrativo: Larissa Cristiane

Contato: siteacrenews@gmail.com

Endereço: Avenida Epaminondas Jácome, 523, sala 07, centro, Rio Branco, Acre

Os artigos publicados não traduzem, necessariamente, a opinião deste jornal



Copyright © 2021 Acre News. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por STECON Soluções Tecnológicas