POLÍCIA
Polícia investiga se morte de comerciante foi ordenada por cúpula de facção criminosa

A Polícia Civil investiga a execução do comerciante Kennys Alves Lustosa Lopes, de 45 anos, conhecido como “Fortaleza”, ocorrida na região do Segundo Distrito. A principal linha de investigação aponta que o crime pode ter sido cometido por integrantes de uma organização criminosa.
De acordo com informações apuradas, os suspeitos utilizaram um carro para cometer a ação. O veículo foi apreendido e encaminhado para perícia na sede da Delegacia de Investigações Criminais (DEIC), na manhã desta quinta-feira.
Antes do crime, um taxista e a esposa dele foram feitos reféns pelos criminosos e mantidos em cárcere privado. Três dos envolvidos teriam utilizado o carro para seguir até o comércio da vítima, localizado na Rua Milton Maciel, no bairro Santa Cecília.
No local, os suspeitos invadiram o estabelecimento com o objetivo de executar o comerciante. Kennys ainda tentou fugir, mas foi alcançado e morto em via pública. Segundo a perícia, os disparos foram efetuados a curta distância, o que reforça a hipótese de execução.
Após o crime, os autores fugiram. O casal que havia sido mantido refém foi liberado pouco tempo depois.
A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) conduz as investigações e trabalha para identificar todos os envolvidos, bem como esclarecer a motivação do assassinato.
Um dos pontos que também está sendo analisado pela polícia é o histórico recente da vítima. Em abril do ano passado, Kennys Lustosa foi detido junto com outras nove pessoas durante uma operação policial. Entre os detidos estava Francisco Gleidson de Souza Nunes, conhecido como “Neném”, apontado como liderança de uma facção criminosa. Na ocasião, apenas dois suspeitos permaneceram presos.
Nesta quinta-feira, testemunhas começaram a ser ouvidas na sede da DHPP. Familiares do comerciante também devem prestar depoimento nos próximos dias.
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