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CULTURA

Sai o livro da acreana Edir Marques sobre a luta contra um câncer de mama

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“Lenços enfeitam e escondem… denunciam a minha sorte… lenços coloridos ocultam a dor… mas lenços que espero acenar com amor no derradeiro momento de glória. São os lenços que enxugarão todas lágrimas! Que não foram de despedidas, mas de VITÓRIA!”

 Foi com esse trecho da poesia “Lenços”, escrita durante o tratamento contra um câncer de mama agressivo, que a escritora Edir Figueira Marques foi aplaudida de pé, por uma plateia visivelmente emocionada no lançamento do seu livro “O que será? Será! Da dúvida a esperança na cura do câncer”. O lançamento, aconteceu na última sexta-feira, 29, no Centro Cultural do TJAC.

O livro é um delicado relato do período intenso de descoberta, mudanças e transformações na vida de Edir por conta da doença. E é também um apoio importante para quem tem a doença, pois tem como base a premissa de que câncer não é sentença de morte. E sim de vida.

Com a casa com um público significativo, conforme recomendação das regras sanitárias por conta da pandemia, o evento promovido pela Federação das Academias de Letras e Artes do Acre (FALAC), Associação da Jornalistas e Escritoras do Brasil (AJEB) e EME Amazônia – Editora, foi um verdadeiro sucesso e emocionou o público do início ao fim.

Edir Figueira Marques tem em seu currículo uma invejável trajetória na área da educação. É mestra em administração de sistemas educacionais e foi a primeira assessora de comunicação do Acre. Na literatura ganhou destaque em coletâneas publicadas no Rio de Janeiro, Portugal e Genebra. Tem cinco livros publicados. Um deles com o atual marido, o poeta Mauro Modesto.

Acometida por um diagnóstico avassalador, ela enfrentou o câncer, em pleno início da pandemia, quando o medo da COVID-19 já permeava o mundo.

A lacuna de publicações que abordassem a doença em pessoas mais idosas, também foi uma da razões para ela decidir publicar seu testemunho.

“Meu medo maior era não resistir ao tratamento, pois todos os livros escritos por pessoas curadas, são de jovens. É isso me dava uma desesperança. Esse é um testemunho de uma mulher idosa, quase octogenária que se curou desse mal tão avassalador”, disse a autora.

A escritora chama a atenção para o autocuidado e a informação, duas coisas que a salvaram, como ela conta no livro.

Isso, somado a um tratamento seguido com rigor, a fé e o amor dos familiares e amigos, segundo ela, foram determinantes para a sua cura. “Não escondam das pessoas que você ama a sua dor. O apoio da família é fundamental para sua resistência emocional, além da assistência presencial, física e diárias nos momentos mais difíceis e que foram muitos, sem o que não teria vencido”.

O advogado e empresário Cassiano Marques, filho caçula de Edir e proprietário da Eme Amazonia – Editora,  disse que a empresa entra com pé direito com o livro da mãe que sela a chegada da editora nesse mercado de livros. “Nosso trevo de quatro folhas, minha mãezinha querida, inaugura uma frente que agora estamos começando a desenvolver. Ela é um exemplo de coragem, superação e inspiração para todos nós”.

Lourival Marques, o filho, também falou de sua emoção em presenciar a cura da mãe: “eu sempre acreditei que ela sairia vitoriosa desse processo. Já havíamos ficado devastados, meu pai Lourival Marques, meus irmãos e toda a família, anos atrás por uma meningite a que ela foi acometida. Ela superou. E hoje supera mais esse dragão monstruoso que é o câncer. Minha mãe é orgulho para todos nós”, disse emocionado.

O atual marido, poeta Mauro Modesto e presidente da FALAC, contou dos momentos duros em que precisou de mais força do que tinha para dar a ela a certeza que iriam atravessar aquele mar revolto vencedores. “Edir é um exemplo de que a determinação e a fé podem tudo”, arfirmou.

A presidente da AJEB, jornalista Socorro Camelo e nora de Edir, disse que “ela não só sobreviveu ao pior dos momentos, como encontrou esperança e força para narrar sua trajetória. E mesmo nos dias mais difíceis, ela temperou com o amor dos seus familiares e amigos e a fé, que coloriu seu rosto e preencheu, com textos viscerais e intensos esse relato tão comovente e necessário”.

A secretaria de estado de educação, Socorro Neri, ex-aluna de Edir Marques na Universidade Federal do Acre, fez questão de prestigiar o lançamento da professora. “Não poderia deixar de vir prestigiar minha querida professora Edir e celebrar com ela esse importante momento”, disse.

Representantes de associação e pessoas ligadas à literatura estiveram presentes ao evento, além de amigos e os familiares da escritora. O livro estará à disposição para venda também na livraria Paim e sua renda bruta será toda revertida para o Hospital de Amor.

A também nora de Edir, Mariana Carvalho, entregou flores a sogra num gesto de carinho e leu um salmo de agradecimento pela vida de Edir Marques.

Um dos momentos emocionante foi a apresentação do vídeo com trilha da música de Dóris Day, Que será, será!, a preferida da escritora,  produzido pela Eme Amazônia – Editora, contando em imagens o sofrimento e a vitória dessa mulher incrível, exemplo de vida e de superação para todas as mulheres.

Serviço

Onde comprar o livro: na Livraria Paim ou diretamente com a EME Amazônia – Editora, através de pedidos on line, com entrega em domicílio e também despacho via Correios para todo o Brasil

Preço: R$ 40,00

Contato: Whatsapp (68) 99971-5137

Com informações Acre ao Vivo.

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CULTURA

Acre, Amazonas e Pará representam o norte na mostra de Tiradentes 2022

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Foto: Reprodução (Divulgação)

Evento responsável pela abertura do calendário brasileiro de grandes festivais, a Mostra de Tiradentes 2022 irá destacar o cinema da Região Norte. São quatro produções selecionadas, sendo duas do Pará (“Meus Santos Saúdam Teus Santos”, de Rodrigo Antonio, e “Uma Escola no Marajó”, de Camila Kzan), uma do Acre (“Centelha”, de Renato Vallone) e outra do Amazonas (“521 Anos / Siia Ara”, de Adanilo).

O acreano “Centelha” fecha o time nortista em Tiradentes. Dirigido por Renato Vallone, o curta-metragem de 26 minutos filmado em preto e branco apresenta o delírio da fome de um homem que incorpora, no decorrer de um ritual ancestral, os demônios de um país doente. Casa e homem tornam-se testemunhos vivos da história. Santuário ou quartel general, as transformações afetam tudo ao redor e provocam a fúria do céu.​

A presença na Mostra Temática marca mais um grande evento que “Centelha” participa: em 2021, o curta do Acre esteve no Festival do Rio na sessão Curtas Novos Rumos, no Festival Visões Periféricas e, neste ano, foi selecionado para a Mostra Ouros Nortes do Festival Olhar do Norte. [ Com informações Cineset/Caio Pimenta]

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CULTURA

Teatrão, Palácio e Biblioteca da Floresta serão revitalizados

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Agência AC

O governador Gladson Cameli e a senadora Mailza Gomes assinaram, nesta quarta-feira, 19, em Rio Branco, o convênio que garante a revitalização da Biblioteca da Floresta, do Teatro Plácido de Castro (Teatrão), que também terá parte da estrutura física ampliada, e do Palácio Rio Branco. O montante, na ordem de R$ 12,4 milhões, foi destinado pela parlamentar, por meio de extra emenda.

Com os projetos devidamente finalizados pela Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra), os documentos dependem tão somente de aprovação da Caixa Econômica Federal para que as ordens de serviço sejam dadas. O banco estatal ficará responsável pela liberação dos recursos e fiscalização das reformas.

O governador Gladson Cameli enalteceu o empenho da senadora com a recuperação destes importantes patrimônios públicos. “O meu muito obrigado à Mailza por ter conseguido esses recursos para a revitalização destes prédios, em especial, o nosso Palácio Rio Branco, que faz parte da história do Acre. Faço questão de acompanhar essa obra de perto”, comentou o chefe do Executivo.

Investimentos na revitalização dos espaços públicos somam R$ 12,4 milhões. Foto: Diego Gurgel/Secom

Mailza Gomes reforçou seu compromisso com a população e afirmou que o seu mandato segue à disposição, para viabilizar recursos que beneficiem o estado. “Estou muito feliz em contribuir com a revitalização desses espaços culturais tão importantes do nosso Acre. O nosso trabalho será sempre em prol do bem coletivo”, afirmou.

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CULTURA

Há 15 anos, o mundo conhecia a história do Acre através da minissérie “Amazônia – De Galvez a Chico Mendes”

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Por Observatório da TV / Foto: Reprodução

Em 2 de janeiro de 2007, a TV Globo estreou a minissérie Amazônia – De Galvez a Chico Mendes, na qual Glória Perez, natural do Acre, quis traçar em três fases um panorama da história do estado e da região.

Um grandioso elenco foi reunido para a produção, que teve direção-geral de Marcos Schechtman, parceiro da autora desde O Clone (2001/02), atual cartaz do Vale a Pena Ver de Novo. A história começa em 1899, atravessa a primeira década do século 20, dá um salto de algumas décadas e tem seu desfecho nos anos 1980.

A partir das famílias do Coronel Firmino (José de Abreu) e do seringueiro Bastião (Jackson Antunes) que como muitos outros é explorado e humilhado pelo proprietário do seringal, a história mostra como o negócio da borracha funcionava e as disputas pelo rentável território do Acre, que na época pertencia à Bolívia, mas era majoritariamente ocupado por brasileiros em busca de melhores perspectivas.

Dessa conjuntura se aproveita Luiz Galvez (José Wilker), espanhol que se lança numa batalha pela conquista do Acre ao saber que os bolivianos estão para arrendar toda a região a um consórcio formado por empresários da Inglaterra e dos Estados Unidos.

Nesse cenário tem destaque também a figura do militar Plácido de Castro (Alexandre Borges), que chega ao Acre para demarcar terras de seringais e acaba envolvido na disputa pela independência do território, que consegue.
Entre os anos 1940 e 1950, depois de muitos anos de distribuição desigual da riqueza surgida da borracha e com a grande concorrência das plantações mais organizadas da Malásia, o cultivo brasileiro cai em decadência. Nessa fase surgem amadurecidos Augusto (Humberto Martins), filho do Coronel Firmino, e Bento (Emílio Orciollo Netto), filho de Bastião.

Nos anos 1980, os vastos seringais já deram lugar a pastos para gado. Augusto (Francisco Cuoco) não consegue impedir que o domínio de outrora lhe escape por entre os dedos. De sua parte, Bento (Lima Duarte) é o grande amigo de Chico Mendes (Cássio Gabus Mendes), cuja luta por direitos dos índios e dos seringueiros e contra a destruição da Amazônia o leva a ser assassinado cruel e covardemente.

Leia mais: https://observatoriodatv.uol.com.br/colunas/fabio-costa/na-manchete-e-na-globo-a-amazonia-foi-cenario-de-producoes-de-teledramaturgia

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