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77% dos empresários de Rio Branco estão otimistas com vendas no segundo semestre
O comércio de Rio Branco inicia o segundo semestre de 2026 com uma expectativa predominantemente positiva. Pesquisa realizada pelo Instituto DataControl em parceria com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Acre (Fecomércio) mostra que 77% dos empresários e dirigentes comerciais estão otimistas com o desempenho das vendas nos próximos meses.
Outros 20% esperam vendas dentro da normalidade e apenas 3% se declaram pessimistas.
O levantamento ouviu 103 empresas de diferentes segmentos do comércio da capital acreana nos dias 29 e 30 de julho e procurou identificar tanto as expectativas para o segundo semestre quanto os fatores que podem favorecer ou dificultar os negócios.
A percepção sobre a economia é ainda mais positiva que a expectativa específica para as vendas. Para 82% dos entrevistados, o cenário econômico deverá ser favorável no segundo semestre. Entre as razões apontadas está a possibilidade de o mercado internacional contribuir para a redução dos preços internos.
Outros 9% acreditam que uma eventual melhora da economia será pequena, enquanto 9% não se manifestaram.
Ao avaliar o desempenho do primeiro semestre, 37% dos empresários apontaram os investimentos em promoções como fator de contribuição positiva para as vendas.
O preço aparece logo depois, citado por 30%. Novidades de mercado e atendimento ao consumidor foram mencionados por 13% dos entrevistados. Os prazos de pagamento foram apontados por 4%.
Outros 4% citaram diferentes fatores, entre eles descontos e efeitos relacionados à Copa do Mundo. Para os próximos meses, a propaganda aparece como principal estratégia planejada para aumentar as vendas. A alternativa foi mencionada por 27,3% dos comerciantes.
A qualidade do estoque vem em seguida, com 23,6%, enquanto 17,6% pretendem apostar em preços mais baixos e 14,5% em promoções.
Ampliação dos prazos para clientes aparece com 7,9%, oferta de mais crédito com 6,1% e distribuição de prêmios aos consumidores com 3,6%.
Apesar do otimismo de 77% dos entrevistados, os empresários também identificam obstáculos capazes de afetar o comércio de Rio Branco nos próximos meses.
A escassez de dinheiro entre os consumidores lidera as preocupações e foi apontada por 36,2% dos entrevistados.
Os tributos aparecem praticamente no mesmo patamar, mencionados por 32,3%. Somados, falta de dinheiro e carga tributária concentram 68,5% das respostas sobre as principais ameaças ao desempenho comercial.
O endividamento da população é citado por outros 13,4% dos empresários.
A concorrência de mercado preocupa 7,1%, enquanto 6,3% apontam o crescimento do comércio informal. As vendas pela internet são consideradas uma ameaça por 2,4%, mesmo percentual registrado para a violência física em Rio Branco.
A pesquisa da Fecomércio e DataControl também mostra o grau de incorporação das redes sociais ao cotidiano dos estabelecimentos da capital. Para 93% dos comerciantes pesquisados, essas plataformas são instrumentos importantes para anúncios e vendas.
O Instagram lidera, com 44,5%, seguido pelo WhatsApp, com 31,5%, e pelo Facebook, com 18,5%. Outras plataformas representam 3%, enquanto 2,5% afirmaram não utilizar redes sociais.
O levantamento também avaliou como os empresários percebem o aumento da concorrência. Para 31%, estabelecimentos que estão há mais tempo no mercado precisam dedicar maior atenção às mudanças e exigências dos consumidores.
Outros 28% consideram os efeitos da concorrência administráveis e 28% avaliam o crescimento da competição como normal. Para 13%, as promoções realizadas por grandes estabelecimentos prejudicam os pequenos negócios.
Questões externas também entraram na pesquisa. Ao serem perguntados sobre o impacto da política tarifária do governo dos Estados Unidos sobre as exportações brasileiras, 72% dos empresários de Rio Branco disseram considerar as medidas prejudiciais.
Outros 22% têm avaliação diferente e 6% disseram não saber responder.
O resultado geral do levantamento mostra uma diferença de 74 pontos percentuais entre otimistas e pessimistas em relação às vendas: 77% esperam um segundo semestre positivo, contra apenas 3% que projetam desempenho desfavorável.
Ao mesmo tempo, 68,5% concentram suas principais preocupações em dois fatores diretamente relacionados ao ambiente econômico: disponibilidade de dinheiro para consumo e peso dos tributos.







