POLÍCIA
Detento executado a tiros cumpria pena por matar casal no Belo Jardim

A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga as circunstâncias da execução do detento monitorado por tornozeleira eletrônica Geysson Ferreira Paiva, de 39 anos, assassinado a tiros após ter a residência invadida por criminosos na madrugada desta segunda-feira (1º), na região do Belo Jardim, em Rio Branco.
No dia seguinte ao crime, investigadores da especializada analisaram o relatório elaborado pela equipe de Pronto Emprego da Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC), que realizou os primeiros levantamentos no local do homicídio. A polícia busca identificar os autores e esclarecer a motivação do assassinato.
A partir desta terça-feira (2), familiares da vítima também devem ser ouvidos pelos investigadores para auxiliar no andamento das apurações.
Geysson Ferreira tinha um histórico criminal marcado por um duplo homicídio que chocou moradores da capital. Em 31 de maio de 2016, ele foi preso por investigadores da 2ª Regional da Polícia Civil, acusado de matar o casal Márcia Maria Cunha de Carvalho, de 34 anos, e Ocivaldo Tavares de Mendonça.
O crime ocorreu em 29 de agosto de 2015, também na região do Belo Jardim. Segundo as investigações da época, as vítimas foram assassinadas a golpes de machado. Após a prisão, Geysson confessou o crime e alegou que estava sob efeito de drogas, afirmando ainda que o casal teria tentado invadir sua residência.
Durante as buscas pelos desaparecidos, equipes da Polícia Civil verificaram diversos locais até encontrarem os restos mortais das vítimas. Os corpos estavam carbonizados dentro de um tambor, localizado a aproximadamente 800 metros da casa do acusado.
Agora, a DHPP trabalha para esclarecer se a execução de Geysson Ferreira tem alguma relação com o duplo homicídio praticado por ele há mais de uma década ou se o assassinato está ligado a outros fatores. Nenhum suspeito foi preso até o momento.











