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Acre está entre os estados com menor custo do Judiciário em relação ao PIB e supera cinco unidades da federação

O Acre ocupa a 22ª posição no ranking nacional dos estados com menor custo do Poder Judiciário em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados divulgados pelo Centro de Liderança Pública (CLP) no Ranking de Competitividade dos Estados 2025. O levantamento considera a proporção dos recursos públicos destinados ao Judiciário em comparação com a riqueza produzida por cada unidade da federação.
De acordo com o estudo, o Judiciário acreano consome o equivalente a 0,03% do PIB estadual. Embora esteja distante dos estados mais bem colocados, o Acre apresenta desempenho superior ao de cinco unidades da federação: Tocantins (23º), Roraima (24º), Paraíba (25º) e Amapá (26º), além de aparecer muito próximo dos estados posicionados logo acima no ranking.
Na Região Norte, o cenário mostra diferenças significativas. O Amazonas ocupa a 11ª colocação nacional, enquanto Rondônia aparece em 21º lugar e o Acre em 22º. Já Tocantins, Roraima e Amapá figuram entre os piores desempenhos do país.
Os melhores resultados nacionais pertencem ao Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Paraná, que ocupam respectivamente a primeira, segunda e terceira posições. Em seguida aparecem São Paulo (4º) e Espírito Santo (5º). Esses estados conseguem manter uma participação proporcionalmente menor dos gastos do Judiciário em relação ao tamanho de suas economias.
A comparação evidencia um desafio estrutural enfrentado pelos estados de menor porte econômico. Mesmo quando os custos absolutos do sistema de Justiça não são elevados, a participação dessas despesas no PIB tende a ser maior devido à menor capacidade de geração de riqueza. Esse fator ajuda a explicar a presença de diversos estados do Norte e Nordeste nas posições inferiores do ranking.
No caso acreano, o resultado revela um desempenho intermediário. O estado está longe dos extremos observados no Amapá, último colocado do país, mas também não alcança os níveis de eficiência relativa registrados pelos estados do Sul e Sudeste, onde economias mais robustas diluem o peso das despesas do Judiciário.
O indicador integra o Ranking de Competitividade dos Estados e utiliza dados das contas públicas estaduais combinados com estimativas do PIB produzidas pela Tendências Consultoria. Segundo os organizadores, os percentuais apresentados na tabela foram arredondados para duas casas decimais, mas a classificação final foi elaborada com base nos valores completos, o que explica diferenças entre estados que aparecem com percentuais semelhantes após o arredondamento.
Fontes: Ranking de Competitividade dos Estados 2025, Centro de Liderança Pública (CLP), com dados das contas públicas estaduais e estimativas do PIB elaboradas pela Tendências Consultoria.













