POLÍCIA
Justiça decreta prisão preventiva de sete alvos da Operação Convergência Nacional no Acre

A Justiça do Acre decretou a prisão preventiva de sete investigados presos durante a Operação Convergência Nacional, deflagrada na última terça-feira pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público do Acre, e pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), da Polícia Civil.
A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada na Vara do Juiz Estadual das Garantias, em Rio Branco, na tarde desta quarta-feira (3). A sessão durou cerca de três horas e analisou a situação dos investigados capturados durante a ofensiva policial.
Tiveram as prisões preventivas decretadas Francisco Gomes Santana, conhecido como “Lambão”, apontado pelas autoridades como um dos fundadores da facção Bonde dos 13; Raimundo Nonato Araújo; Salys da Silva Ferreira; Francisco de Souza Carneiro; Gerson de Souza Carneiro; Junior da Silva Farias; e Raimundo da Silva Cavalcante.
Já Ítalo de Souza de Araújo recebeu liberdade provisória mediante o cumprimento de medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica.
A Operação Convergência Nacional foi realizada de forma simultânea nos estados do Acre, Ceará e Santa Catarina, com o objetivo de desarticular integrantes e lideranças do Bonde dos 13. Segundo a DRACO, aproximadamente 100 policiais civis participaram do cumprimento dos mandados judiciais de prisão e busca e apreensão.
De acordo com as investigações, a operação é resultado de um trabalho conjunto entre o Ministério Público e a Polícia Civil para combater a atuação da organização criminosa dentro e fora do sistema prisional. Parte dos alvos já se encontrava presa quando os mandados foram cumpridos.
Durante coletiva de imprensa, o delegado da DRACO, Gustavo Neves, destacou a integração entre as forças de segurança e a importância da operação para enfraquecer a estrutura da facção criminosa. O promotor de Justiça Júlio Medeiros, coordenador do GAECO, também ressaltou que a ação é fruto de um trabalho de inteligência e cooperação interestadual voltado ao enfrentamento das organizações criminosas.
As investigações seguem em andamento e novos desdobramentos não estão descartados pelas autoridades.













