POLÍCIA
Acusada de assaltar motoristas de aplicativo tem pedido de liberdade provisória negado pela Justiça

A Justiça do Acre negou o pedido de liberdade provisória apresentado pela defesa de Ester Lima de Souza, investigada por participação em roubos contra motoristas de aplicativo em Rio Branco. A decisão foi proferida pelo juiz da Vara de Delitos de Roubo e Extorsão da Comarca de Rio Branco.
Ao analisar o pedido, o magistrado destacou a gravidade dos crimes atribuídos à acusada, que responde por roubo, extorsão e corrupção de menor neste processo, além de outro crime de roubo praticado com emprego de arma de fogo. Segundo o juiz, as circunstâncias apontam, em uma análise preliminar, para uma possível reiteração criminosa e demonstram maior periculosidade social da investigada.
A defesa solicitou a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar, alegando que Ester é responsável pelos cuidados de uma criança menor de 12 anos. No entanto, o magistrado entendeu que os documentos apresentados não foram suficientes para comprovar a condição de mãe ou a dependência integral da criança em relação à acusada.
Na decisão, o juiz observou que apenas duas fotografias em que Ester aparece ao lado do menino foram anexadas ao processo, sem outros documentos que comprovassem o vínculo materno ou a necessidade dos cuidados exclusivos da investigada.
Ester Lima foi presa por investigadores da Delegacia de Combate a Roubos e Extorsões (DCORE) no dia 21 do mês passado, suspeita de envolvimento em um assalto contra um motorista de aplicativo.
Dias após esse crime, ela e Mysael Souza França foram presos em flagrante por participação em outro roubo contra um motorista de aplicativo na capital acreana. No dia seguinte à prisão em flagrante, os suspeitos chegaram a obter liberdade provisória, mas posteriormente tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça.
As investigações seguem sob responsabilidade da Polícia Civil.












