POLÍCIA
Ministério Público denuncia tio e mãe de bebê desaparecida em Manoel Urbano e pede retomada das buscas

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) ofereceu denúncia contra o tio e a mãe da bebê de oito meses que está desaparecida desde o dia 24 de setembro de 2026, no município de Manoel Urbano, no interior do Acre. O órgão também pediu à Justiça a retomada das buscas pela criança e a manutenção da prisão preventiva dos dois investigados.
A denúncia foi apresentada pela promotora de Justiça substituta Rejane Mara dos Santos. O tio foi denunciado pelo crime de sequestro, enquanto a mãe responde por abandono de incapaz. Os fatos ocorreram em um contexto de violência doméstica e familiar.
De acordo com as investigações, na madrugada do desaparecimento, a mãe teria deixado a filha aos cuidados de um adolescente de 13 anos, na presença do irmão, que estaria embriagado.
Em seguida, o tio teria retirado a criança da residência sem o conhecimento ou consentimento dos responsáveis e seguido em direção a uma área de mata. Testemunhas relataram que o homem foi visto caminhando por um ramal com a bebê. No entanto, ele reapareceu no dia seguinte sem a criança e não informou onde ela estava.
Desde o desaparecimento, as buscas mobilizaram equipes da Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar. As operações contaram com o auxílio de cães farejadores e drones e abrangeram uma área superior a 20 quilômetros de mata fechada. Apesar dos esforços, a bebê ainda não foi encontrada.
MP pede retomada das buscas
Na manifestação encaminhada à Justiça, o Ministério Público solicitou que a Polícia Civil apresente informações detalhadas sobre as providências adotadas após o encerramento das buscas.
O órgão também pediu a realização de novos depoimentos, uma possível reconstrução do percurso feito pelo tio e a identificação de outras áreas que possam precisar de buscas presenciais.

A promotora Rejane Mara dos Santos também solicitou que a Polícia Civil avalie, em conjunto com o Corpo de Bombeiros, a necessidade de reexaminar os locais já percorridos e planejar novas diligências, com eventual apoio da Polícia Militar.
Os dois denunciados permanecem presos preventivamente. O MPAC também requereu a manutenção das prisões, considerando a gravidade dos fatos e os riscos para o andamento das investigações.











