SAÚDE
Biomédica alerta para sinais de falta de nutrientes no organismo

Sintomas exigem avaliação individual
Cansaço persistente, fraqueza e falta de apetite podem estar relacionados à deficiência de nutrientes, mesmo quando a pessoa não apresenta emagrecimento. Essas alterações merecem investigação, mas não confirmam, sozinhas, um problema nutricional nem indicam a necessidade de tomar suplementos.
A biomédica Sylvania Vilela chama a atenção para mudanças que aparecem aos poucos e acabam incorporadas à rotina. Na fala da profissional, a expressão “desnutrição silenciosa” descreve carências que podem passar despercebidas enquanto a pessoa percebe redução da disposição ou dificuldades para realizar atividades habituais.
O peso, isoladamente, não revela se a alimentação atende às necessidades do organismo. Segundo o serviço público de saúde britânico, o NHS, pessoas com peso considerado adequado ou com sobrepeso também podem apresentar desnutrição, inclusive por ingestão insuficiente de vitaminas e minerais.
*Quando os sinais merecem investigação*
Sylvania cita queda de cabelo, unhas quebradiças e ressecamento da pele entre as mudanças que motivam atenção aos cuidados com a saúde. A observação desses sinais, porém, deve ser o ponto de partida para uma avaliação, e não uma conclusão sobre qual nutriente está faltando.
O mesmo vale para o cansaço. Sono insuficiente, estresse, alterações hormonais e diferentes doenças também podem provocar falta de energia. Quando o sintoma persiste por semanas ou começa a prejudicar a rotina, é importante procurar atendimento para identificar a causa.
Alterações de memória também precisam ser investigadas. A deficiência de vitamina B12, por exemplo, pode afetar a memória e a concentração, mas um esquecimento não permite estabelecer esse diagnóstico. A avaliação considera os sintomas e, quando indicado, exames de sangue.
*Alimentação e suplementação têm papéis diferentes*
“Ter cuidado com a alimentação é essencial”, afirma Sylvania. A biomédica destaca a importância de observar os hábitos alimentares e buscar orientação profissional diante de mudanças persistentes no organismo.
A suplementação pode ser necessária em situações específicas, mas não é uma etapa obrigatória para todas as pessoas. Conforme a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a indicação depende de fatores como condição de saúde, qualidade da alimentação e prática de atividade física. Quando houver necessidade, o profissional deve orientar o produto, a quantidade e a forma de consumo.
Por isso, perceber falta de disposição não deve levar à compra imediata de vitaminas. O primeiro passo é compreender o que está acontecendo. Suplementos não substituem uma alimentação saudável e variada e, mesmo quando regularizados, podem oferecer riscos se utilizados de maneira inadequada.
Sugestão de foto: pessoa preparando uma refeição com verduras, feijão, arroz e uma fonte de proteína, em ambiente doméstico.










