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Acre passa a contar com base regional da Força Nacional do SUS para resposta a emergências de saúde

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O Acre passou a integrar a área de cobertura de uma nova base regional da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS), instalada nesta quinta-feira (22) pelo Ministério da Saúde, em Porto Velho, Rondônia. A estrutura foi criada para ampliar a capacidade de preparação e resposta a emergências de saúde pública na Amazônia Ocidental, especialmente em situações relacionadas a secas, enchentes e outros eventos climáticos extremos.

A escolha de Porto Velho levou em consideração a posição estratégica da capital rondoniense para atender Rondônia, Acre e localidades de difícil acesso. A localização permite a organização de deslocamentos por rodovias, transporte aéreo e vias fluviais, incluindo o rio Madeira.

A nova base funciona no Centro de Clima e Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz Rondônia) e reúne cinco profissionais especializados em assistência à saúde, engajamento comunitário, logística, administração e gestão.

O trabalho será direcionado ao monitoramento de riscos, à identificação antecipada de emergências e ao planejamento de operações em conjunto com as secretarias estaduais e municipais de Saúde.

Na prática, a unidade funcionará como um centro regional de inteligência e coordenação, responsável por identificar as necessidades de cada ocorrência e organizar a mobilização de profissionais, equipamentos e insumos.

A estrutura não substitui os serviços de saúde existentes no Acre. Sua função é oferecer apoio técnico e operacional às redes locais quando situações excepcionais exigirem reforço da capacidade de atendimento.

Segundo o diretor da Força Nacional do SUS, Rodrigo Stabeli, a integração entre os diferentes níveis de gestão é essencial para melhorar a resposta às emergências.

“Essa equipe é uma equipe de inteligência que vai somar junto com as inteligências do estado e dos municípios, para que a gente possa oferecer a melhor resposta”, afirmou.

O funcionamento da base também envolve articulação com a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) e os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs), responsáveis pela organização da assistência aos povos indígenas.

Essa integração é particularmente relevante para a Amazônia Ocidental, onde comunidades indígenas, ribeirinhas e moradores de áreas isoladas podem enfrentar dificuldades de deslocamento e acesso aos serviços de saúde durante eventos climáticos extremos.

A instalação ocorreu em um momento em que Porto Velho enfrenta um período de estiagem e decretou situação de emergência. A nova estrutura permitirá acompanhar riscos regionais e organizar respostas conforme as necessidades identificadas pelos gestores do SUS.

Com a inauguração, a Força Nacional do SUS passa a contar com cinco bases regionais em funcionamento no Brasil. Além de Porto Velho, existem unidades em Manaus, Porto Alegre, Salvador e Rio de Janeiro.

A base rondoniense amplia a cobertura operacional na Região Norte, criando um ponto de apoio para ações que poderão alcançar municípios acreanos quando houver necessidade de mobilização federal.

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