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Acre cria 400 empregos em agosto, mas indústria, construção e comércio fecham vagas

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O Acre encerrou agosto de 2026 com saldo positivo de 400 empregos com carteira assinada, resultado de 4.936 admissões e 4.536 desligamentos. Apesar do crescimento de 0,35% no número de vínculos formais, três dos cinco grandes setores da economia estadual registraram mais demissões do que contratações. Os dados são do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.

O setor de serviços sustentou o resultado positivo do mês, com 2.430 admissões e 1.965 desligamentos, gerando 465 novos postos de trabalho. O crescimento foi de 0,80% em relação ao estoque de empregos do setor no mês anterior.

A agropecuária também apresentou desempenho positivo, embora em proporção menor. Foram 205 contratações e 174 desligamentos, com saldo de 31 empregos e expansão de 0,72%.

Em sentido contrário, a construção civil perdeu 49 postos de trabalho, resultado de 479 admissões e 528 desligamentos. A indústria fechou 36 vagas, com 372 contratações e 408 demissões. O comércio apresentou saldo negativo de 11 empregos, após registrar 1.450 admissões e 1.461 desligamentos.

Somados, os três setores com desempenho negativo eliminaram 96 postos de trabalho. O resultado foi compensado pelos 496 empregos criados em serviços e agropecuária, permitindo que o Acre encerrasse agosto com saldo positivo de 400 vagas.

A concentração das contratações no setor de serviços chama a atenção. As 465 vagas abertas nesse segmento representaram 116,25% do saldo líquido estadual, percentual superior a 100% porque parte dos empregos gerados foi compensada pelas perdas registradas em outras atividades.

O levantamento também mostra que o Acre chegou ao fim de agosto com 113.179 empregos formais ativos. Desse total, 58.562 estavam concentrados nos serviços, o equivalente a 51,74% de todos os vínculos com carteira assinada no estado.

O comércio aparecia em segundo lugar, com 31.376 empregos, ou 27,72% do total. Na sequência estavam a construção civil, com 9.516 vínculos; a indústria, com 9.394; e a agropecuária, com 4.342.

Na comparação com agosto de 2025, quando o Acre havia criado 919 empregos formais, o saldo de agosto de 2026 foi 56,5% menor, uma diferença de 519 postos de trabalho.

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, o Brasil registrou saldo positivo de 165.827 empregos em agosto. Na Região Norte, foram criados 13.603 postos formais, dos quais 400 no Acre.

Os números do Novo Caged consideram as movimentações de trabalhadores com vínculo formal e podem sofrer atualizações em divulgações posteriores, conforme o recebimento de declarações dos empregadores.

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