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CULTURA

Acontece hoje a ‘Exposição Universo: vida e obra de Victor Silveira’, em homenagem ao saudoso jovem poeta e escritor

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Por Eanes Henrique Enes Fotos: Reprodução/Cedidas

A exposição contará com poemas, poesias, fotografias do artista Victor Silveira e dois livros dos quais possuem suas contribuições. Todo mundo deveria conhecer um pouco de poesia, e o Victor fazia isso de forma verdadeira e com muito amor, tinha um pouco do universo nas palavras dele. Além de ser um ótimo escritor de terror, que tinha inspiração no Stephen King e Neil Gaiman principalmente, então convido vocês a não perderem a chance de conhecer um pouco do Universo incrível que ele era!

O evento ocorrerá neste domingo, dia 28 de novembro, das 16h às 19:30h, no Recanto Food, estrada Dias Martins, Av. Ceará, n° 1061.

É organizado pelos seus pais e amigos.

Sua mãe, Gizelda Silveira, nos contou sobre a batalha travada pelo filho, seu falecimento, e trabalhos artísticos: “o Victor Silveira Nepomuceno fez 20 anos no dia 19 de janeiro de 2020. Foi quando recebeu o diagnóstico de câncer sarcoma em seu braço esquerdo. E travou bravamente durante dois anos em São Paulo. Primeiramente ele teve o braço removido, em uma parte do osso onde estava o sarcoma. E foi colocado uma prótese. Passou por uma cirurgia de doze horas e tinha que fazer retorno de três em três meses em São Paulo. Quando foi em dezembro de 2019, ele veio para o Acre para retornar em março e foi quando iniciou a pandemia de COVID-19. Ocasionando os cancelamentos dos retornos e câncer retornou no mesmo braço acima do lugar que era antes, voltou pra São Paulo, teve o braço amputado em outubro e parcialmente parte do ombro. Com menos de um mês tinha dado metástases no pulmão e no coração. Daí ele veio a óbito no dia vinte e quatro de novembro de 2020. Ele deixou um legado imensurável. Essa exposição vai ser só uma parte das suas obras de arte. Ele era escritor e poeta. Em 2019, com câncer, em São Paulo, ele ganhou dois concursos literários. E teve duas obras editadas. Era roteirista de cinema, desenhava, e também um fotógrafo de excelência. Enfim, ele era um artista completo e tinha muitos sonhos. Inclusive, ele fez o projeto de vida dele de 2020 e tudo vai ser exposto na nessa exposição”.

Sobre seus últimos momentos, sua mãe acrescenta: “ele foi um verdadeiro guerreiro! Em momento algum ele nunca murmurou, inclusive quando ele teve o braço amputado, foi época que ele foi mais feliz que ele mais produziu arte. Nunca murmurou, nunca falou nada. E o que abalava muito ele era saber que ia fazer mais quimioterapia. As quimioterapias deixaram ele muito fragilizado. Mas graças a Deus a gente conseguiu trazê-lo para o Acre, o corpo dele. E foi tudo muito lindo. Os amigos dele, junto com o meu irmão, que são os curadores exposição”.

Sobre a organização das obras para a exposição, Gizelda Silveira acrescenta: “É um momento que está sendo muito difícil. De muita dor, de muitas lembranças. Porque ao longo dessa semana nós estamos catalogando a parte pessoal dele. As obras de arte, os contos, poesias, tudo ficou com os amigos dele, os desenhos, as fotografias. Eu estou catalogando desde os óculos dele às últimas roupas coisa que ele mais gostava. E é difícil porque cada item tem uma lembrança, tem uma história dele. Então, para mim que acompanhei ele de perto junto com o pai dele, é muito difícil. Porque quem estava com ele na hora da partida fui eu. As últimas palavras dele foi ‘mamãe me leva pra casa e mamãe eu te amo’, e eu, graças a Deus, falei para ele ‘meu filho, você vai para casa’ e eu trouxe ele pra casa dele, que é o Acre. Ele tem poemas falando, lá em São Paulo, sobre o Acre. É um misto de dor, sofrimento e ao mesmo tempo de alegria. Ele falava muito, lá em São Paulo, para o pai dele e para mim, que ele sentia que ia ser um grande escritor reconhecido postumamente. E é isso que está acontecendo. Ele também já era reconhecido antes de partir. Ele tinha um projeto que era o Instituto Victor Universo, que ele queria trabalhar arte com as crianças da periferia. E é um momento também de muito amor. O Vitor ele deixou outro legado que foi o amor. Ele é uma pessoa que não tinha preconceito, que ele amava, ele cuidava, ele era o psicólogo, ele era pai, tudo para os amigos dele.

Antes de falecer o artista Victor Silveira criou um canal no YouTube com o nome de “Antologia Universo”. Onde compartilhou seus vídeos e últimas mensagens.

Para concluir, sua mãe apresenta um trecho umas de suas poesias que Victor compôs em sua homenagem: “ele me admirava muito. Dizia que eu era a muralha dele. Me definia muito em poesia, e uma das poesias que ele escreveu foi que eu carregava Deus na mala e que ele carregava Deus nas nas palavras. É o que eu quero deixar para as mães, que amem seus filhos intensamente, que valorizem mais o tempo de qualidade com seus filhos. Porque nós nunca sabemos quando Deus vai recolher os nossos de volta, que nós somos só cuidadoras aqui nessa terra. Nós estamos aqui numa passagem muito rápida. E eu sou muito grata a Deus porque entre milhares e milhares de mulheres ele me escolheu para ser mãe de um ser tão iluminado, de um anjo que cumpriu a sua missão aqui na terra e retornou porque Deus precisava de um poeta pra brincar com as palavras e definir o céu”.

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Acre, Amazonas e Pará representam o norte na mostra de Tiradentes 2022

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Foto: Reprodução (Divulgação)

Evento responsável pela abertura do calendário brasileiro de grandes festivais, a Mostra de Tiradentes 2022 irá destacar o cinema da Região Norte. São quatro produções selecionadas, sendo duas do Pará (“Meus Santos Saúdam Teus Santos”, de Rodrigo Antonio, e “Uma Escola no Marajó”, de Camila Kzan), uma do Acre (“Centelha”, de Renato Vallone) e outra do Amazonas (“521 Anos / Siia Ara”, de Adanilo).

O acreano “Centelha” fecha o time nortista em Tiradentes. Dirigido por Renato Vallone, o curta-metragem de 26 minutos filmado em preto e branco apresenta o delírio da fome de um homem que incorpora, no decorrer de um ritual ancestral, os demônios de um país doente. Casa e homem tornam-se testemunhos vivos da história. Santuário ou quartel general, as transformações afetam tudo ao redor e provocam a fúria do céu.​

A presença na Mostra Temática marca mais um grande evento que “Centelha” participa: em 2021, o curta do Acre esteve no Festival do Rio na sessão Curtas Novos Rumos, no Festival Visões Periféricas e, neste ano, foi selecionado para a Mostra Ouros Nortes do Festival Olhar do Norte. [ Com informações Cineset/Caio Pimenta]

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Teatrão, Palácio e Biblioteca da Floresta serão revitalizados

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Agência AC

O governador Gladson Cameli e a senadora Mailza Gomes assinaram, nesta quarta-feira, 19, em Rio Branco, o convênio que garante a revitalização da Biblioteca da Floresta, do Teatro Plácido de Castro (Teatrão), que também terá parte da estrutura física ampliada, e do Palácio Rio Branco. O montante, na ordem de R$ 12,4 milhões, foi destinado pela parlamentar, por meio de extra emenda.

Com os projetos devidamente finalizados pela Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra), os documentos dependem tão somente de aprovação da Caixa Econômica Federal para que as ordens de serviço sejam dadas. O banco estatal ficará responsável pela liberação dos recursos e fiscalização das reformas.

O governador Gladson Cameli enalteceu o empenho da senadora com a recuperação destes importantes patrimônios públicos. “O meu muito obrigado à Mailza por ter conseguido esses recursos para a revitalização destes prédios, em especial, o nosso Palácio Rio Branco, que faz parte da história do Acre. Faço questão de acompanhar essa obra de perto”, comentou o chefe do Executivo.

Investimentos na revitalização dos espaços públicos somam R$ 12,4 milhões. Foto: Diego Gurgel/Secom

Mailza Gomes reforçou seu compromisso com a população e afirmou que o seu mandato segue à disposição, para viabilizar recursos que beneficiem o estado. “Estou muito feliz em contribuir com a revitalização desses espaços culturais tão importantes do nosso Acre. O nosso trabalho será sempre em prol do bem coletivo”, afirmou.

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Há 15 anos, o mundo conhecia a história do Acre através da minissérie “Amazônia – De Galvez a Chico Mendes”

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Por Observatório da TV / Foto: Reprodução

Em 2 de janeiro de 2007, a TV Globo estreou a minissérie Amazônia – De Galvez a Chico Mendes, na qual Glória Perez, natural do Acre, quis traçar em três fases um panorama da história do estado e da região.

Um grandioso elenco foi reunido para a produção, que teve direção-geral de Marcos Schechtman, parceiro da autora desde O Clone (2001/02), atual cartaz do Vale a Pena Ver de Novo. A história começa em 1899, atravessa a primeira década do século 20, dá um salto de algumas décadas e tem seu desfecho nos anos 1980.

A partir das famílias do Coronel Firmino (José de Abreu) e do seringueiro Bastião (Jackson Antunes) que como muitos outros é explorado e humilhado pelo proprietário do seringal, a história mostra como o negócio da borracha funcionava e as disputas pelo rentável território do Acre, que na época pertencia à Bolívia, mas era majoritariamente ocupado por brasileiros em busca de melhores perspectivas.

Dessa conjuntura se aproveita Luiz Galvez (José Wilker), espanhol que se lança numa batalha pela conquista do Acre ao saber que os bolivianos estão para arrendar toda a região a um consórcio formado por empresários da Inglaterra e dos Estados Unidos.

Nesse cenário tem destaque também a figura do militar Plácido de Castro (Alexandre Borges), que chega ao Acre para demarcar terras de seringais e acaba envolvido na disputa pela independência do território, que consegue.
Entre os anos 1940 e 1950, depois de muitos anos de distribuição desigual da riqueza surgida da borracha e com a grande concorrência das plantações mais organizadas da Malásia, o cultivo brasileiro cai em decadência. Nessa fase surgem amadurecidos Augusto (Humberto Martins), filho do Coronel Firmino, e Bento (Emílio Orciollo Netto), filho de Bastião.

Nos anos 1980, os vastos seringais já deram lugar a pastos para gado. Augusto (Francisco Cuoco) não consegue impedir que o domínio de outrora lhe escape por entre os dedos. De sua parte, Bento (Lima Duarte) é o grande amigo de Chico Mendes (Cássio Gabus Mendes), cuja luta por direitos dos índios e dos seringueiros e contra a destruição da Amazônia o leva a ser assassinado cruel e covardemente.

Leia mais: https://observatoriodatv.uol.com.br/colunas/fabio-costa/na-manchete-e-na-globo-a-amazonia-foi-cenario-de-producoes-de-teledramaturgia

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