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Acre movimenta R$ 115 milhões com extrativismo e tem castanha como principal riqueza na bioeconomia 

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Com 100% dos municípios acreanos destacados pelo domínio da castanha-do-brasil no extrativismo e picos de até R$ 17,058 milhões em Xapuri, a bioeconomia ganha evidência no estado, mas ainda convive com uma estrutura exportadora concentrada: cerca de 90% das vendas externas seguem baseadas em commodities como soja, carne e madeira. Os dados integram estudo do Fórum Empresarial do Acre com apoio do Sebrae.
A leitura dos mapas da Pesquisa de Extração Vegetal e Silvicultura (PEVS/IBGE) reforça o padrão acreano: Xapuri (R$ 17,058 mi), Brasiléia (R$ 12,669 mi) e Sena Madureira (R$ 11,319 mi) lideram o valor da produção extrativa em 2024, todos ancorados na castanha-do-brasil. Diferentemente de outras áreas da Amazônia Legal, onde madeira em tora domina grandes extensões, o Acre aparece mais associado a produtos florestais não madeireiros, alinhando-se a uma lógica de conservação.
No mapa regional, municípios como Limoeiro do Ajuru (PA) chegam a R$ 226,440 milhões com açaí, enquanto Codajás (AM) registra R$ 35,549 milhões, evidenciando uma escala produtiva ainda distante da realidade acreana. Em comparação, o Acre apresenta menor volume absoluto, mas maior coerência com modelos sustentáveis.
O estudo aponta que essa base extrativista oferece vantagens competitivas: reduz pressão por desmatamento, diversifica renda e valoriza saberes tradicionais. Por outro lado, limitações persistem — escala produtiva, acesso a crédito, logística e industrialização ainda impedem maior agregação de valor.
A análise sugere que, sem avançar em processamento local, certificação e inserção em mercados mais exigentes, o estado continuará exportando matéria-prima com baixo valor agregado. O desafio é transformar a vantagem ambiental em ganho econômico consistente.
Ao mesmo tempo, a bioeconomia é projetada como vetor de crescimento até 2050 na Amazônia, com potencial bilionário. Para o Acre, o caminho passa por organizar cadeias produtivas, fortalecer cooperativas e integrar inovação à floresta em pé — condição essencial para que os atuais R$ 17 milhões em polos como Xapuri evoluam para patamares mais próximos dos grandes centros extrativistas da região.
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