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CULTURA

Adalberto Queiroz e Enilson Amorim concedem entrevista e fazem um balanço sobre o XII Festival Acreano de Vídeos

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O site Acrenews acompanhou o encerramento do XII Festival Acreano de Vídeos, na noite desta terça-feira (25). O cineasta Adalberto Queiroz e o artista Enilson Amorim concederam entrevista e fizeram um balanço sobre o XII Festival.

Veja a entrevista:

Vale ressaltar que nesta quinta-feira, 27, iniciará o 1º FestCineMulher, o primeiro Festival de Vídeos específico para as mulheres do Acre que pretende exibir filmes de produtoras acreanas e revelar novos talentos femininos no seguimento do audiovisual. Este Festival seguirá até o dia 30, domingo.

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ACRE

Em Rio Branco, escolas vão ter que oferecer aulas de meditação e inteligência emocional

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Por Wanglézio Braga / Foto: Ilustração

As escolas da rede municipal de ensino de Rio Branco vão oferecer aos seus alunos aulas de meditação e inteligência emocional. É o que prevê a Lei N° 2410/2021 publicada na edição de hoje (14) do Diário Oficial do Estado (DOE) e assinada pelo prefeito Tião Bocalom (PP).

O “Programa de Meditação e Inteligência Emocional” tem como objetivo “aperfeiçoar o processo educativo nas escolas por meio do desenvolvimento da meditação e da inteligência emocional da comunidade escolar e dos alunos, estimular a melhoria da atenção, concentração, memória, aprendizado e do cognitivo, promover o autoconhecimento e a autorregulação e um maior controle das emoções, desde cedo”.

O dispositivo também terá o objetivo de “melhorar o controle da impulsividade e irritabilidade, reduzir os níveis de ansiedade e estresse, a incidência de violência e bullying e os índices de evasão escolar, promover a melhoria da qualidade de vida da comunidade escolar e alunos e fomentar a empatia e a solidariedade na escola e na sociedade”.

De acordo com o documento, as atividades serão “consideradas extracurriculares, desenvolvidas semanal ou quinzenalmente e de participação facultativa”. ” Para o cumprimento desta lei poderão ser realizados convênios ou parcerias com instituições públicas ou privadas (…) Esta lei entra em vigor na data de início do ano letivo posterior ao de sua publicação”, diz trecho do decreto.

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CULTURA

Conheça o projeto Aquelas Pretas

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Eanes Henrique Enes

Apresentação

“Nosso lugar no mundo é uma encruzilhada. Encruzilhada é lugar de possibilidades”. Diz a voz que anuncia Aquelas Pretas. Em um ritual de resgate de sua memória ancestral, Aziza é conduzida por suas irmãs Yá e Dayó a encontrar equilíbrio para se manter viva, descobrindo que é preciso olhar para trás para poder seguir em diante.

O espectador é convidado a adentrar, com cuidado, num espaço íntimo onde a dor costura memórias da infância preta às percepções da vida adulta, e se transforma em potência de vida. Ás vezes é só uma chama que aquece, outras vezes parece que vai transformar tudo em cinzas para se recriar com menos dor. O que mais cabe no coração de uma preta?

Fotos: Kétila Flor e Sarah Bicha

Exibição online

O espetáculo terá sua estreia em exibição online, a partir das 20h, dias 17, 18 e 19 de setembro. O link será postado na bio do perfil de instagram @aquelaspretas.

Ficha técnica

Encenação: Kétila Flor

Atuação: Kika Sena, Lilian Rocha e Maya Dourado

Dramaturgia: Kétila Flor, Kika Sena, Lilian Rocha e Maya Dourado

Fotografia: Kétila Flor e Sarah Bicha 

Produção: Sarah Bicha

Iluminação: Kétila Flor, Kika Sena e Sarah Bicha

Video-Maker: Henrique Almeida e Kétila Flor

Edição de imagens: Kétila Flor

Captação e edição de áudio: Maiara Rio Branco

Patrocínio

Lei Aldir Blanc, Fundação de Cultura e Esporte Garibaldi Brasil, Prefeitura de Rio Branco e Governo Federal.

Apoio: Casa Massemba.

Kétila Flor acrescenta sobre o projeto: “A ideia do projeto surge de minha vontade de levar para a cena o quão atravessada foi minha vida inteira por questões raciais. E como esses atravessamentos compõem minha história perpassando por muitas dores, mas também por aprendizados valiosos sobre minha ancestralidade. E também do encontro com o coletivo que sentia e sente a necessidade de falar sobre tais questões. Essa é uma vontade antiga que no momento certo, e com as pessoas certas enfim caminhou para a frente”.

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CULTURA

O espetáculo ‘Afluentes Acreanas’, de Jaqueline Chagas, faz um convite a se banhar nas correntes fluviais da história do nosso Estado

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Eanes Henrique Enes / Fotos: Mag Araújo

Sobre o projeto, Jaqueline Chagas nos conta: “Afluentes Acreanas é um espetáculo muito importante para todos nós, falar da história do Acre e valorizar nossas origens é uma forma de incentivar outras pessoas a fazerem o mesmo. Assim, afluentes acreanas é um afago para o público acreano que vai poder mergulhar na nossa história, refletir e se orgulhar de quem somos”.

Sinopse

Afluentes Acreanas é um embarque fluvial pelas curvas do rio Acre, passando pelas afluentes da história acreana. Uma Acre antes de ser Acre, um rio de jacarés de cor barro, barro Acre.

Navegaremos pela história do Acre, lembrando quem foram os nomes que fizeram do Acre o que ele é hoje. Falar do passado é também falar do presente, o presente é reflexão para o futuro, assim, através do passado, navegamos para um Acre melhor, que o Acre seja visto com outros olhos após esse espetáculo, olhos formato de amêndoas.

O espetáculo tem data de estreia marcada para 18 de Setembro de 2021. Com temporada de apresentações em 19, 25, 26 de Setembro e 02, 03, 09, 10 de Outubro de 2021. Às 19:30 horas no Memorial dos Autonomistas (ao lado da praça da revolução). Com classificação indicativa a partir de 12 anos. E tem lotação de 40 pessoas (por ordem de chegada). Obrigatório o uso de máscaras para permanecer no local.

Ficha Técnica

Dramaturgia: Jaqueline Chagas 

Direção:  Jaqueline Chagas 

Poemas: Iandra Moraes

Produção: Hysnaip Moura

Elenco: Lonara Teixeira, Hysnaip Moura, Iandra Moraes.

Direção de arte: Jaqueline Chagas

Iluminação: Jaqueline Chagas

Operação de Luz: Biah Araújo

Figurino: Naomhy Narrimann 

Artes: Wesley Silva

Fotografia: Bianca Cabanelas

Assistente: Klaryta

Apoio: Jardins Guest House, Sicredi, Sweet Pam.

Espetáculo financiado pela Lei Aldir Blanc através da Fundação Elias Mansour.

História do espetáculo

“Esta dramaturgia é uma homenagem a minha bisa Angelita e bisa Nair, vó Marlene e vó Neuza, pois foi através das histórias delas que tudo começou.” -Maria Jaqueline Chagas.

Sobre como nasceu o espetáculo, Jaqueline Chagas apresenta em seu portfólio do projeto:

“Foi em 2018 que começou a nascer Afluentes Acreanas, durante uma aula eu fui questionada por uma professora sobre a origem da minha ascendência indígena, eu não soube responder, eu sabia que tinha, mas não fazia ideia de qual ou de onde vinha a história da minha família, ninguém falava muito sobre.

Sei que eu nasci no seringal Transval em Tarauacá e que minha bisa é do rumo do Humaitá, pouca informação, mas suficiente para ela me dizer que era Huni Kuin que predominava lá, eu me lembro da satisfação de finalmente ter certeza de alguma coisa. Depois de um tempo, meu avô meu contou que minha bisavó, índia brava, foi pega a cachorro no meio da mata. Uma índia correndo pela mata foi caçada por um cachorro até ser pega e amansada, dela veio minha ascendência. Ainda em 2018 eu tinha acabado de ter tido contato com meu bisavô, e enquanto fazia mais uma espingarda ele contava as histórias dele, e elas ainda faziam eco na minha mente. Um homem conhecido pela fama de matador de índio, trabalho que ele tinha orgulho, fugiu para o Acre para escapar da prisão depois que matar os indígenas virou crime. E foi assim, ouvindo as histórias deles que eu quis saber mais de mim e quanto mais eu descobria, mais eu tinha vontade de falar sobre isso, sobre como o Acre realmente foi formado.

Em 2019 eu e a Iandra Moraes estávamos nessa onda muito forte de busca pelas nossas origens, eu por causa das histórias dos meus bisas e ela por causa de um projeto de pesquisa da Ufac, daí começamos a ler alguns livros, entre eles ‘Histórias Acreanas no miolo de pote’ do Marcos Vinicius, que abriu meus olhos para muitas histórias populares do Acre, um livro muito rico e que me deu várias ideias, daí também tive contato com um material produzido em 2010 pela prefeitura de Rio Branco, sobre os municípios do Acre.

O espectador conhece o ponto de vista que está nos livros das escolas e conhece aquelas histórias que são contadas de boca a boca, como as dos meus bisavós. No final, a gente só pede respeito para com aqueles que pisaram aqui e deixaram seu sangue em nossas terras e orgulho no peito acreano porque em meio a tudo isso, nós somos quem somos, graças a essas pessoas. No final de 2019 o texto ‘Afluentes Acreanas’ estava pronto e no mesmo período teve sua montagem aprovada por um edital da Fundação Garibaldi Brasil e apresentou somente no mês de Dezembro de 2020 devido a pandemia da Covid-19.

O espetáculo conta com o figurino desenhado por Naomyh Narrimann e artes gráficas de Wesley Souza, ambos os trabalhos foram feitos a partir das ideias da direção de Jaqueline Chagas, tudo devia remeter a história do Acre e suas cores, além disso, o bordado era algo importante nos figurinos, pois também são uma marca da direção”.

Ainda em 2020, a dramaturga Maria Jaqueline Chagas recebeu o terceiro lugar do Prêmio de Literatura da Fundação Garibaldi Brasil, na categoria dramaturgia. Além disso, através da lei Aldir Blanc, o espetáculo foi aprovado para realizar 12 apresentações divididas em duas temporadas, quatro apresentações em Janeiro de 2021 e oito em setembro de 2021, contando com uma nova identidade visual, mas com o mesmo designer e figurinista, desta vez o espetáculo quis trazer cor e referências mais fortes ao Acre e aos que ajudaram nosso estado a se formar.

Com a mudança de faixa amarela para vermelha na cidade de Rio Branco, a temporada que iria até fevereiro no memorial dos autonomistas, foi remarcado para o dia 18 de Setembro de 2021. O espetáculo recebeu o convite para fazer parte da Mostra Aldir Blanc da SP Escola de Teatro, para representar o Norte.

Contato:

(68) 99229-8226

@afluentesacreanas

Email: jaque14nascimento@gmail.com

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