GOSPEL
Polêmica do Templo de Lúcifer no RS completa dois anos com interdição mantida e disputa judicial

Estrutura de 5 hectares em Gravataí continua proibida de realizar eventos; estátua de uma tonelada segue no local enquanto ordem aponta perseguição religiosa.
Por Redação AcreNews
Dois anos após a interdição que ganhou repercussão nacional, o Templo da Nova Ordem de Lúcifer na Terra (N.O.L.T.), localizado na zona rural de Gravataí (RS), continua sem autorização para realizar atividades no local. A área de 5 hectares permanece sob restrição da Prefeitura, sujeita a uma multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento da ordem judicial.
O ponto central da controvérsia, uma estátua de cimento de 5 metros de altura (com o pedestal) e peso estimado em uma tonelada, continua instalada na propriedade. O monumento custou R$ 35 mil e seria inaugurado em agosto de 2024, quando a Justiça determinou o embargo do espaço.
Tramitação burocrática e alegações de intolerância
Embora a Justiça tenha determinado que o município reabrisse o processo administrativo para análise do funcionamento, o templo segue sem o alvará de liberação. A prefeitura exige a entrega de novos documentos e a elaboração de um estudo de viabilidade técnica para avaliar o impacto do empreendimento na região.
Por outro lado, a liderança da ordem religiosa classifica as exigências municipais como burocracia excessiva e aponta intolerância e perseguição religiosa. Mestre Lukas de Bará da Rua, um dos fundadores da ordem, defende que a legislação assegura a liberdade de culto e o direito de realizar reuniões em propriedade privada.
Apesar do impedimento de utilizar a sede rural em Gravataí, o grupo afirma que seguiu em expansão nos últimos dois anos. A ordem relata ter atingido a marca de cerca de 250 adeptos no país, mantendo seus encontros e rituais em outros locais privados.
Continue lendo











