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SAÚDE

Cuidado nutricional favorece longevidade e qualidade de vida de idosos

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Suplementação deve ser individualizada

A fraqueza nas pernas durante o envelhecimento não deve ser tratada apenas como consequência natural da idade. Dificuldade para caminhar, perda de equilíbrio, quedas frequentes, formigamento e redução da sensibilidade nos pés são sinais que precisam ser investigados por profissionais de saúde.

Segundo a biomédica Sylvânia Vilela, o primeiro passo é identificar a origem do problema. Alterações circulatórias, perda de massa muscular, deficiência de vitamina B12, doenças neurológicas, problemas na coluna e efeitos de determinados medicamentos estão entre as possíveis causas.

“Quando o idoso começa a apresentar dificuldade para levantar-se, caminhar ou manter o equilíbrio, é necessário avaliar o quadro. A suplementação pode ajudar em situações específicas, mas deve ser indicada a partir das necessidades identificadas em consulta e nos exames”, explica Sylvânia.

Atenção aos sinais de urgência

A fraqueza que surge de maneira repentina exige atenção imediata, principalmente quando afeta apenas um lado do corpo ou aparece acompanhada de boca torta, fala alterada, confusão, perda de equilíbrio, tontura intensa ou dificuldade para enxergar. Esses sintomas podem indicar um acidente vascular cerebral, o AVC.

Nessas situações, a orientação é procurar imediatamente um serviço de emergência ou acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, o Samu, pelo número 192.

Quando o problema aparece gradualmente, o acompanhamento também é necessário. Formigamentos, dormência, sensação alterada de frio ou calor nos pés, dores persistentes e quedas recorrentes podem estar relacionados a alterações neurológicas, circulatórias ou nutricionais.

Suplementação precisa ser individualizada

Vitaminas, minerais, proteínas e outras substâncias não devem ser utilizados indiscriminadamente. A deficiência de vitamina B12, por exemplo, pode afetar os nervos e provocar alterações de sensibilidade, equilíbrio e marcha. No entanto, é necessário confirmar a deficiência e investigar sua causa antes de iniciar a reposição.

A creatina também vem sendo estudada como estratégia complementar para preservar massa e força muscular em pessoas idosas. O benefício, porém, tende a ser maior quando a suplementação está associada a exercícios de resistência, conforme as condições de saúde e a capacidade funcional de cada paciente.

“Não basta tomar um suplemento e esperar o fortalecimento muscular. O músculo precisa de estímulo. Caminhada, musculação, pilates ou fisioterapia funcional podem integrar o cuidado, sempre com orientação adequada”, ressalta a biomédica.

Antes da indicação, o profissional deve avaliar o histórico clínico, a alimentação, os medicamentos em uso e os resultados dos exames. Pessoas com doenças renais, hepáticas, cardiovasculares ou outras condições crônicas necessitam de atenção individualizada.

A via de administração — oral, intramuscular ou endovenosa — também depende da necessidade clínica, da avaliação profissional e das normas aplicáveis a cada categoria da saúde. Nenhum procedimento deve ser realizado sem indicação e acompanhamento habilitado.

Para Sylvânia Vilela, o objetivo não é apenas corrigir uma possível deficiência, mas preservar a autonomia do idoso.

“O acompanhamento adequado busca melhorar força, equilíbrio, mobilidade e qualidade de vida. A suplementação é uma ferramenta complementar e não substitui alimentação equilibrada, exercício, fisioterapia ou avaliação médica”, conclui.

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