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ANTÔNIO FURTADO

Artigo do professor Furtado: o mundo moderno está cheio de faculdades

Publicado

em

PÓS-Verdade

O mundo, dito moderno, está cheio de facilidades. Atalhos para que nós, os humanos, possamos viver melhor. O homo sapiens( ele mesmo assim se nominou: “ homem sabido”) sempre fomos pretensiosos.
Ninguém há de “se queixar” das vantagens que as múltiplas tecnologias ( em especial a Transmissão de Dados) nos trouxeram, facilitando a vida.
Porém , havemos de convir, adveio junto com este “combo” de facilidades o desvirtuamento do processo evolutivo, ardis, arapucas, armadilhas travestidos de vantagens/melhorias. A rapidez e, o quase, anonimato são dois destes elementos muito ativos nestes caminhos das “facilidades perigosas”.
Os menos ambientados com tais Tecnologias/APPs, são na maioria pessoas que já viveram muito. E que nas suas épocas mais produtivas – “fazia-se diferente” – são estas as que sentem mais profundamente estas mudanças.
No descaminho de uso regular da Transmissão de Dados veio uma “ erva daninha” com potencial de arrasar quaisquer “pastagens” – as malsinadas “FAKES NEWS”. Uma grande tragédia!…
Mortal por conta da possibilidade de – divulgação rápida e devastadora – apelidada de “viralização”. Que, de fato, age como VÍRUS. Uma verdadeira “PANDIFAMAÇÃO”!…
Houve um desgraçado nazista, na Segunda Guerra Mundial, que teria dito: “ uma mentira repetida mil vezes, passa a ser verdade. Até o mentiroso acreditará nela.”
Uma filosofia torpe, maldita e canalha com poder destrutivo dos moldes da infeliz doutrinação, como tudo, de origem nazista. Sementes do mal.
Por outro lado, o filósofo francês Charles Boudelaire – ensina: “(…) caluniai, caluniai que alguma coisa ficará “.
A “Pós-Verdade” está fundada em preceitos assim – se apresentando com o viés da, hoje, chamada “Fakes News”.
O fenômeno é neologismo dialético que descreve os fatos na conveniência de dominar a opinião pública, influenciando os apelos e as crenças pessoais. Onde os fatos reais tem menos valor que as narrativas, emoções e convicções individuais. Verdade fabricada. Onde os fatos ficam sem valor, num segundo plano. Tudo visando uma opinião pública manipulável.
Sendo esta a gênese das “Falsas Notícias” , divulgadas como “Fakes News”. Ideia que, aliada à rapidez da Internet e anonimato do autor, causa estrago monumental à informação séria. Assim, qualquer mal-intencionado pode difamar, caluniar ou injuriar alguém de mérito e sumir. Prática da essência da torpeza e vilania da tristemente famosa “Fakes” – “dançam e rolam” na maledicência e impunidade. Fabricam notícias, publicam e desaparecem!
Aí, o estrago está feito. Quase impossível de ser reparado, totalmente. Na política, então, é uma tragédia!… destruindo reputações e confundido as mentes.
Alguém disse, algures: “ Nunca se justifique. Os amigos não precisam, os inimigos não acreditarão “.
Vamos torcer para que a verdade ( verdadeira) não tenha como sucessora – a “Pós-Verdade” – com lume tão infame quanto se tem apresentado nestes dias atuais de controversas ideologias de dominação de massa.
Que DEUS nos proteja de mais esta mazela!

Autor: Antônio Furtado
Matemático, Advogado
Professor Universitário
Engenheiro do DNIT

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ANTÔNIO FURTADO

Professor Antônio Furtado faz uma viagem no tempo ao escrever sobre o calendário; muito curioso

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Ano (quase) Velho

Os calendários são invenções magníficas. Invenção prodígio da mente humana, da melhor inspiração. Intervalos, fatias do tempo, totalmente virtual, em que o escalona, onde todos os humanos os aceitamos como verdade. Mas que não acontece, sob a ótica física temporal, nada de fato!

O Cosmos não diferencia se é: segunda, terça,….sábado, fevereiro, março,….ou novembro. Só registra os ciclos: rotação e translação da Terra. Periódicos, sucessivos, indiferentes e inexoráveis na repetição: dias e noites!

Um pouco da história deste mágico.

Nos idos de 2.700 a.C, provavelmente na Suméria (atribui-se eles) inventou-se o Calendário. Credita-se também a eles ( os Sumérios) a invenção do dinheiro)!… povinho de imaginação!.. hein?!..

Sabe-se, ao certo, que este Calendário teria sido aprimorado pelos Caldeus e Astrônomos de Alexandria, onde o ano teria 354 dias e referenciado a meses lunares.

O Calendário atual, de referência solar – data de 1582 (Sec. XVI) – da iniciativa do Papa Gregório XIII (1502/1585). Por isso denominado Calendário Gregoriano.

Tudo pela necessidade de organizar o tempo, registrar a evolução e marcação de datas fixas (muito importante para o comércio).

Há muitos outros calendários, como o egípcio (muito próximo do nosso) que criou o ano bissexto, também com 365 dias e doze meses.

O fato é que os Calendários foram referendados por Imperadores, Reis e Papas para esta forma de contar o tempo que conhecemos.

A magia é que, nada mudando, mas a ideologia da finitude do ciclo, da passagem do tempo nos hipnotiza a todos. Não havendo contraditas.

Claro!… os 365 dias nos deixam exauridos. Aí, vupt!… uma mágica – e tudo começa de novo. E nós, como aves fênix, retornamos das cinzas e recomeçamos. Novos planos, projetos, promessas e reinvenção. Quase um milagre!

Magia da prodigiosa mente humana. A métrica do tempo deixa marcas: as folhas caem, as flores fenecem, a juventude passa, os cabelos embranquecem, mas só resultantes destes ciclos. Tudo continua no Cosmos do mesmo jeito: imutável! Pelo menos, para a celeridade da existência de , nós, os humanos.

De tal modo que, por todas estas circunstâncias, formamos convicção de que é real que o tempo passa,… a vida passa!

Fantástico invento, que sem nada físico acontecer, nos leva à convicção de mudança real.

Mas no Cosmos está tudo igual, nada mudou!

Magia do Mágico, o Senhor Calendário!

Autor: Antônio Furtado

Matemático e Advogado

Professor Universitário

Engenheiro do DNIT/AC

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ANTÔNIO FURTADO

Professor doutor Antônio Furtado escreve sobre a água em abundância que existe no Brasil

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Senhora H2O

Bendita água! Prodígio da vida. Essência principal de nossa sobrevivência. E, como bênção primorosa de DEUS, a temos em abundância, aqui, no nosso Brasil.

Uma riqueza essencial e consumível; o que os Árabes não podem dizer da sua maior riqueza: o Petróleo. Ninguém bebe um copo de petróleo.

Esta nossa Riqueza é quase esquecida ou não lhe damos a devida importância. Quase nenhuma atenção. Só lembrando quando falta.

Temos muita!… às vezes, até nos queixamos desta abundância. Quando das chuvas intensas, no período do Inverno brasileiro, é um caso.

Veja-se o que ocorre, agora, na Bahia. O estado todo tem a ocorrência de precipitação pluviométrica da ordem de 100mm, em 6 horas de chuvas (23/12). Situação atípica como fora de regra tem sido muitos eventos naturais nos últimos dias próximos passados neste 2021.

O quadro agrava-se em razão de que metade (50%) da cidade de Salvador tem suas residências em situação de risco. E a terceira capital neste triste ranking. Nestes dias de muitas chuvas “ tem mais de 1000 pontos considerados de riscos de desmoronamentos” (Diretor Geral Sosthenes Macedo/Codesal/Ba).

Mas se nós fizermos breve reflexão sobre de quem é a culpa desses desastres, que tantos prejuízos materiais e, até mais graves, ceifando vidas humanas, veremos que não se deve a essas chuvas sazonais. A culpa está em decisões desastradas e/ou em razão de conchavos políticos para proveito de uns poucos em detrimento de muitos.

Não são culpadas as chuvas pelas autorizações para construir em Encostas/ barrancos ou em fundo de vales (quando estão secos), mas quando chove, a água segue seu caminho natural. Pois aquele sempre foi o seu secular caminho de escoar.

Ou, também, quando no Inverno, os níveis de água chegam a esses pontos ocupados que foram, muitas vezes, com alvará público. Vindo as águas inundam tudo.

Na nossa Rio Branco, não é exceção. Não há como se ter surpresa, com as águas invadindo a Baixa da Habitasa ou o Bairro do Taquari (inteiro). Pois aos dois aglomerados urbanos permitiu-se a construção em níveis abaixo do nível de cheia do Rio Acre, onde todos os anos chegam as águas. Tendo-se a cota de inundação 13,5m, quando estes locais estão (Baixada da Habitasa e Taquari) na cota 12,5m, em média. Assim, todos os anos estarão sempre 1,5m dentro d’água!

A verdade é que: quando o Rio Acre chega no seu nível regular anual de enchimento, aquelas populações “já estão no fundo” – como se diz “estão alagados”!

Isso não é culpa do período invernoso Amazônico, é sim, culpa de administrações canhestras que nunca se mobilizaram, seriamente, para mudar a situação. No sentido de atender às demandas daquelas pessoas que se vêm sequeladas por esta mazela periódica.

Similar à Seca do Nordeste – aqui, a Cheia do Rio Acre – rendendo supostas compaixão, empatia e acolhimentos, por políticos e/ou outros interesses, às vezes inconfessáveis e, quase sempre, não republicanos.

No caso dos ocupantes das encostas, Brasil afora, a situação está massificada e parece estar consolidada nessa irregular e perigosa ocupação territorial. O que é uma bomba relógio armada e pronta para a explosão, sempre no próximo inverno. E está explodindo, sempre … sempre!

Para fixar números, na região metropolitana de Salvador, há cerca de 375.291 residências subnormais (IBGE, dez/2019). Isto é, moradias penduras nos barrancos.

Em Belo Horizonte outro tanto de residências está na mesma situação. Sem falar em São Paulo e Rio de Janeiro (capital), esta campeã, sem concorrência na malsinada sina de uso irregular de morros e ocupação em barracos, espaços terrosos de alta instabilidade estrutural.

Deste modo, não vamos culpar as abençoadas chuvas que reabastecem os nossos reservatórios e mantêm as condições de vida nas cidades.

Culpados mesmo são os que, sem considerar as normalizações técnicas e as regulares e óbvias orientações da Mãe Natureza, decidem a seus gostos e interesses pessoais.

Perdão, Senhora H20, eles não sabem o que dizem e estão fazendo!..

Autor: Antônio Furtado

Matemático, Engenheiro Civil

Professor Universitário e Cidadão Acreano (Feijó)

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