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Borracha tem alta de 6,92% e lidera reajustes para extrativismo; novos preços mínimos reforçam renda no Acre

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A borracha natural, símbolo histórico da economia acreana e ainda uma importante fonte de renda para milhares de famílias extrativistas e produtores rurais, está entre os produtos beneficiados pela nova política de preços mínimos do governo federal. Publicada pelo Ministério da Agricultura com base em decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN), a tabela da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) elevou em até 6,92% os valores pagos como referência para a comercialização da produção. Os novos preços entram em vigor entre julho de 2026 e junho de 2027.

O maior reajuste foi concedido ao látex de campo, cujo preço mínimo passou de R$ 3,47 para R$ 3,71 por quilo, alta de 6,92%. Já o coágulo virgem a granel, com 53% de DRC (Dry Rubber Content), teve o valor elevado de R$ 4,56 para R$ 4,87 por quilo, aumento de 6,80%.

A atualização representa um reforço importante para a cadeia da borracha no Acre. Quando o preço de mercado fica abaixo do mínimo estabelecido pelo governo, os produtores podem ser atendidos pelos mecanismos da Política de Garantia de Preços Mínimos, reduzindo os impactos das oscilações do mercado e oferecendo maior segurança para quem vive da atividade.

A medida beneficia um dos segmentos mais tradicionais da economia acreana. O extrativismo da borracha continua presente em reservas extrativistas, projetos de assentamento e comunidades rurais, mantendo geração de renda e contribuindo para a conservação da floresta, uma vez que a atividade depende da manutenção da cobertura vegetal.

Além da borracha, outros produtos importantes para o sistema produtivo acreano também receberam reajustes.

O arroz em casca registrou o maior aumento da nova tabela. O preço mínimo para a Região Norte passou de R$ 80,00 para R$ 88,44 por saca de 60 quilos, alta de 10,55%.

A cadeia da mandioca, outro pilar da agricultura familiar acreana, também foi contemplada. O preço mínimo da raiz passou de R$ 511,81 para R$ 546,56 por tonelada, enquanto a farinha tipo 3 subiu de R$ 2,43 para R$ 2,59 por quilo e a goma (polvilho) passou de R$ 3,27 para R$ 3,49 por quilo. Em todos os casos, o reajuste foi de 6,79%.

O feijão preto teve aumento de 9,66%, passando de R$ 152,91 para R$ 167,67 por saca de 60 quilos. Já o feijão cores foi reajustado em 3,10%, chegando a R$ 186,84.

Alguns produtos permaneceram sem alteração. É o caso do cacau cultivado para a Região Norte, mantido em R$ 14,97 por quilo, do leite, cujo preço mínimo permaneceu em R$ 1,38 por litro na Região Norte, e do milho, mantido em R$ 38,28 por saca de 60 quilos.

Os preços mínimos são definidos pelo Conselho Monetário Nacional e publicados pelo Ministério da Agricultura para servir de referência às operações da Política de Garantia de Preços Mínimos. O instrumento busca assegurar remuneração mínima aos produtores quando os preços praticados pelo mercado ficam abaixo dos valores oficiais, funcionando como um mecanismo de proteção da renda e de estímulo à continuidade da produção.

No caso do Acre, a atualização tem peso especial para a cadeia da borracha, atividade que ajudou a formar a história econômica do estado e que continua sendo estratégica para milhares de famílias que conciliam produção, geração de renda e conservação da floresta.

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