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CULTURA

Campanha arrecada livros para distribuir às crianças e jovens riobranquenses

Publicado

em

Por Valéria Santana

Criada pelas educadoras Aquesia Maciel, Camila Cabeça e Jaycelene Brasil, a campanha “A perifa também lê” está em circulação nas redes sociais com pedido de doações de livros que tenham linguagem voltada para crianças e jovens. Os compartilhamentos da iniciativa circulam via redes sociais com o texto explicando que além de comida, as famílias também devem receber livros, já que “a leitura continua sendo um ato revolucionário”.

A escolha apenas por livros de temáticas da literatura infanto-juvenil foi feita para que sejam complementares ao material didático disponibilizado nas escolas públicas. As organizadoras manifestam preocupação com estudantes que enfrentam dificuldades de acesso às aulas remotas, uma vez que muitas famílias em crise de desemprego não podem oferecer uma estrutura adequada aos estudantes, o que tem resultado em evasão escolar.

A arrecadação de livros coincide com informações do relatório “Leitores do século 21: desenvolvendo habilidades de alfabetização em um mundo digital” feito pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e lançado no início deste mês de maio. O relatório aponta que 67% de estudantes brasileiros de 15 anos possuem déficit na interpretação de leitura de texto, utilizam o que circula por Whatsapp como a principal fonte de informação e confundem fato com opinião.

Jaycelene Brasil, educadora e uma das organizadoras, explica que iniciaram a mobilização apenas entre pessoas amigas e conhecidas e com a repercussão estabeleceram um ponto de coleta. “Primeiro, nós havíamos enviado informações da campanha para pessoas que tem condições de oferecer um livro para o público infanto-juvenil, pensamos em algumas estratégias para articular doadores em locais próximos às nossas casas, para trazerem até nós ou que fôssemos buscar, mas agora contamos com o apoio do restaurante Casa do Rio, que será um local fixo de coleta das doações”, explica.

As educadoras também contam com a sensibilidade de pessoas amigas que compreendem a importância da campanha e ajudam tanto nos compartilhamentos quanto no recolhimento em suas redes de afeto. Ao entrar em contato com quem se interessa, também explicam sobre a campanha “Se tem gente com fome, dá de comer”, em que uma das instituições parceiras é o Movimento Negro Unificado (MNU-Acre).

Aquésia Maciel, outra educadora que faz parte da campanha, afirma que a meta é receber um número de livros equivalente a quantidade de cestas de alimentação que serão doadas às famílias de bairros periféricos. “Pretendemos arrecadar um número correspondente à quantidade de cestas que o MNU-Acre irá receber nessa segunda etapa da campanha humanitária nacional ‘Se tem gente com fome’. Quanto mais conseguirmos arrecadar melhor, assim aumentaremos a quantidade de livros por cesta”, diz.

O material arrecadado será entregue junto com os alimentos doados pela Coalizão Negra por Direitos (composta por organizações não governamentais e diversos parceiros). As campanhas surgem em um dos piores momentos enfrentados no Brasil, particularmente, no Acre, que sofre ao mesmo tempo com os impactos da pandemia de Covid-19, os picos de atos violentos, o aprofundamento da situação de miséria das populações e ainda uma crise migratória.

Tem Gente com Fome

A Coalizão Negra Por Direitos se uniu as diversas organizações e parceiros na arrecadação de fundos para ações emergenciais de enfrentamento à fome, miséria e violência na pandemia de Covid-19, uma forma de suporte no enfrentamento da crise humanitária que vive o Brasil.

Segundo informações do site da campanha “Se tem gente com fome, dá de comer!”, a princípio, 222. 895 famílias foram identificadas pelo mapeamento feito pela Coalizão, dessas 32.267 são do Norte brasileiro. A mobilização foi preparada para que bairros periféricos, favelas, palafitas, comunidades ribeirinhas e quilombos sejam contemplados com urgência por pelo menos três meses.

Doações exclusivamente dos livros de literatura infanto-juvenil devem ser entregues no restaurante Casa do Rio, (localizado no bairro da Base), de quarta-feira a domingo ou ainda entrar em contato com as doadoras via Instagram.

Serviço:

Campanha “A Perifa também lê”

Data: de quarta a domingo

Horário: a partir de meio-dia

Local: Casa do Rio (Rua Barbosa Lima, 164 – Bairro da Base)

Mais informações pelo Instagram:

Aquésia Maciel: @aquesiaawqasisa

Camila Cabeça: @camilacabeca

Jaycelene Brasil: @jayce_brasil

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CULTURA

Banda acreana Trilobitas lança seu primeiro EP

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Eanes Henrique Enes / Fotos: Reprodução

Conversamos com Willian Garcez e ele nos deu as seguintes informações, em suas palavras:

Apresentação

Trilobitas é uma banda acreana que surgiu em 2018. É um trio composto por Marcos Almeida (bateria), Heleno SZ (baixo e voz) e Wilian Garcez (voz e guitarra).

O trio segue uma linha sonora minimalista e psicodélica, mesclando as diferentes influencias individuais dos integrantes. Uma alquimia de ritmos como rap, punk-rock, soul e samba-rock.

Além disso, as composições trazem textos líricos que abordam variados temas, desde desilusões amorosas até questões de cunho político-social. A poética do Trilobitas é sinestésica, traz elementos da poesia concreta e do “surrealismo político-social brasileiro”.

O EP

Gravado em Rio Branco, no Acre, sob as energias das fartas águas de janeiro de 2021. Foi um trabalho gestado por muito tempo, parido em menos de duas semanas. Tivemos que extrair, com certa rapidez, uma torrente de emoções e afetos produzidos, refletidos, retroalimentados, descobertos, tudo em meio a uma pandemia. A gravação desse EP foi um momento de ressignificar muitas coisas, como a relação da banda, a abertura a mais universos musicais, inerentes às composições, mas que só saltaram aos olhos no processo de gravação. Foi um momento de muita emoção, de realização de parte de um sonho sonhado há muito tempo.

O EP foi gravado e produzido por Cauê Teixeira em Rio Branco. Depois foi mixado pelo mesmo, em BH. A masterização foi feita por André Cabelo, também em BH. O trabalho do trio traz participações muito especiais, contando com uma linda harmonia de piano em “Onde foi”, feita pelo músico e compositor, Rafael Pimenta; um solo visceral do guitarrista acreano, Eanes Henrique, na faixa “Selfie”; e ainda um feat formidável com o rapper mineiro, Abu. 

Esse trabalho é também sobre o agora. Contem moléculas do agora. É um ponto culminante numa relação entre três pessoas, que passam pelas alegrias das criações e pelos desafios de se conviver e compartilhar existências e experiências. Esse trabalho é contra todos os fascismos, os internos e os externos.

Futuros projetos

A gente pretende gravar mais músicas quando for possível. Temos uma boa quantidade de canções já prontas. Enquanto isso não rola, seguimos compondo mais.

FICHA TÉCNICA

Produzido por Cahuê Teixeira e Trilobitas, em Janeiro de 2021

Gravado e mixado por Cahuê Teixeira.

Masterizado por André Cabelo

Inspirado e concebido em Rio Branco – Acre.

Arranjos: Heleno Szerwinsk e Wilian de Arruda.

Composições: Marcos, Heleno e Wilian.

Participações especiais: Rafael Pimenta (piano) em “Onde foi”, Abu (voz) em “Passo febril” e Eanes Henrique (guitarra solo) em “Selfie”

Letras por Wilian G.A (Tocaia, Selfie, Pele preta e O pedreiro) e Heleno Szerwinsk (Onde foi e Passo febril).

Teclado em Selfie por Heleno.

Percussões em Tocaia e Pele preta: Abu.

Capa e conceito visual: Renata Parrilha.

Artes: Danilo D’Sacre e Vandsmile.

Produção e divulgação: Xifuta Records.

Acompanhe a banda nas redes sociais: @trilobitas

Instagram, spotify,  e Youtube.

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ACRE

Em Rio Branco, escolas vão ter que oferecer aulas de meditação e inteligência emocional

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Por Wanglézio Braga / Foto: Ilustração

As escolas da rede municipal de ensino de Rio Branco vão oferecer aos seus alunos aulas de meditação e inteligência emocional. É o que prevê a Lei N° 2410/2021 publicada na edição de hoje (14) do Diário Oficial do Estado (DOE) e assinada pelo prefeito Tião Bocalom (PP).

O “Programa de Meditação e Inteligência Emocional” tem como objetivo “aperfeiçoar o processo educativo nas escolas por meio do desenvolvimento da meditação e da inteligência emocional da comunidade escolar e dos alunos, estimular a melhoria da atenção, concentração, memória, aprendizado e do cognitivo, promover o autoconhecimento e a autorregulação e um maior controle das emoções, desde cedo”.

O dispositivo também terá o objetivo de “melhorar o controle da impulsividade e irritabilidade, reduzir os níveis de ansiedade e estresse, a incidência de violência e bullying e os índices de evasão escolar, promover a melhoria da qualidade de vida da comunidade escolar e alunos e fomentar a empatia e a solidariedade na escola e na sociedade”.

De acordo com o documento, as atividades serão “consideradas extracurriculares, desenvolvidas semanal ou quinzenalmente e de participação facultativa”. ” Para o cumprimento desta lei poderão ser realizados convênios ou parcerias com instituições públicas ou privadas (…) Esta lei entra em vigor na data de início do ano letivo posterior ao de sua publicação”, diz trecho do decreto.

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CULTURA

Conheça o projeto Aquelas Pretas

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Eanes Henrique Enes

Apresentação

“Nosso lugar no mundo é uma encruzilhada. Encruzilhada é lugar de possibilidades”. Diz a voz que anuncia Aquelas Pretas. Em um ritual de resgate de sua memória ancestral, Aziza é conduzida por suas irmãs Yá e Dayó a encontrar equilíbrio para se manter viva, descobrindo que é preciso olhar para trás para poder seguir em diante.

O espectador é convidado a adentrar, com cuidado, num espaço íntimo onde a dor costura memórias da infância preta às percepções da vida adulta, e se transforma em potência de vida. Ás vezes é só uma chama que aquece, outras vezes parece que vai transformar tudo em cinzas para se recriar com menos dor. O que mais cabe no coração de uma preta?

Fotos: Kétila Flor e Sarah Bicha

Exibição online

O espetáculo terá sua estreia em exibição online, a partir das 20h, dias 17, 18 e 19 de setembro. O link será postado na bio do perfil de instagram @aquelaspretas.

Ficha técnica

Encenação: Kétila Flor

Atuação: Kika Sena, Lilian Rocha e Maya Dourado

Dramaturgia: Kétila Flor, Kika Sena, Lilian Rocha e Maya Dourado

Fotografia: Kétila Flor e Sarah Bicha 

Produção: Sarah Bicha

Iluminação: Kétila Flor, Kika Sena e Sarah Bicha

Video-Maker: Henrique Almeida e Kétila Flor

Edição de imagens: Kétila Flor

Captação e edição de áudio: Maiara Rio Branco

Patrocínio

Lei Aldir Blanc, Fundação de Cultura e Esporte Garibaldi Brasil, Prefeitura de Rio Branco e Governo Federal.

Apoio: Casa Massemba.

Kétila Flor acrescenta sobre o projeto: “A ideia do projeto surge de minha vontade de levar para a cena o quão atravessada foi minha vida inteira por questões raciais. E como esses atravessamentos compõem minha história perpassando por muitas dores, mas também por aprendizados valiosos sobre minha ancestralidade. E também do encontro com o coletivo que sentia e sente a necessidade de falar sobre tais questões. Essa é uma vontade antiga que no momento certo, e com as pessoas certas enfim caminhou para a frente”.

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