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Cubanos saem às ruas neste domingo, 11, aos gritos de “liberdade” e “abaixo a ditadura”

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BBC News Brasil

À medida que os protestos se espalhavam, o presidente Miguel Díaz-Canel pediu aos apoiadores do governo que saíssem às ruas para “enfrentá-los”.

“Estamos convocando todos os revolucionários do país, todos os comunistas, a tomarem as ruas e irem aos lugares onde essas provocações acontecerão”, disse o presidente em uma mensagem transmitida em todas as redes de rádio e televisão da ilha na sequência dos protestos.

Por meio das redes sociais, dezenas de cubanos transmitiram ao vivo as manifestações que começaram na cidade de San Antonio de los Baños, a sudoeste de Havana, e se espalharam para outras cidades, de Santiago de Cuba, no leste, até Pinar del Río, no oeste.

Nas transmissões, um grande grupo de pessoas era visto gritando palavras de ordem contra o governo, contra o presidente Miguel Díaz-Canel e pedindo mudanças.

Segundo Selvia, uma das participantes em San Antonio de los Baños, o protesto foi organizado no sábado por meio das redes sociais para este domingo às 11h30 (horário local).

“Nos encontramos em frente à praça da igreja e seguimos em marcha pela Rua Real”, disse ela por telefone à BBC News Mundo, serviço da BBC em espanhol.

“Isso é pela liberdade do povo, não podemos aguentar mais. Não temos medo. Queremos mudança, não queremos mais ditadura”, disse.

O que diz o governo

A BBC News Mundo entrou em contato com o Centro Internacional de Imprensa, única instituição governamental autorizada a prestar declarações à imprensa estrangeira, para saber sua posição, mas não obteve resposta imediata.

Na transmissão pela televisão, Díaz-Canel disse que seu governo “está pronto para tudo e que estará nas ruas combatendo”.

“Sabemos que neste momento há uma massa revolucionária nas ruas fazendo frente a isso”, disse ele.

“Não vamos admitir que nenhum contra-revolucionário, nenhum mercenário, nenhum vendido ao governo dos Estados Unidos, vendido ao império, recebendo dinheiro das agências, se deixando levar por todas as estratégias de subversão ideológica, desestabilize nosso país”, adicionou.

“Haverá uma resposta revolucionária”, disse ele, conclamando os “comunistas” a enfrentar os protestos com “determinação, firmeza e coragem”.

O apelo do presidente cubano provocou questionamentos entre opositores e nas redes sociais da ilha, que apontaram que ele estava “convocando uma guerra civil”.

Os protestos

Depois de mais de uma hora e meia, algumas das transmissões foram interrompidas em San Antonio, mas começaram a aparecer de outros lugares da ilha, incluindo Havana.

“Tem muita gente no Galeano e no Malecón. Eles pararam o trânsito e tudo o mais”, disse Mairelis à BBC News Mundo, de Centro Habana.

Três pessoas que participaram do protesto em Pinar del Río, Havana e San Antonio afirmaram à BBC News Mundo que as manifestações foram reprimidas pela polícia.

Vários vídeos postados nas redes sociais também mostram o que parecem ser agentes de tropas especializados detendo vários manifestantes.

Em outras gravações, um grupo grande de cubanos é visto quebrando vidraças e saqueando algumas das chamadas lojas de moeda conversível (moeda estrangeira), que se tornaram a única forma de muitos cubanos terem acesso às suas necessidades básicas.

“Eles estão cortando nossa conexão. Não podemos nem fazer ligações nacionais”, disse Selvia.

A BBC News Mundo contatou cubanos das províncias de Havana, Pinar del Río e Artemisa, que afirmam ter perdido a conexão com a Internet.

Alejandro, um dos participantes do protesto em Pinar del Río, disse que dezenas de pessoas pararam em frente a um dos principais parques da cidade e depois marcharam por uma rua principal.

“Vimos o protesto em San Antonio e as pessoas começaram a sair às ruas. Este é o dia, não aguentamos mais”, disse o jovem por telefone.

“Não há comida, não há remédio, não há liberdade. Eles não nos deixam viver. Já estamos cansados”, acrescentou.

Durante o fim de semana, as redes sociais da ilha foram tomadas por mensagens sob as hashtags #SOSCuba e #SOSMatanzas para denunciar a situação crítica do coronavírus na ilha, onde, segundo relatos, inúmeros hospitais colapsaram devido ao crescente número de casos.

A BBC News Mundo conversou com vários cubanos que afirmam que seus parentes morreram em casa sem receber atendimento médico ou em hospitais por falta de remédios.

Com o turismo praticamente paralisado, o coronavírus teve um profundo impacto na vida econômica e social da ilha, aliado a uma crescente inflação, apagões elétricos e escassez de alimentos, medicamentos e produtos básicos.

O governo cubano atribui a situação ao embargo dos Estados Unidos e questiona as campanhas #SOSCuba e #SOSMatanzas como uma “campanha midiática” para “lucrar” em uma situação de crise de saúde.

As redes sociais da ilha têm servido nos últimos tempos para que os cubanos expressem seu mal-estar com relação ao governo e à situação no país.

Os protestos em Cuba são muito incomuns e, quando ocorrem, são reprimidos.

Antes deste domingo, o maior protesto ocorrido em Cuba desde 1959 aconteceu em 1994 em frente ao Malecón em Havana, mas se limitou à capital e apenas algumas centenas de pessoas participaram.

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POLÍTICA

Bocalom inicia a entrega de notebooks para professores e anuncia instalação de fibra ótica em todas as escolas municipais

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A Prefeitura de Rio Branco entregou, nesta quinta-feira, 19, no auditório da U: Verse, os primeiros 247 notebooks da marca HP, modelo 2022, de um total de 1.407, que serão entregues a todos os professores e coordenadores pedagógicos da Rede Municipal de Ensino. Além dos notebooks, a prefeitura também estará disponibilizando chips com acesso à internet para todos os diretores e 79 smartphones mais 320 computadores, para todas as escolas municipais, da zona urbana e rural.

No evento também foi assinada a ordem de serviço no valor de aproximadamente R$ 1.460.000, para a implantação de fibra ótica em todas as escolas da capital. Transformando, assim, Rio Branco na capital da tecnologia.

A alegria ao receber os equipamentos, estava estampada na face de cada educador. Como conta a coordenadora pedagógica Sheila Souza, da Escola Municipal Maria Silvestre de França. “Ele é um homem honesto e tem feito o que é certo para um prefeito, neste momento. Com certeza ele está olhando a educação do município com muito carinho”.

O prefeito Tião Bocalom comemorou mais esta realização da gestão. “Isso mostra o compromisso da nossa equipe da Educação, desde a época da campanha, de que queríamos modernizar a gestão pública, criar todas as condições para que a gente pudesse aplicar inovações tecnológicas, principalmente na Educação. E está aí o resultado. Eu tenho certeza que a nossa Educação não será mais a mesma depois desse conjunto de ações que a prefeitura está realizando”.

Nabiha Bestene, secretária municipal de Educação, reforçou as palavras do prefeito e disse ter a sensação de missão cumprida. “É sempre uma alegria e satisfação quando a gente vê um sonho concretizado. Para nós é uma missão cumprida”, reforçou.

Participaram da solenidade de entrega, o senador Sérgio Petecão, o secretário da Casa Civil Municipal, Valtim José, a secretária municipal de Planejamento e Desenvolvimento Economico, tecnologia e inovação Neiva Tessinari, o assessor especial de articulação institucional, Hélder Paiva, os vereadores Samir Bestene, Fábio Araújo e Lene Petecão, além de outras autoridades.

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SAÚDE

Em comemoração à Semana de Enfermagem, Fundhacre realiza minicursos, campanha de vacinas e exames

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Por Bruno Medim Firmino

Minicursos, palestras, discussões sobre a profissão e dinâmicas integram a programação da Semana da Enfermagem 2022, que acontece na Fundação Hospital do Estado do Acre (Fundhacre).

Ao longo desta semana a programação ocupou a manhã e tarde de enfermeiros, técnicos e estudantes de enfermagem no ambiente hospitalar. No primeiro período os profissionais puderam participar de fóruns de discussões que abrangeram desde o exercício legal da enfermagem até problemáticas envolvendo Unidade Intensiva e Semi-intensiva de Tratamento.

Em comemoração à Semana de Enfermagem,  Fundhacre realiza minicursos, campanha de vacinas e exames. Foto: Bruno Medim

Os debates foram seguidos de atividades paralelas e almoços especiais para valorizar cada enfermeiro que esteve presente na ação. Um dos principais organizadores, gerente da enfermagem da Fundhacre, Durival Brito, teve o cuidado de criar um cronograma dinâmico, envolvendo até música para que pudessem relaxar durante as atividades.

Debates foram seguidos de atividades paralelas e almoços especiais para valorizar cada enfermeiro. Foto: Gleison Luz

“Por conta da pandemia não tinha semana da enfermagem há dois anos, por isso resolvemos colocar temas pertinentes aos problemas que estamos sentindo dentro das enfermarias, no dia-a-dia”, explicou a enfermeira Adilha Matias sobre os minicursos.

Nesta quinta-feira, 19, a Fundhacre também ofereceu serviço de aplicação de vacina influenza, tríplice viral, coleta de PCCU e testes rápidos para todos os enfermeiros do hospital.

Fundhacre também ofereceu serviço de aplicação de vacina influenza, tríplice viral. Foto: Gleison Luz

“Essa é uma oportunidade importante, acima de tudo para nos reencontramos, e também os colegas que já estão aposentado. Então, é um momento de muita alegria”, destacou o organizador, enfermeiro Durival Brito.

Por conta da pandemia não tinha semana da enfermagem há dois anos. Foto: Gleison Luz

O encerramento da Semana do Enfermeiro marca o Dia do Técnico de Enfermagem, a ser comemorado nesta sexta-feira, 20.  Profissionais que se fizeram presentes em todas as atividades, buscam aprimorar seus conhecimentos e interagir com os colegas.

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POLÍTICA

Elon Musk vem ao Brasil se encontrar com Bolsonaro e anunciar rede Starlink para escolas e monitoramento da Amazônia

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O bilionário Elon Musk anunciou, via Twitter, que lançará a rede Starlink para conectar 19 mil escolas em áreas rurais e monitorar a Amazônia. O empresário chegou ao Brasil na manhã desta sexta-feira (20) para encontro com o presidente Jair Bolsonaro, políticos e empresários.

“Superanimado por estar no Brasil para o lançamento da Starlink em 19 mil escolas não conectadas em áreas rurais e também para o monitoramento ambiental da Amazônia”, disse Musk na publicação.

O encontro ocorre em um evento no interior de São Paulo. A informação foi antecipada na última quinta (19) pelo colunista Lauro Jardim, de “O Globo”.

Musk deu detalhes sobre os serviços que pretende prestar. O governo federal também não confirmou as informações divulgadas pelo empresário até o momento. Mas o ministro das Comunicações, Fábio Faria, postou nas redes sociais que Musk veio “para tratar com o governo brasileiro sobre Conectividade e Proteção da Amazônia”.

Elon Musk, que em abril anunciou acordo de compra do Twitter por cerca de US$ 44 bilhões (aproximadamente R$ 215 bilhões), é o homem mais rico do mundo e tem um patrimônio avaliado em US$ 219 bilhões (cerca de R$ 1 trilhão), segundo ranking da “Forbes”.

Ele é dono da empresa de transporte espacial SpaceX, onde opera também o serviço de internet via satélite, e comanda a Tesla, fabricante de carros elétricos.

Starlink e SpaceX

Em janeiro, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) concedeu o direito de exploração no Brasil de satélite estrangeiro não-geoestacionário de baixa órbita para a Starlink, sistema de satélites da SpaceX, de Musk. Com isso, a empresa vai poder oferecer seu serviço de internet em todo o território brasileiro, com direito de exploração até 2027.

A autorização da Anatel foi concedida após reunião do ministro Fábio Faria com Musk nos Estados Unidos, em novembro do ano passado.

Em fevereiro deste ano, o governo do Amazonas também informou manter contato com a SpaceX para a instalação de tecnologia da empresa do bilionário no estado. Musk já havia manifestado interesse em iniciar operações da Starlink na região.

Na manhã desta sexta, em uma conversa com alunos do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Musk foi questionado sobre como poderia garantir que as operações da Starlink na Amazônia promovam a proteção da floresta e a privacidade dos dados coletados.

O magnata disse que a Starlink tem uma política bem rigorosa dos dados: “Mesmo que quiséssemos, não saberíamos qual dado pegar”, afirmou. “Sobre proteger a Amazônia, temos que usar os dados, porque a Amazônia é gigantesca. Se você tentar fazer um monte de fotos e vídeos para entender o que está acontecendo, a quantidade de dados a ser transmitida será enorme, então, precisamos dessa conectividade para monitorar a Amazônia efetivamente.”

Foco em regiões distantes dos grandes centros

A internet via satélite existe há anos, mas Musk, Bezos e outros investem em outro modelo do serviço. Hoje, a maioria dos provedores desse tipo de rede usa grandes satélites em órbita geoestacionária, isto é, que acompanham a rotação da Terra e permanecem sobre uma mesma região.

No caso do Starlink e do futuro serviço da Amazon, os satélites ficam na chamada órbita terrestre baixa, mais próxima da Terra. Eles estão próximos à Estação Espacial Internacional e ao telescópio Hubble.

Com uma distância menor, os novos satélites prometem diminuir a latência, que indica quanto tempo uma informação leva para sair de um ponto e chegar ao seu destino. Nos dois casos, porém, o foco está em regiões distantes de grandes centros.

[G1]

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